Questão de Noções de Informática — Segurança da Informação — Quadrix 2024
- Código
- qg357232
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-PR
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: CERTO. O cryptojacking é uma prática maliciosa que sequestra o poder de processamento do computador da vítima para minerar criptomoedas, e essa atividade consome intensamente CPU/GPU, o que, de fato, causa redução no desempenho do sistema, aumento do consumo de energia e desgaste do hardware. A afirmativa está correta.
O cryptojacking (também chamado de mineração maliciosa ou mineração sequestrada) é uma modalidade de ataque em que o criminoso utiliza o computador da vítima, sem autorização, para minerar criptomoedas como Bitcoin, Monero ou Ethereum. A mineração é um processo computacional extremamente pesado: exige que o processador (CPU) ou a placa de vídeo (GPU) fique trabalhando em alta carga por longos períodos, resolvendo problemas matemáticos complexos para validar transações e gerar novas moedas.
Esse uso indevido do hardware tem consequências diretas e mensuráveis:
Redução no desempenho: como o processador está ocupado com a mineração, o sistema fica lento, programas demoram a abrir e o computador pode travar.
Aumento do consumo de energia: o hardware trabalhando no limite consome muito mais eletricidade, o que pode ser percebido na conta de luz (em ataques em larga escala) e no calor gerado.
Desgaste do hardware: o funcionamento contínuo em alta temperatura e carga reduz a vida útil de componentes como processador, placa de vídeo e ventoinhas.
O cryptojacking pode ocorrer de duas formas principais: (1) por meio de scripts maliciosos embutidos em páginas da web, que são executados quando o usuário visita o site (browser-based), e (2) por meio de malware instalado no dispositivo, que roda em segundo plano (host-based). Em ambos os casos, o efeito sobre o sistema é o mesmo: o hardware é explorado sem o consentimento do usuário.
É importante distinguir o cryptojacking de outras pragas virtuais. Enquanto um vírus se propaga inserindo cópias de si em outros programas e depende da execução do hospedeiro, e um worm se propaga automaticamente pela rede, o cryptojacking não tem como objetivo principal se propagar ou destruir dados — seu objetivo é lucro ilícito por meio do uso indevido de recursos computacionais. No entanto, ele é classificado como uma praga virtual (malware) e pode ser distribuído por vírus, worms ou trojans.
A banca explora aqui um conhecimento prático e intuitivo: o candidato que sabe o que é mineração de criptomoedas reconhece imediatamente os impactos listados. Não há pegadinha de inversão de termos — a afirmativa descreve exatamente os efeitos reais do cryptojacking.
A afirmativa está correta. O cryptojacking, ao sequestrar o processamento para mineração, causa exatamente os três efeitos citados: redução no desempenho (o sistema fica lento), aumento do consumo de energia (o hardware trabalha mais) e desgaste do hardware (superaquecimento e uso contínuo). Esses são efeitos reconhecidos e documentados em relatórios de segurança, como os do CERT.br e de empresas de antivírus.
Para questões sobre cryptojacking, lembre-se do tripé: desempenho ↓, energia ↑, hardware desgastado. Se a alternativa falar em "roubo de dados" ou "criptografia de arquivos", desconfie — isso é característica de outros malwares (spyware, ransomware). O cryptojacking é o único que "suga" o processamento.
Gabarito: CERTO
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