Cefalosporinas e resistência a β-lactamases
Gabarito: letra A. As cefalosporinas de amplo espectro, como cefotaxima (3ª geração) e cefepima (4ª geração), são estáveis à degradação por β-lactamases (incluindo TEM-1 e SHV-1), conforme mencionado no contexto sobre a introdução desses fármacos nos anos 80. Já as cefalosporinas de 1ª e 2ª gerações (cefalotina, cefalexina, cefaclor) são mais susceptíveis à hidrólise por essas enzimas. O cefmetazol é uma cefamicina, também mais vulnerável.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Cefotaxima (3ª geração) e cefepima (4ª geração) são cefalosporinas de amplo espectro, desenvolvidas justamente para resistir à ação de β-lactamases comuns (como TEM e SHV). A literatura e o contexto confirmam essa estabilidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Cefaclor (2ª geração) e cefalexina (1ª geração) são sensíveis a muitas β-lactamases, não sendo consideradas resistentes à degradação. A resistência dessas drogas é limitada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Cefmetazol (cefamicina) e cefaclor (2ª geração) também são hidrolisados por β-lactamases de espectro estendido e não são classificados como resistentes.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Cefalotina (1ª geração) e cefalexina (1ª geração) são altamente susceptíveis a β-lactamases, sendo degradadas rapidamente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora cefepima seja resistente, cefalotina (1ª geração) não o é. Para ser resistente, ambas precisam ter essa propriedade.
Conclusão: A única combinação em que ambos os fármacos são reconhecidamente resistentes a β-lactamases é cefotaxima e cefepima (alternativa A).
Geração | Representantes | Resistência a β-lactamases |
|---|
1ª | Cefalotina, cefalexina | Baixa |
2ª | Cefaclor, cefuroxima | Moderada |
3ª | Cefotaxima, ceftriaxona | Alta (estabilidade) |
4ª | Cefepima | Alta (estabilidade) |