Questão de Português — Análise sintática — Quadrix 2024
- Código
- qg357241
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRP-PR
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior


- CCerto
- EErrado


GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). O trecho “o acesso facilitado aos recursos financeiros” não exerce função de complemento verbal; o termo “aos recursos financeiros” é complemento nominal, pois completa o sentido do substantivo abstrato “acesso”, e não de um verbo. A banca tenta confundir o candidato ao apresentar um termo preposicionado que, à primeira vista, parece objeto indireto, mas a análise sintática correta revela que ele se liga a um nome, não a um verbo.
A questão pede que se julgue a afirmação sobre a função sintática do trecho destacado. Trata-se de uma questão de análise sintática — mais especificamente, de termos integrantes da oração. O verbo de comando é “julgar”, ou seja, devemos verificar se a afirmação está correta ou não, com base na estrutura sintática do período. Não se trata de interpretação de texto, mas de conhecimento gramatical aplicado ao trecho.
O trecho citado é “o acesso facilitado aos recursos financeiros”. Para analisá-lo, precisamos identificar o núcleo do sintagma e a relação que o termo preposicionado estabelece com ele. Observe:
“o acesso facilitado aos recursos financeiros”
Aqui, “acesso” é um substantivo abstrato (derivado do verbo “acessar”). O termo “aos recursos financeiros” é introduzido pela preposição “a” e completa o sentido desse substantivo. Pergunte: acesso a quê? Resposta: aos recursos financeiros. Essa pergunta revela que o termo preposicionado é um complemento nominal, pois completa o sentido de um nome (substantivo abstrato), e não de um verbo.
A distinção fundamental é:
Complemento nominal: completa o sentido de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio). Vem sempre preposicionado. Ex.: “Acesso aos recursos” — “aos recursos” é complemento do substantivo “acesso”.
Objeto indireto: completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Vem sempre preposicionado. Ex.: “Preciso de ajuda” — “de ajuda” é objeto indireto do verbo “precisar”.
A pegadinha está em que ambos são termos preposicionados, mas se ligam a classes diferentes: um a nome, outro a verbo. No trecho, “aos recursos financeiros” se liga a “acesso” (nome), logo é complemento nominal, não complemento verbal.
A assertiva afirma que o trecho desempenha função de complemento verbal. Isso está errado, pois:
O núcleo do sintagma é “acesso”, um substantivo.
O termo “aos recursos financeiros” é complemento desse substantivo.
Não há verbo sendo complementado; portanto, não pode ser objeto direto nem indireto.
Se fosse complemento verbal, o trecho deveria completar o sentido de um verbo, como em “O governo facilitou o acesso aos recursos” — aí “o acesso” seria objeto direto de “facilitou”, e “aos recursos” seria complemento nominal de “acesso”. Mas no trecho isolado, a função é claramente nominal.
A afirmação está errada. O trecho “o acesso facilitado aos recursos financeiros” tem como núcleo o substantivo “acesso”, e o termo preposicionado “aos recursos financeiros” é complemento nominal, não complemento verbal. A banca explora a confusão clássica entre complemento nominal e objeto indireto, ambos preposicionados, mas com alvos diferentes: nome versus verbo.
Para diferenciar, pergunte: o termo completa o sentido de um verbo ou de um nome? Se for de um nome (substantivo abstrato, adjetivo, advérbio), é complemento nominal; se for de um verbo transitivo, é objeto (direto ou indireto).
Gabarito: E (Errado).
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