Questão de Português — Concordância verbal, Concordância nominal — Quadrix 2024
- Código
- qg357596
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRT-01
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
Texto para o item.


- CCerto
- EErrado
Texto para o item.


GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A assertiva está errada porque o verbo “haver”, na linha 1, está empregado com sentido de existir — e, nesse caso, ele é impessoal, ou seja, não possui sujeito. A forma “há” está na 3ª pessoa do singular, mas isso não significa que exista um sujeito; a oração é sem sujeito. Como se lê no texto-base (linha 1): “Há várias interpretações para o fenômeno.” — o termo “várias interpretações” é objeto direto, não sujeito.
A questão é de julgamento (Certo/Errado) sobre um aspecto gramatical: a existência de sujeito para a forma verbal “haver”. O verbo “julgar” indica que você deve analisar a afirmação e verificar se ela é verdadeira ou falsa frente ao texto. Aqui, a banca não pede interpretação de conteúdo, mas análise sintática — especificamente, a função sintática do termo que acompanha o verbo “haver”.
No texto-base, a linha 1 traz a oração: “Há várias interpretações para o fenômeno.” O verbo “haver” está no sentido de existir. Nesse emprego, o verbo é impessoal: ele não admite sujeito, pois indica a existência de algo de forma genérica. O termo “várias interpretações” é o objeto direto do verbo, e não o sujeito. Portanto, a afirmação de que “a forma do verbo ‘haver’ possui um sujeito na terceira pessoa do singular” é falsa.
A regra é clara: o verbo haver, quando significa existir, ocorrer ou indica tempo decorrido, é impessoal — não tem sujeito e fica sempre na 3ª pessoa do singular. Exemplos:
Há muitos livros na estante. (sentido de existir → oração sem sujeito)
Havia pessoas na sala. (idem)
Há dois anos não o vejo. (tempo decorrido → oração sem sujeito)
Nesses casos, o termo que acompanha o verbo (ex.: “muitos livros”, “pessoas”, “dois anos”) exerce função de objeto direto, nunca de sujeito. A confusão é comum porque a forma “há” está na 3ª pessoa do singular, e o candidato pode pensar que há um sujeito oculto — mas não há: a oração é sem sujeito.
Ao encontrar o verbo “haver” com sentido de existir, pergunte: “quem é o sujeito?”. Se não houver resposta, a oração é sem sujeito. O termo que parece sujeito é, na verdade, objeto direto.
A assertiva afirma: “Na linha 1, a forma do verbo ‘haver’ possui um sujeito na terceira pessoa do singular.” Isso é falso. O verbo “haver”, no sentido de existir, é impessoal e não possui sujeito. A forma “há” está na 3ª pessoa do singular, mas isso é uma característica do verbo impessoal, não a indicação de um sujeito. No texto, “várias interpretações” é objeto direto, como se vê na passagem:
“Há várias interpretações para o fenômeno.”
Portanto, a assertiva contradiz a regra gramatical e o próprio texto. A banca tentou confundir a forma verbal (3ª pessoa do singular) com a existência de sujeito — uma pegadinha clássica.
A resposta é E (Errado), pois o verbo “haver” com sentido de existir é impessoal e não possui sujeito. A forma “há” está na 3ª pessoa do singular, mas isso não implica a existência de um sujeito. Sempre que o verbo “haver” significar “existir”, a oração será sem sujeito e o termo que o acompanha será objeto direto.
Gabarito: letra E
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