Questão de Português — Figuras de Linguagem — Quadrix 2024
- Código
- qg357098
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-MS
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
Texto para o item.


- CCerto
- EErrado
Texto para o item.


GabaritoE — Errado
Gabarito: letra E (Errado). A expressão “comboio de corda” não funciona como metonímia para “coração”; trata-se de uma metáfora, pois estabelece uma comparação implícita entre o coração e um comboio de corda, sem que haja uma relação de contiguidade ou proximidade real entre os termos, como exige a metonímia. A banca tenta confundir o candidato ao rotular uma figura de palavra como outra, mas a distinção é clara: a metonímia substitui um termo por outro com o qual tem relação de causa, efeito, parte, todo, autor, obra, etc.; a metáfora, por sua vez, transfere o sentido por semelhança.
A questão pede que se julgue a afirmação sobre a função da expressão “comboio de corda” na terceira estrofe do poema. O verbo “funciona” indica que se trata de uma análise do efeito de sentido produzido pela expressão no contexto, ou seja, uma questão de interpretação ancorada no texto. Não basta saber a definição de metonímia; é preciso verificar se a relação estabelecida entre “comboio de corda” e “coração” é de contiguidade (metonímia) ou de semelhança (metáfora).
O texto-base é um poema, e a terceira estrofe contém a expressão “comboio de corda”. Para resolver, é essencial identificar a relação semântica entre os termos. Na metonímia, há uma substituição por proximidade: a parte pelo todo, o autor pela obra, o efeito pela causa, etc. Na metáfora, há uma substituição por semelhança: um termo é usado no lugar de outro porque há uma comparação implícita entre eles. No caso, “comboio de corda” evoca a imagem de um trem puxado por cordas, algo que se move de forma ritmada e contínua, o que pode ser associado aos batimentos do coração. Essa associação é baseada em semelhança (o movimento rítmico), não em contiguidade. Portanto, a figura é uma metáfora, não uma metonímia.
A banca explora a confusão clássica entre metáfora e metonímia. O candidato que decora as definições, mas não as aplica ao contexto, pode facilmente marcar “Certo”. A dica é: pergunte-se sempre qual é a relação entre os termos. Se for de semelhança, é metáfora; se for de contiguidade (parte/todo, causa/efeito, autor/obra), é metonímia.
A banca troca o nome da figura de linguagem. “Comboio de corda” é uma metáfora (comparação implícita por semelhança), não uma metonímia (substituição por contiguidade). A armadilha está em rotular a figura correta com o nome de outra.
A afirmação de que “comboio de corda” funciona como metonímia para “coração” está errada. A metonímia exige uma relação de contiguidade, como em “li Machado de Assis” (autor pela obra) ou “o teto da casa” (parte pelo todo). No poema, “comboio de corda” não tem relação de contiguidade com “coração”; a relação é de semelhança — o movimento rítmico do comboio é comparado ao batimento cardíaco. Trata-se, portanto, de uma metáfora. A alternativa contradiz a natureza da figura de linguagem empregada.
A alternativa E está correta ao afirmar que o item é errado. A expressão “comboio de corda” é uma metáfora, pois estabelece uma comparação implícita entre o coração e um comboio, baseada na semelhança do movimento rítmico. Não há relação de contiguidade que caracterize a metonímia. O gabarito oficial confirma essa análise.
Conclusão: a questão testa a capacidade de distinguir metáfora de metonímia no contexto. A resposta é letra E, pois a expressão é metafórica, não metonímica. Lembre-se: metonímia = contiguidade; metáfora = semelhança.
Gabarito: letra E
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