Questão de Antropologia — Psicanálise e antropologia. Totem e tabu. Simbologia cultural. Durkheim, Mauss e Malinowski - Funcionalismo Social — AMAUC 2025
AntropologiaPsicanálise e antropologia. Totem e tabu. Simbologia cultural. Durkheim, Mauss e Malinowski - Funcionalismo Social
- Código
- qg399962
- Banca
- AMAUC
- Órgão
- Prefeitura de Seara - SC
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor de Ensino Religioso
Em diferentes circuitos culturais contemporâneos, observam-se: o uso da cruz ansata em joias de moda; a hamsá estampada em souvenires e design doméstico; o Om em tatuagens e marcas de yoga; a estrela de Davi em contextos identitários e políticos; mandalas budistas em material publicitário. À luz da antropologia da religião e da semiótica, qual alternativa interpreta o estatuto simbólico e as recomposições de sentido desses emblemas quando circulam entre esferas religiosas, comerciais e políticas?
- AMesmo em usos seculares, operam como símbolos dominantes: condensam significados heterogêneos e podem funcionar simultaneamente como ícones, índices e símbolos; sua eficácia depende de enquadramentos situados e de performances.
- BPor serem necessariamente arbitrários, símbolos religiosos não podem assumir funções icônicas ou indexicais sem abandonarem sua religiosidade; toda mistura denota sincretismo ilegítimo.
- CTais emblemas, ao serem secularizados, perdem caráter simbólico e tornam-se apenas ícones decorativos, sem função indexical ou agência ritual.
- DComo religião é um sistema essencialmente referencial, usos de moda/política rompem a relação símbolo-ethos e extinguem o significado religioso.
- EA polissemia é aparente: a hierofania assegura um núcleo invariável que impede ressemantizações relevantes; mudanças contextuais seriam meras deturpações.