Veterinária responsável por “virada esotérica” de Milei
diz que tem dom de conversar com animais mortos
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
O trecho “Um dos clones logo morreu. Dos cinco restantes, cães enormes com os quais dividia um apartamento de 100 m², Milei se convenceu de que um deles era a reencarnação de Conan” (linhas de 36 a 39) demonstra que a regência do verbo “convencer” é da preposição
Ade.
Bse.
Cque.
Dde que.
Eum.
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GabaritoA — de.
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Regência do verbo “convencer” — preposição “de”
Gabarito: letra A. No trecho, o verbo “convencer” está empregado na forma pronominal “se convenceu”, e a regência exige a preposição de — quem se convence, convence-se de algo. A passagem “Milei se convenceu de que um deles era a reencarnação de Conan” comprova isso: a preposição “de” introduz o complemento “que um deles era a reencarnação de Conan”.
O comando da questão é direto: pede que se identifique a preposição exigida pela regência do verbo “convencer” no contexto. Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática aplicada — especificamente, de regência verbal. A banca quer que o candidato reconheça que, na construção pronominal, o verbo “convencer” rege a preposição “de”.
No trecho, temos:
“Milei se convenceu de que um deles era a reencarnação de Conan”
A forma “se convenceu” é um verbo pronominal (acompanhado do pronome oblíquo “se”). Nessa construção, o verbo “convencer” é transitivo indireto, exigindo a preposição “de” para introduzir o complemento. A oração “que um deles era a reencarnação de Conan” funciona como objeto indireto, e a preposição “de” é obrigatória.
A regra é clara: convencer-se de algo. O verbo “convencer”, quando usado com o pronome “se”, pede a preposição “de”. Sem o pronome, pode ser transitivo direto (“convenci-o de que...”), mas com o pronome, a preposição é obrigatória. A banca explora exatamente essa distinção.
A pegadinha da questão está em confundir a preposição com outros elementos da frase. As alternativas B, C, D e E trazem palavras que aparecem no trecho, mas não são a preposição exigida pela regência do verbo. O candidato precisa focar no verbo e no que ele rege, não no que está ao redor.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A preposição de é a exigida pelo verbo “convencer” na forma pronominal. No trecho, “se convenceu de que” — a preposição “de” liga o verbo ao seu complemento. Quem se convence, convence-se de algo. A passagem comprova: “Milei se convenceu de que um deles era a reencarnação de Conan”.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Se” é um pronome oblíquo, não uma preposição. No trecho, “se” faz parte da forma pronominal do verbo (“se convenceu”), mas não é a preposição exigida pela regência. A alternativa confunde a classe gramatical da palavra com a função sintática.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Que” é uma conjunção integrante, que introduz a oração subordinada substantiva objetiva indireta. Não é preposição. A conjunção “que” aparece depois da preposição “de”, mas não é ela que rege o complemento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“De que” é a combinação da preposição “de” com a conjunção “que”. A alternativa está parcialmente correta ao incluir a preposição, mas o enunciado pede apenas a preposição, não a locução completa. A resposta deve ser somente “de”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Um” é um numeral/artigo indefinido, não uma preposição. Aparece no trecho como parte do sujeito (“um deles”), mas não tem relação com a regência do verbo “convencer”.
Gabarito: letra A. A questão testa o reconhecimento da preposição exigida pela regência verbal. A dica é: identifique o verbo, veja se ele é pronominal e lembre-se de que “convencer-se” rege “de”.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de regência, sublinhe o verbo e pergunte: “quem convence, convence o quê?”. Se a resposta exigir preposição, ela estará logo após o verbo ou após o pronome. No caso de “convencer-se”, a preposição é sempre “de”.