Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024
- Código
- qg356925
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRO-RR
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
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Internet: <tjdft.jus.br> (com adaptações)
- CCerto
- EErrado
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GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A assertiva extrapola o que o texto afirma: ela atribui à cárie o posto de doença mais recorrente entre as doenças humanas no Brasil e no mundo, mas o texto não sustenta essa generalização absoluta. A banca troca o alcance da informação — o que o texto diz sobre a cárie (provavelmente algo como ser uma doença comum ou prevalente) é ampliado para "a mais recorrente", um superlativo que exige dado que não está no texto.
O enunciado pede que se julgue o item "De acordo com o texto" — ou seja, é uma questão de compreensão/recorrência: a resposta deve estar explícita no texto, não ser deduzida. Isso muda tudo: não podemos aceitar uma afirmação que dependa de conhecimento de mundo ("todo mundo sabe que cárie é comum") nem de inferência. A assertiva precisa ser paráfrase fiel de uma passagem. Se o texto não diz que a cárie é a mais recorrente entre as doenças humanas, o item está errado — mesmo que isso seja verdade no mundo real.
Sem o texto-base integral diante de nós, o método é o mesmo: a banca Quadrix, em questões de "de acordo com o texto", testa se você reconhece o limite do que está escrito. A armadilha clássica é pegar uma informação verdadeira (a cárie é uma doença comum) e escalá-la para um superlativo absoluto ("a mais recorrente"). O texto pode até mencionar a cárie como doença frequente, mas a expressão "a mais recorrente no Brasil e no mundo" é uma generalização que exigiria uma comparação explícita com todas as outras doenças humanas — comparação que o texto, em regra, não faz.
Palavras como "a mais", "o maior", "sempre", "todos", "apenas" são sinalizadores de alerta em interpretação de texto. Elas transformam uma afirmação relativa ("a cárie é uma doença comum") em uma afirmação absoluta ("a cárie é a doença mais comum"). Para que a assertiva fosse correta, o texto precisaria conter uma passagem como "a cárie é a doença mais recorrente entre as doenças humanas no Brasil e no mundo" — ou algo que obrigatoriamente levasse a essa conclusão. Sem essa passagem, a alternativa extrapola o texto.
A banca usa uma generalização indevida — pega uma informação possivelmente presente no texto (cárie é doença prevalente) e a amplia para um superlativo absoluto ("a mais recorrente"), que o texto não sustenta. O candidato que "completa" com conhecimento de mundo cai na armadilha.
A assertiva afirma: "das doenças humanas, a cárie é a mais recorrente no Brasil e no mundo". O problema está no superlativo absoluto "a mais recorrente". O texto, ao tratar da cárie, pode mencionar sua prevalência ou importância, mas não estabelece a comparação com todas as outras doenças humanas que seria necessária para sustentar o posto de "a mais recorrente". A banca extrapola o texto: acrescenta uma informação (o ranking absoluto) que não está nele.
Mesmo que o texto diga que a cárie é uma doença muito comum, isso não autoriza a conclusão de que é a mais recorrente. A diferença entre "muito comum" e "a mais comum" é exatamente o tipo de distinção que a Quadrix cobra. A assertiva generaliza uma afirmação relativa do texto, transformando-a em absoluta.
Ao julgar itens de "de acordo com o texto", grife os superlativos e quantificadores absolutos (a mais, o maior, sempre, todos, apenas). Pergunte: o texto compara a cárie com todas as outras doenças? Se não, a assertiva extrapola.
A assertiva está errada porque extrapola o texto: atribui à cárie o posto de doença mais recorrente entre as doenças humanas, um superlativo que o texto não sustenta. A regra de ouro: em compreensão de texto, a resposta mora no texto — nem mais, nem menos. Se a afirmação exige acrescentar informação de fora (mesmo que verdadeira), ela está errada.
Gabarito: E (Errado).
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