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Questão de Odontologia — Cirurgia Maxilofacial. Acidentes e Complicações. — UPENET/IAUPE 2024

OdontologiaCirurgia Maxilofacial. Acidentes e Complicações.
Código
qg383611
Banca
UPENET/IAUPE
Órgão
SES-PE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Residência Multiprofisisonal - Perfil Hospitalar - Cirurgia Buco Maxilo Facial
A incidência de hemorragia severa resultante do trauma maxilofacial não é muito comum, a não ser naquelas envolvendo o complexo nasal com lesões vasculares diretas e indiretas e os seios da face. Essas lesões quando acontecem com gravidade, o socorrista intervém, avaliando as vias aéreas, respiração e a circulação e aplicando o protocolo de suporte avançado de vida no trauma, ATLS. No suporte hospitalar, os exames laboratoriais de sangue devem ser solicitados de imediato e as equipes de trauma avaliam quais as necessidades de infusão o paciente deve ter de imediato, para controle do doente grave. Nessa avaliação laboratorial, é determinante o conhecimento das necessidades de momento do paciente.Sobre isso, assinale a alternativa CORRETA.
  1. AQuando cessa a hemorragia, o volume plasmático cessa de imediato a partir do líquido extracelular. As cifras hematimétricas (E, HgbHct) irão baixar em paralelo pela diluição. Em contrapartida inicial da série vermelha, há neutropenia quase que imediata, inicialmente por circulação do pool marginal (com desvio à direita), depois por liberação da reserva medular (com desvio à esquerda).
  2. BCessando a hemorragia, com boa hidratação, a volemia restaura-se em 28 horas; nessa altura, o eritrograma passa a ser representativo da magnitude da perda da vida. Para isso, é importante o cálculo da perda sanguínea. Uma volemia normal de um homem de 70KG é de, aproximadamente, 4,9 litros, correspondente a 7% desse peso corporal. Visto o hematócrito desse paciente no pós-trauma e, após infusões de três unidades de glóbulos, fluidos intravenosos e cessão da hemorragia, mostra hematócrito de 30%. A análise do exame determinou que a perda sanguínea foi de 43%, portanto perda de 3 litros.
  3. CImportante também o acompanhamento desse paciente no pós-operatório pelo menos até uma semana para poder balizar as cifraseritriméticas. Queixas de fraqueza recente, sede e mal-estar são comuns nesses casos, porém deve-se aguardar 15 dias e solicitar novo eritrograma para identificar qualquer alteração.
  4. DPara esse paciente no pós-operatório, é de interesse o resultado de hemograma + reticulócitos uma semana depois. Deverá acontecer numa situação de normalidade desse paciente, uma baixa nas cifras hematimétricas e sinais de regeneração de linfócitos vistos à microscopia e reticulose à contagem serão determinantes.
  5. ENos casos de hemorragia súbita, o hemograma feito minutos após o evento é inexpressivo. O paciente está perdendo sangue, volumosamente até, mas o sangue remanescente é normal. O eritrograma não reflete a hipovolemia; reflete a desproporção plasma/glóbulos, e plasma e glóbulos estão sendo perdidos na mesma proporção. Cessando, ou mesmo progredindo a hemorragia, o volume plasmático vai sendo progressivamente restaurado a partir do líquido extracelular e dos líquidos recebidos via oral ou intravenosa com o tratamento.
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GabaritoE — Nos casos de hemorragia súbita, o hemograma feito minutos após o evento é inexpressivo. O paciente está perdendo sangue, volumosamente até, mas o sangue remanescente é normal. O eritrograma não reflete a hipovolemia; reflete a desproporção plasma/glóbulos, e plasma e glóbulos estão sendo perdidos na mesma proporção. Cessando, ou mesmo progredindo a hemorragia, o volume plasmático vai sendo progressivamente restaurado a partir do líquido extracelular e dos líquidos recebidos via oral ou intravenosa com o tratamento.

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