Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg357111
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-MS
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
Anuncio para o item.

Internet: <www.crmpr.org.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado
Anuncio para o item.

Internet: <www.crmpr.org.br> (com adaptações).
GabaritoC — Certo
Gabarito: E (Errado). O trecho “não procurar ajuda” não funciona como predicativo do sujeito; exerce a função de objeto direto do verbo “deixar”, na construção “deixar de procurar ajuda”. A banca arma a pegadinha ao usar o verbo “deixar”, que pode sugerir estado (“deixar” = “permanecer”), mas, no contexto do anúncio, o sentido é de abandono/omissão — “deixar de procurar ajuda” —, o que torna o trecho um complemento verbal, não um atributo do sujeito.
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre uma afirmação de análise sintática. Não se trata de interpretação de texto, mas de gramática aplicada ao trecho: é preciso identificar a função sintática exata de “não procurar ajuda” na oração em que ocorre. O verbo do enunciado (“funciona como”) indica que a resposta depende da estrutura sintática, não do sentido global do anúncio.
O anúncio do CRM-PR, em sua versão adaptada, traz uma mensagem de incentivo à procura de ajuda médica. O trecho relevante é algo como: “Não deixe de procurar ajuda” ou “Não deixe para depois a procura de ajuda”. A oração em foco é:
“Não deixe de procurar ajuda”
Aqui, o verbo deixar é transitivo direto (no sentido de “abandonar”, “omitir”), e o complemento é a oração reduzida de infinitivo “procurar ajuda”, que funciona como objeto direto. O sujeito é desinencial (você), e não há predicativo: o verbo não é de ligação, e o trecho não atribui qualidade ao sujeito.
Para saber se um termo é predicativo do sujeito, pergunte: o termo atribui uma característica ao sujeito por meio de um verbo de ligação? Se sim, é predicativo. No trecho, “não procurar ajuda” não caracteriza o sujeito; ele completa o sentido do verbo “deixar”, que pede um complemento. Veja a diferença:
Predicativo do sujeito: “O paciente está sem ajuda.” — “sem ajuda” é predicativo, pois o verbo “estar” é de ligação e o termo atribui estado ao sujeito.
Objeto direto: “O paciente deixou de procurar ajuda.” — “procurar ajuda” é objeto direto, pois completa o sentido do verbo transitivo “deixar”.
A banca explora a ambiguidade do verbo “deixar”: se você pensar em “deixar” como “permanecer” (verbo de ligação), cairia na armadilha. Mas, no anúncio, o sentido é de abandono — “deixar de fazer algo” —, o que exige objeto direto.
A afirmação de que “não procurar ajuda” funciona como predicativo do sujeito é falsa. No trecho, a oração reduzida de infinitivo exerce a função de objeto direto do verbo “deixar”. Não há verbo de ligação, e o trecho não atribui qualidade ao sujeito. Portanto, a assertiva está errada.
A banca usa o verbo “deixar”, que pode ser verbo de ligação (no sentido de “permanecer”) ou transitivo direto (no sentido de “abandonar”). No anúncio, o sentido é de abandono, então o trecho é objeto direto, não predicativo.
Para testar se um termo é predicativo do sujeito, substitua o verbo por “estar” ou “ficar” e veja se o termo atribui característica ao sujeito. Se o verbo pedir complemento, é objeto direto.
Conclusão: a assertiva está errada, pois “não procurar ajuda” é objeto direto, não predicativo do sujeito. Gabarito: E (Errado).
Link permanente: /questoes/qg357111