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Questão de Odontologia — Traumatismos Dentários — UPENET/IAUPE 2024

OdontologiaTraumatismos Dentários
Código
qg383609
Banca
UPENET/IAUPE
Órgão
SES-PE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residência Multiprofisisonal - Perfil Hospitalar - Cirurgia Buco Maxilo Facial
O trauma à região facial frequentemente resulta em lesões aos tecidos moles, aos dentes e aos principais componentes do esqueleto da face, incluindo mandíbula, maxila, zigoma, complexo naso-órbito-etmoidal (NOE) e estruturas supraorbitárias. Dentro deste contexto, assinale a alternativa CORRETA.
  1. AA avaliação física da área facial deve ser priorizada bem como a história detalhada do trauma e o cuidar das lesões graves que causem risco de vida. É importante lembrar que impactos severos o bastante para causar fraturas ao esqueleto facial são frequentemente transmitidos à coluna cervical. O pescoço deve ser imobilizado temporariamente até que as lesões nessa região tenham sido solucionadas.
  2. BUm exame neurológico da face deve incluir uma avaliação criteriosa de todos os nervos cranianos. Alterações pupilares ou de acuidade visual podem sugerir traumatismo intracraniano (disfunção do II ou III nervo craniano) ou trauma direto à órbita. Assim como as anormalidades dos movimentos oculares também podem apontar problemas neurológicos centrais (III, IV e VI nervos cranianos) ou restrição mecânica dos movimentos dos músculos do olho, resultante de fraturas do complexo orbitário.
  3. CNa abordagem das fraturas faciais, tenta-se reconstruir a face com base no conceito de que certas estruturas ósseas do esqueleto facial fornecem o suporte primário nos sentidos horizontal e anteroposterior. Três pilares existem bilateralmente, formando o suporte primário vertical da face: o nasomaxilar, o zigomático e o pterigomaxilar. As estruturas que suportam a projeção facial no sentido anteroposterior incluem a barra frontal, o arco zigomático e o complexo zigomático, os alvéolos maxilares e o palato e o segmento basal da mandíbula.
  4. DEm alguns casos, não é necessário obter uma redução anatômica ideal da área fraturada. Isso é especialmente verdadeiro para as fraturas condilares. Nesse tipo de fratura, o deslocamento mínimo ou moderado do segmento condilar geralmente resulta em adequada função e oclusão pós-operatória (mas somente se uma adequada relação oclusal foi estabelecida durante o período de cicatrização da fratura). Nesses casos, a FIM é usada pelo tempo máximo de 4 a 5 semanas para adultos e de 15 a 30 dias para crianças, seguida de um período de reabilitação funcional intensivo.
  5. EO objetivo do tratamento das fraturas NOE é reproduzir as funções nasolacrimal e ocular normais, enquanto se reposicionam os ossos nasais e os ligamentos cantais mediais nas suas posições apropriadas, para assegurar a estética pós-operatória normal. Nessas situações, a redução aberta da região NOE é geralmente necessária. Uma exposição ampla às regiões do rebordo supraorbitário, nasal, cantal medial e do rebordo infraorbitário pode ser conseguida com uma variedade de acessos cirúrgicos. O mais popular, atualmente em uso, é o acesso "borboleta" para não prejudicar a implantação do cabelo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Um exame neurológico da face deve incluir uma avaliação criteriosa de todos os nervos cranianos. Alterações pupilares ou de acuidade visual podem sugerir traumatismo intracraniano (disfunção do II ou III nervo craniano) ou trauma direto à órbita. Assim como as anormalidades dos movimentos oculares também podem apontar problemas neurológicos centrais (III, IV e VI nervos cranianos) ou restrição mecânica dos movimentos dos músculos do olho, resultante de fraturas do complexo orbitário.

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