Questão de Educação Física — Fisiologia do Exercício — AEVSF/FACAPE 2025
Educação FísicaFisiologia do Exercício
- Código
- qg394501
- Banca
- AEVSF/FACAPE
- Órgão
- Prefeitura de Lagoa Grande - PE
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Licenciatura em Educação Física
Em uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), o professor de Educação Física trabalha fundamentos da fisiologia do exercício, conectando o estudo do corpo às condições de vida dos estudantes. Dois casos ilustram o debate:▪ Um estudante mototaxista enfrenta desgaste físico, estresse e pouco tempo livre por conta da jornada intensa.▪ Uma estudante tem jornada reduzida e mais disponibilidade para atividades físicas.O professor usa essas situações para discutir como fadiga, recuperação e tempo livre afetam as respostas fisiológicas ao exercício e a participação nas práticas corporais. Considerando os fundamentos da fisiologia do exercício e uma perspectiva pedagógica crítico-superadora (SOARES et al., 1992), qual postura docente é mais adequada?
- AExplicar que as diferenças no desempenho refletem apenas os níveis distintos de aptidão física, enfatizando que o treino progressivo pode igualar as capacidades fisiológicas dos estudantes, independentemente das condições sociais ou de trabalho.
- BAbordar os mecanismos bioenergéticos do exercício, inserindo breves menções às condições de vida, mas focando principalmente em aspectos fisiológicos isolados, sem aprofundar o impacto social das jornadas de trabalho ou do tempo livre.
- CConsiderar que as respostas fisiológicas ao exercício são semelhantes para todos, porém reconhecer que fatores como motivação e escolhas pessoais podem influenciar a adesão às práticas corporais, sem negar completamente a importância do contexto social.
- DAdaptar as atividades conforme a condição física dos estudantes, especialmente ajustando a carga para quem possui maior desgaste, mas mantendo o foco nas soluções práticas e sem necessidade de promover discussões teóricas sobre o contexto social.
- ERefletir, com base na fisiologia do exercício, sobre como a fadiga produzida pela jornada de trabalho interfere na recuperação e no desempenho, buscando relacionar essas respostas com as condições reais de vida dos estudantes e promovendo uma discussão crítica sobre as desigualdades sociais e seu impacto na participação nas práticas corporais da EJA.