Questão de Português — Interpretação de Textos — Quadrix 2024
- Código
- qg357662
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- CRT-04
- Ano
- 2024
- Nível
- Médio
Texto para o item.


Internet: <www.conjur.com.br> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado
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Internet: <www.conjur.com.br> (com adaptações).
GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). A substituição de “há” por “existe” não mantém a correção e o sentido do texto, porque “há” (verbo haver impessoal, com sentido de existir) não flexiona para o plural, enquanto “existe” concorda com o sujeito. Se o sujeito da oração estiver no plural, a troca exige a forma “existem”, e mesmo assim há mudança de sentido — o verbo haver indica existência de forma impessoal e genérica, enquanto existir atribui a existência a um sujeito específico. A banca explora exatamente essa diferença sintático-semântica.
O comando pede que se julgue se a troca preservaria correção e sentido. Isso exige analisar dois planos: o gramatical (concordância, regência) e o semântico (manutenção do significado). Não basta a frase continuar compreensível — é preciso que a reescrita seja gramaticalmente correta e semanticamente equivalente ao original.
No texto-base, a forma “há” (linha 11) está empregada com sentido de existir, característica do verbo haver impessoal. Esse verbo, nesse uso, não possui sujeito e, por isso, fica sempre na 3ª pessoa do singular, independentemente do número do termo que o segue. Já o verbo existir é pessoal: concorda em número e pessoa com o sujeito. Assim, se o trecho original for, por exemplo, “há muitas pessoas”, a substituição por “existe” geraria a forma incorreta “existe muitas pessoas” — o correto seria “existem muitas pessoas”.
Além da concordância, há a questão do sentido. O verbo haver com sentido de existir tem valor impessoal e existencial: apenas constata a existência de algo. O verbo existir, por sua vez, também indica existência, mas atribui essa existência a um sujeito determinado, o que pode alterar sutilmente a ênfase ou a interpretação do enunciado. Em muitos contextos, a troca é possível sem prejuízo semântico relevante, mas a banca considera que, no caso específico, não há manutenção plena de sentido — e, principalmente, a correção gramatical fica comprometida se a concordância não for ajustada.
A técnica para resolver questões de substituição de palavras é sempre a mesma: teste a troca no contexto real da frase, verificando (1) se a regência e a concordância são preservadas e (2) se o significado permanece idêntico. Se qualquer um dos dois falhar, a substituição é inadequada. No caso de “há” por “existe”, a falha está na concordância (quando o sujeito é plural) e, em alguma medida, no matiz semântico.
A alternativa C afirma que a substituição manteria correção e sentido. Isso é falso por dois motivos. Primeiro, a concordância: “há” é impessoal e invariável, enquanto “existe” exige concordância com o sujeito — se o sujeito for plural, a forma correta seria “existem”. Segundo, o sentido: o verbo haver impessoal tem valor existencial genérico, enquanto existir atribui a existência a um sujeito específico, o que pode alterar a interpretação. A alternativa generaliza a possibilidade de troca sem considerar o contexto específico da frase.
A alternativa E está correta ao afirmar que a substituição não mantém correção e sentido. O verbo “há” (haver impessoal) não flexiona, enquanto “existe” concorda com o sujeito — se o sujeito for plural, a forma correta é “existem”. Além disso, há diferença semântica: haver impessoal indica existência de forma genérica, enquanto existir atribui a existência a um sujeito determinado. A troca, portanto, altera a estrutura sintática e o sentido do enunciado.
Em questões de substituição de palavras, teste a troca na frase real e verifique dois pontos: (1) a concordância — o verbo continua concordando corretamente com o sujeito? (2) o sentido — a nova palavra tem exatamente o mesmo significado no contexto? Se qualquer um falhar, a substituição é inadequada.
Gabarito: letra E.
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