Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — Quadrix 2024
- Código
- qg357167
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-MS
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
Poema para a questão.

- CCerto
- EErrado
Poema para a questão.

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A afirmação de que “bufão” está empregado como substantivo em “De um riso espúrio e bufão” é incorreta, pois, no trecho, o termo exerce função de adjetivo, caracterizando o substantivo “riso”. A pista decisiva está na estrutura do sintagma: “riso espúrio e bufão” forma uma sequência de dois adjetivos coordenados que qualificam o mesmo núcleo substantivo.
“De um riso espúrio e bufão”
No trecho, “espúrio” e “bufão” estão ligados pela conjunção “e”, ambos modificando “riso”. Se “bufão” fosse substantivo, a leitura seria “riso espúrio e [o] bufão”, o que quebraria a coordenação e o sentido. A banca explora a polissemia da palavra: “bufão” pode ser substantivo (pessoa que faz graça, palhaço) ou adjetivo (aquilo que é grotesco, ridículo). No contexto, o valor é adjetival, pois qualifica o riso.
A questão pede um julgamento (Certo/Errado) sobre uma afirmação metalinguística: a classificação morfológica de “bufão” no verso. Não se trata de interpretação de sentido, mas de análise morfossintática — é preciso identificar a classe gramatical da palavra no contexto específico em que aparece. O comando exige que o candidato verifique se a classificação proposta (“substantivo”) corresponde ao uso real no texto.
A classificação morfológica de uma palavra depende do contexto sintático. Para decidir se “bufão” é substantivo ou adjetivo, deve-se observar:
A função sintática: o termo modifica um substantivo (função de adjunto adnominal) ou é o núcleo de um sintagma nominal?
A estrutura do sintagma: “riso espúrio e bufão” — a conjunção “e” coordena dois termos que exercem a mesma função. Como “espúrio” é claramente adjetivo (qualifica “riso”), “bufão” também o é.
O sentido: “bufão” aqui significa “ridículo, grotesco”, qualidade atribuída ao riso — valor adjetival.
Se “bufão” fosse substantivo, o trecho teria outra estrutura: “De um riso espúrio e [de um] bufão” — mas isso não ocorre. A coordenação exige que os termos sejam da mesma classe e função.
A banca explora o fato de “bufão” ser uma palavra que pode ser substantivo (o palhaço, o bobo da corte) em outros contextos. O candidato que conhece esse uso pode ser levado a aceitar a afirmação sem verificar o contexto. No entanto, no verso, o termo está claramente empregado como adjetivo, qualificando “riso”.
A banca aposta na polissemia de “bufão” — o candidato conhece o uso substantivo (o bufão = o palhaço) e não percebe que, no contexto, o termo é adjetivo. A estrutura “riso espúrio e bufão” é a prova: dois adjetivos coordenados.
A afirmação de que “bufão” está empregado como substantivo é falsa. No trecho “De um riso espúrio e bufão”, o termo exerce função de adjetivo, pois:
Está coordenado a “espúrio”, que é inequivocamente adjetivo;
Qualifica o substantivo “riso”, atribuindo-lhe uma característica (riso grotesco, ridículo);
Não é o núcleo de um sintagma nominal, mas um modificador.
A banca comete o erro de trocar a classe gramatical da palavra, ignorando o contexto sintático. O gabarito é E (Errado).
Em questões de classificação morfológica, sempre analise a palavra no contexto. Pergunte: “qual é a função dela na frase?”. Se modifica um substantivo, é adjetivo; se é o núcleo de um sintagma, é substantivo.
Gabarito: E (Errado).
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