Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg357850
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- IBICT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior


Internet:<www.g1.globo.com> (com adaptações).
- CCerto
- EErrado


Internet:<www.g1.globo.com> (com adaptações).
GabaritoC — Certo
Gabarito: letra E (Errado). A afirmação de que o núcleo do sujeito da primeira oração é “aspecto” está incorreta. No período “Mas, claramente, existe também um aspecto psicológico da coceira que ainda não entendemos totalmente”, o sujeito do verbo “existe” é a oração subordinada substantiva subjetiva “que ainda não entendemos totalmente”, e o núcleo desse sujeito é o pronome relativo “que” — não o substantivo “aspecto”. A banca tenta fazer você acreditar que “aspecto” é o núcleo, mas a análise sintática correta mostra outra estrutura.
O enunciado pede que você julgue (Certo/Errado) uma afirmação sobre a sintaxe do período. Isso é uma questão de análise sintática, não de interpretação de texto. Você precisa identificar o sujeito do verbo “existe” e, dentro dele, o núcleo. Não basta ler o texto; é preciso aplicar a técnica de achar o sujeito e reconhecer orações subordinadas.
O período é:
“Mas, claramente, existe também um aspecto psicológico da coceira que ainda não entendemos totalmente”
Vamos analisar:
Verbo principal: “existe” (verbo intransitivo, na acepção de “haver”, “estar presente”).
Quem existe? O que existe? A resposta é: “que ainda não entendemos totalmente” — essa oração é o sujeito do verbo “existe”.
Núcleo do sujeito: em orações subordinadas substantivas subjetivas, o núcleo é o pronome relativo “que” (ou a conjunção integrante, dependendo da análise). Aqui, “que” retoma “um aspecto psicológico da coceira” e exerce função de sujeito dentro da oração subordinada.
Veja a estrutura:
Oração principal: “existe também um aspecto psicológico da coceira” — mas “um aspecto psicológico da coceira” não é o sujeito; é o objeto direto? Não! Na verdade, “existe” é intransitivo, e “um aspecto psicológico da coceira” é o sujeito? Vamos testar: “O que existe?” → “um aspecto psicológico da coceira” — isso parece sujeito. Mas a oração “que ainda não entendemos totalmente” é uma oração adjetiva que modifica “aspecto”? Não, porque “que” é pronome relativo e retoma “aspecto”, mas a oração “que ainda não entendemos totalmente” não é adjetiva restritiva; ela é uma oração subordinada substantiva subjetiva? Vamos com calma.
Na verdade, a análise mais aceita é:
Sujeito: “um aspecto psicológico da coceira que ainda não entendemos totalmente” — o núcleo é “aspecto”.
Oração adjetiva: “que ainda não entendemos totalmente” — restringe “aspecto”.
Mas a banca considera que o sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva “que ainda não entendemos totalmente”, e o núcleo é “que”. Isso é uma divergência de análise. Vamos ver o que a banca quer.
A banca afirma: “O núcleo do sujeito da primeira oração do período ... é ‘aspecto’.” Se considerarmos que o sujeito é “um aspecto psicológico da coceira que ainda não entendemos totalmente”, o núcleo é “aspecto”. Mas a banca considera que o sujeito é a oração “que ainda não entendemos totalmente”, e o núcleo é “que”. Por quê?
Porque o verbo “existe” é intransitivo e o que “existe” é a oração “que ainda não entendemos totalmente”. Veja: “existe um aspecto psicológico da coceira” — isso é uma oração com sujeito “um aspecto psicológico da coceira”. Mas a oração “que ainda não entendemos totalmente” é uma oração adjetiva que modifica “aspecto”. Então o sujeito é “um aspecto psicológico da coceira”, e o núcleo é “aspecto”.
Mas a banca considera que o sujeito é a oração subordinada substantiva subjetiva. Isso ocorre quando a oração “que” funciona como sujeito do verbo “existe”. Exemplo: “É importante que você estude” — o sujeito de “é” é a oração “que você estude”. No nosso caso, “existe” é verbo intransitivo, e o que existe é “um aspecto psicológico da coceira” — não é uma oração. Então a análise correta é que “um aspecto psicológico da coceira” é o sujeito, e “que ainda não entendemos totalmente” é uma oração adjetiva restritiva.
Portanto, o núcleo do sujeito é “aspecto”. A afirmação da banca está correta? Mas o gabarito oficial é C (Certo). Vamos confirmar.
O gabarito oficial é C (Certo). Então a afirmação está correta: o núcleo do sujeito é “aspecto”.
Mas eu disse que o sujeito é “um aspecto psicológico da coceira que ainda não entendemos totalmente” — e o núcleo é “aspecto”. Isso está de acordo com a banca. Então a resposta é Certo.
Vamos reavaliar: a banca afirma que o núcleo do sujeito da primeira oração do período é “aspecto”. A primeira oração é “Mas, claramente, existe também um aspecto psicológico da coceira” — o sujeito é “um aspecto psicológico da coceira”, e o núcleo é “aspecto”. A oração “que ainda não entendemos totalmente” é uma oração subordinada adjetiva, que não faz parte do sujeito. Portanto, a afirmação está correta.
Então o gabarito é C (Certo).
A afirmação está correta. No período, a primeira oração é “Mas, claramente, existe também um aspecto psicológico da coceira”. O sujeito dessa oração é “um aspecto psicológico da coceira”, e o núcleo é o substantivo “aspecto”. A oração “que ainda não entendemos totalmente” é uma oração subordinada adjetiva restritiva, que modifica “aspecto”, mas não faz parte do núcleo do sujeito. Portanto, o núcleo é “aspecto”.
A alternativa E afirma que o item está errado, mas o item está certo. A banca não erra aqui: o núcleo do sujeito é “aspecto”.
Gabarito: letra C (Certo). A chave da questão é identificar corretamente o sujeito da oração e seu núcleo. Não confunda a oração adjetiva com o sujeito: ela apenas acompanha o núcleo. Lembre-se: o núcleo do sujeito é a palavra mais importante, geralmente um substantivo, e os demais termos são adjuntos adnominais ou orações adjetivas.
Ao achar o sujeito, pergunte “quem?” ou “o quê?” antes do verbo. No caso, “O que existe?” → “um aspecto psicológico da coceira”. O núcleo é “aspecto”. A oração “que ainda não entendemos totalmente” é apenas um detalhe a mais, não o núcleo.
Gabarito: letra C
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