Analise a estrutura sintática do trecho "Finalmente, uma rajada de vento a empurrou para fora" e assinale a alternativa que classifica corretamente os termos da oração, segundo a gramática normativa:
A"Uma rajada de vento" é agente da passiva; "a empurrou" constitui predicado verbo-nominal; "para fora" é predicativo do objeto.
B"Uma rajada de vento" é sujeito simples; "a" é objeto direto do verbo "empurrou"; "para fora" funciona como complemento nominal de "empurrou".
C"Finalmente" é sujeito da oração; "uma rajada de vento" é predicativo do sujeito; "a empurrou" constitui o verbo com objeto direto e indireto.
D"Finalmente" é adjunto adverbial de tempo; "uma rajada de vento" é sujeito da oração; "a" é objeto direto; "para fora" é adjunto adverbial de lugar.
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GabaritoD — "Finalmente" é adjunto adverbial de tempo; "uma rajada de vento" é sujeito da oração; "a" é objeto direto; "para fora" é adjunto adverbial de lugar.
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Análise sintática do trecho “Finalmente, uma rajada de vento a empurrou para fora”
Gabarito: letra D. A alternativa D classifica todos os termos corretamente: “Finalmente” como adjunto adverbial de tempo, “uma rajada de vento” como sujeito, “a” como objeto direto e “para fora” como adjunto adverbial de lugar. A banca testa a distinção entre complemento nominal e adjunto adverbial, além da identificação da voz ativa.
Estrutura da oração
Finalmente: advérbio que modifica toda a oração, indicando tempo — função sintática de adjunto adverbial de tempo.
uma rajada de vento: núcleo “rajada” + adjuntos; pratica a ação do verbo — sujeito simples.
a: pronome oblíquo átono que retoma “abelha” (do contexto anterior) — objeto direto do verbo “empurrou” (VTD).
empurrou: verbo transitivo direto; ação de impulsionar.
para fora: locução prepositiva indicando lugar/direção — adjunto adverbial de lugar.
Análise sintática: Finalmente (Adjunto adverbial de tempo); Uma rajada de vento (Sujeito simples); a (Objeto direto (VTD)); empurrou (Verbo transitivo direto); para fora (Adjunto adverbial de lugar)
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Uma rajada de vento” é agente da passiva; “a empurrou” constitui predicado verbo-nominal; “para fora” é predicativo do objeto.
Erro: contradiz o texto. A oração está na voz ativa, não passiva. “Uma rajada de vento” é sujeito, não agente da passiva. “Para fora” não atribui qualidade ao objeto, mas sim circunstância de lugar; portanto, não é predicativo do objeto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Uma rajada de vento” é sujeito simples; “a” é objeto direto; “para fora” funciona como complemento nominal de “empurrou”.
Erro: troca de conceito. As duas primeiras classificações estão corretas, mas “para fora” não é complemento nominal. Complemento nominal completa sentido de nome (substantivo, adjetivo, advérbio), nunca de verbo. Aqui, “para fora” modifica o verbo “empurrou”, indicando lugar — é adjunto adverbial.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Finalmente” é sujeito; “uma rajada de vento” é predicativo do sujeito; “a empurrou” constitui verbo com objeto direto e indireto.
Erro: contradiz o texto. “Finalmente” é advérbio, não sujeito. “Uma rajada de vento” é sujeito, e não predicativo. “A empurrou” tem apenas objeto direto (“a”), sem objeto indireto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Finalmente” é adjunto adverbial de tempo; “uma rajada de vento” é sujeito da oração; “a” é objeto direto; “para fora” é adjunto adverbial de lugar.
Justificativa: Cada termo recebe a classificação sintática adequada à norma gramatical. “Finalmente” encaixa-se como adjunto adverbial de tempo (função acessória). O sujeito é claro e concorda com o verbo. O pronome “a” funciona como objeto direto (complemento verbal sem preposição). “Para fora” exprime circunstância de lugar, logo é adjunto adverbial. Nenhum erro de conceito presente.
NÃO CAIA NESSA!
Para não confundir complemento nominal com adjunto adverbial, lembre-se: complemento nominal completa sentido de nome (substantivo, adjetivo, advérbio) e sempre vem preposicionado; adjunto adverbial modifica verbo, adjetivo ou advérbio, indicando circunstância (tempo, lugar, modo etc.).
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.