Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg357043
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP - 23ª Região (TO)
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior


- Asujeito.
- Bobjeto direto.
- Cobjeto indireto.
- Dagente da passiva.
- Eaposto especificativo.


GabaritoD — agente da passiva.
Gabarito: letra D. No trecho, “secretário” é o agente da passiva da locução verbal “foi feito” (voz passiva analítica). A passagem que prova é: “O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Segurança Pública”. O termo “pelo secretário” pratica a ação de “fazer” o anúncio, mas está na voz passiva — exatamente a definição de agente da passiva.
A questão pede a função sintática de um termo específico (“secretário”, linha 4). Isso é gramática aplicada ao texto: você precisa analisar a oração em que o termo aparece e identificar o papel que ele desempenha. Não é interpretação de sentido, é análise sintática — e a técnica é sempre a mesma: localizar o verbo, identificar a voz (ativa ou passiva) e, se for passiva, procurar o agente.
No primeiro parágrafo, lemos:
“O anúncio foi feito pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Wlademir Mota Oliveira, durante reunião com representantes dos órgãos que fazem parte da rede de apoio às vítimas de violência no Tocantins.”
A oração relevante é “O anúncio foi feito pelo secretário”. Vamos decompor:
O anúncio → sujeito paciente (recebe a ação);
foi feito → locução verbal na voz passiva analítica (verbo ser + particípio);
pelo secretário → termo preposicionado que pratica a ação de fazer o anúncio.
Na voz ativa, a mesma ideia seria: “O secretário fez o anúncio” — o agente vira sujeito. Essa é a “prova dos noves” para identificar o agente da passiva: se o termo preposicionado corresponde ao sujeito da voz ativa, ele é agente da passiva.
O agente da passiva é o complemento de um verbo na voz passiva analítica, sempre precedido da preposição por (ou, mais raramente, de). Ele pratica a ação, mas não é o sujeito — o sujeito é o paciente. Para não confundir com adjunto adverbial de causa, lembre-se: o agente da passiva é um ser animado ou personificado que age; o adjunto adverbial de causa é uma circunstância. Aqui, “pelo secretário” é uma pessoa que age (faz o anúncio), então é agente da passiva.
A banca oferece funções sintáticas que parecem plausíveis (sujeito, objeto direto, objeto indireto, aposto) para testar se você identifica a voz passiva. O termo “pelo secretário” está preposicionado e pratica a ação — não é sujeito (que seria “o anúncio”), nem objeto (que não existe na passiva), nem aposto (que explicaria outro termo).
Ao ver uma locução verbal com ser + particípio, pergunte: “quem pratica a ação?”. Se a resposta for um termo preposicionado com por, é agente da passiva. Converta para a voz ativa para confirmar.
Sujeito é o termo que pratica ou recebe a ação e com o qual o verbo concorda. Na oração “O anúncio foi feito pelo secretário”, o sujeito é “o anúncio” (sujeito paciente), não “secretário”. O verbo “foi feito” concorda com “anúncio” (singular), não com “secretário”. Portanto, “secretário” não é sujeito.
Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto, sem preposição. Na voz passiva, não há objeto direto — o que seria objeto direto na ativa vira sujeito na passiva. “Pelo secretário” é preposicionado e não completa o sentido de um verbo transitivo direto; logo, não é objeto direto.
Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto, exigido por preposição. O verbo “foi feito” (na passiva) não exige complemento preposicionado como objeto indireto; o termo “pelo secretário” não completa o sentido do verbo como objeto, mas indica quem pratica a ação. Portanto, não é objeto indireto.
Agente da passiva é o termo que pratica a ação na voz passiva analítica, introduzido pela preposição por. No trecho, “pelo secretário” pratica a ação de “fazer” o anúncio, enquanto “o anúncio” é o sujeito paciente. Convertendo para a voz ativa: “O secretário fez o anúncio” — o agente vira sujeito. Isso confirma que “secretário” é o núcleo do agente da passiva.
Aposto especificativo é um termo de valor substantivo que especifica ou explica outro termo, sem verbo, geralmente sem pontuação (ex.: “o rio Amazonas”). No trecho, “secretário” não especifica outro termo; ele é o núcleo de um termo preposicionado que pratica a ação. O nome “Wlademir Mota Oliveira” é que poderia ser aposto de “secretário”, mas “secretário” em si não é aposto.
Conclusão: a única função sintática que “secretário” exerce no texto é agente da passiva, pois pratica a ação de “fazer” o anúncio na voz passiva analítica. As demais alternativas ou apontam para termos que não existem na passiva (objetos) ou para funções que não correspondem ao papel do termo (sujeito, aposto).
Gabarito: letra D.
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