Questão de Português — Sintaxe — Quadrix 2024
- Código
- qg357854
- Banca
- Quadrix
- Órgão
- IBICT
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior

- CCerto
- EErrado

GabaritoE — Errado
Gabarito: E (Errado). No verso "De santos fui artéria vigorosa", o termo "de santos" não é complemento nominal de "vigorosa"; ele funciona como adjunto adnominal, pois "vigorosa" é um adjetivo que caracteriza "artéria", e "de santos" especifica essa artéria, indicando de quem ela era. A banca tenta confundir o candidato ao afirmar que "de santos" completa o sentido de "vigorosa", mas a relação sintática correta é com o substantivo "artéria".
A questão pede um julgamento sobre a função sintática de um termo dentro de um verso. Isso é uma questão de análise sintática — não de interpretação de texto. O comando "julgue o item" indica que devemos verificar se a afirmação é verdadeira ou falsa com base na estrutura gramatical do trecho. Aqui, o foco está em identificar corretamente a função de "de santos" na oração.
O verso "De santos fui artéria vigorosa" pode ser reescrito na ordem direta como "Eu fui artéria vigorosa de santos". Vamos analisar:
Sujeito: "Eu" (oculto/desinencial, marcado pela desinência verbal "-i" de "fui").
Verbo: "fui" (verbo de ligação, pois liga o sujeito a uma característica).
Predicativo do sujeito: "artéria vigorosa" — o núcleo é o substantivo "artéria", e "vigorosa" é um adjetivo que o caracteriza.
Adjunto adnominal: "de santos" — este termo se liga ao substantivo "artéria", especificando-a. A expressão "artéria de santos" indica que essa artéria pertencia aos santos, ou seja, "de santos" é uma locução adjetiva que modifica "artéria".
A pegadinha da questão está em confundir complemento nominal com adjunto adnominal. Ambos são termos ligados a um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) por meio de preposição, mas há diferenças cruciais:
Critério | Complemento Nominal | Adjunto Adnominal |
|---|---|---|
Palavra a que se liga | Substantivo abstrato, adjetivo ou advérbio | Substantivo (concreto ou abstrato) |
Valor semântico | Completa o sentido do nome; tem valor passivo (recebe a ação) | Caracteriza, especifica o nome; tem valor ativo (pratica a ação) |
Exemplo | "A leitura do livro" (o livro é lido — passivo) | "A leitura do aluno" (o aluno lê — ativo) |
No verso, "de santos" não completa o sentido de "vigorosa" (adjetivo). Se fosse complemento nominal, "vigorosa" precisaria ser um adjetivo que exige complemento, como "cheio de", "carente de", "digno de". Mas "vigorosa" é um adjetivo pleno, que não exige complemento. A relação é com "artéria": "artéria de santos" = "artéria santa" (locução adjetiva).
A afirmação está errada. O termo "de santos" é adjunto adnominal de "artéria", e não complemento nominal de "vigorosa". A prova está na possibilidade de substituir "de santos" por um adjetivo: "artéria santa". Se fosse complemento nominal, a substituição não seria possível, e o termo teria valor passivo (ex.: "a artéria dos santos" — se os santos fossem o alvo da ação, o que não ocorre).
Para diferenciar complemento nominal de adjunto adnominal, tente substituir o termo preposicionado por um adjetivo. Se a substituição for possível e o sentido for de posse ou característica, é adjunto adnominal. Se o termo for essencial para completar o sentido de um nome que não tem sentido pleno, é complemento nominal.
Gabarito: letra E (Errado).
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