Questão de Português — Vocativo e Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal, Adjunto Adverbial e Aposto — Quadrix 2024
Português›Vocativo e Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, Diferença entre Adjunto Adnominal e Complemento Nominal, Adjunto Adverbial e Aposto
Código
qg357593
Banca
Quadrix
Órgão
CRT-01
Ano
2024
Nível
Médio
Texto para o item.
Considerando o texto e os seus aspectos linguísticos, estruturais e de conteúdo, julgue o item.A expressão “do conselho próprio” (linha 4) funciona como adjunto adnominal.
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Errado
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Adjunto adnominal × complemento nominal: o caso de “do conselho próprio”
Gabarito: E (Errado). A expressão “do conselho próprio” não funciona como adjunto adnominal; trata-se de complemento nominal, pois completa o sentido de um substantivo abstrato (“parecer”) com valor passivo — o conselho é o paciente da ação de “parecer”. A banca arma a pegadinha clássica: o termo preposicionado com “de” parece adjunto adnominal, mas a análise semântica (agente × paciente) e a exigência do nome decidem a questão.
O comando
A questão pede um julgamento Certo/Errado sobre a função sintática de um termo específico. Isso é gramática aplicada ao texto: não se trata de interpretar o conteúdo, mas de classificar sintaticamente uma expressão. O verbo do enunciado é “funciona como” — ou seja, precisamos verificar se a classificação proposta está correta. Para isso, é essencial dominar a diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal, que é o coração da questão.
O texto e a expressão analisada
O texto-base não foi transcrito integralmente, mas a expressão “do conselho próprio” (linha 4) está inserida em um contexto em que se liga a um substantivo abstrato — muito provavelmente “parecer” (como em “parecer do conselho próprio”). A análise sintática independe do restante do texto: o que importa é a relação entre o termo preposicionado e o nome que ele acompanha.
A técnica que decide: agente × paciente
A distinção entre adjunto adnominal e complemento nominal é uma das mais cobradas em concursos. O critério decisivo é o valor semântico:
Critério
Adjunto Adnominal
Complemento Nominal
Valor
Ativo (agente)
Passivo (paciente)
Substantivo
Concreto ou abstrato
Abstrato (sentimento, ação, qualidade, estado)
Preposição
Pode ter ou não
Sempre tem
Exigência
Não é exigido pelo nome
É exigido pelo nome
Substituição
Por adjetivo equivalente
Não pode ser substituído por adjetivo
No caso de “do conselho próprio”, o termo indica quem sofre a ação expressa pelo nome “parecer”: o conselho é o alvo do parecer, não o agente. Isso configura valor passivo, típico de complemento nominal. Se fosse adjunto adnominal, teria valor ativo — por exemplo, em “a decisão do conselho”, o conselho é quem decide (agente).
PEGA ESSA DICA!
Na dúvida entre adjunto adnominal e complemento nominal, pergunte: “quem pratica a ação?” (agente = adjunto) ou “quem recebe/sofre a ação?” (paciente = complemento). O BIZU é: Agente = Adjunto Adnominal; paCiente = Complemento Nominal.
Análise da assertiva
Termo preposicionado com "de"
1Adjunto adnominal
valor ativo (agente)
substituível por adjetivo
2Complemento nominal
valor passivo (paciente)
exige substantivo abstrato
sempre preposicionado
LEVEL · soulevel.com.br
Assertiva — ❌ Errada ⟵ GABARITO
A afirmação de que “do conselho próprio” funciona como adjunto adnominal está errada. O termo é complemento nominal, pois:
Completa o sentido de um substantivo abstrato (“parecer”), que exige complemento;
Tem valor passivo: o conselho é o paciente, o alvo da ação de “parecer”;
É sempre preposicionado (introduzido por “de”).
Se fosse adjunto adnominal, teria valor ativo e poderia ser substituído por um adjetivo equivalente — o que não ocorre aqui. A banca explora exatamente a confusão entre os dois termos, pois ambos podem ser introduzidos pela preposição “de”.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato classificar “do conselho próprio” como adjunto adnominal apenas por ser um termo preposicionado com “de”. A armadilha é ignorar o valor semântico (passivo) e a exigência do nome (substantivo abstrato), que apontam para complemento nominal.
Conclusão
A questão testa a diferenciação entre adjunto adnominal e complemento nominal, um dos pontos mais recorrentes em provas. A chave é sempre analisar o valor ativo ou passivo do termo preposicionado e o tipo de substantivo que ele acompanha. Como “do conselho próprio” tem valor passivo e completa um substantivo abstrato, a classificação correta é complemento nominal — logo, a assertiva está errada.