Questão de Português — Interpretação de Textos — Avança SP 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
qg412564
Banca
Avança SP
Órgão
Câmara de Rio Claro - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Controlador Interno
O texto é marcado pela figura de linguagem:
Aeufemismo, ao referir-se à morte súbita com termos que amenizem sua gravidade.
Bprosopopeia, ao atribuir ao coração vontade própria e capacidade de falar.
Cironia, ao expressar o apreço do coração pelo futebol com palavras depreciativas.
Donomatopeia, ao fazer menção às batidas do coração.
Esinestesia, ao mesclar sensações visuais e auditivas para descrever o coração.
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GabaritoB — prosopopeia, ao atribuir ao coração vontade própria e capacidade de falar.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Figuras de Linguagem no Texto — Prosopopeia (Personificação)
Gabarito: letra B. O texto de Luís Fernando Verissimo é marcado pela prosopopeia (também chamada de personificação), figura de linguagem que atribui características humanas (vontade, fala, emoções) a um ser inanimado — no caso, o coração do narrador.
A prova está literalmente no texto: o coração fala, argumenta, questiona e exige ser levado para casa. Veja os trechos:
"Meu coração não quis ouvir falar da beleza dos jogos." "Quis saber que história era aquela de morte súbita." "Meu coração não quis acreditar." "Só me diz uma coisa..." "Me leva pra casa. Me leva pra casa imediatamente."
Essas falas e atitudes são próprias de um ser humano, não de um músculo. Portanto, a figura central do texto é a prosopopeia.
Alternativa
Figura de Linguagem
Descrição
Correta?
A
Eufemismo
Suavização de ideia desagradável; o texto não ameniza "morte súbita"
❌
B
Prosopopeia (Personificação)
Atribuição de características humanas (fala, vontade, emoções) ao coração
✅
C
Ironia
Dizer o contrário do que se pensa; o texto não apresenta inversão de sentido
❌
D
Onomatopeia
Imitação de sons; o texto não reproduz sons
❌
E
Sinestesia
Mistura de sensações de diferentes sentidos; o texto não mescla percepções sensoriais
❌
Alternativa A — ❌ Incorreta
Eufemismo é a suavização de uma ideia desagradável. Embora o texto fale em "morte súbita", não há qualquer tentativa de amenizar o termo; ele é usado de forma direta e até dramática. O coração teme a morte súbita, mas não se emprega uma expressão como "partir" ou "descansar". Logo, não há eufemismo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Prosopopeia (personificação) consiste em dar vida, sentimentos ou ações humanas a seres inanimados ou irracionais. O coração do texto fala, ouve, reage, toma decisões — tudo isso é típico de um personagem humano. A banca cobra exatamente essa figura.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Ironia ocorre quando se diz o contrário do que se pensa, com intenção crítica ou humorística. No texto, o coração realmente não gosta de futebol e tem medo da morte súbita; não há inversão de sentido ou tom sarcástico. O narrador fala sério, e o coração leva a situação a sério. Não há ironia.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Onomatopeia é a imitação de sons da realidade ("tic-tac", "ploc"). O texto não reproduz nenhum som; as batidas do coração são mencionadas apenas como "sístole e diástole", sem onomatopeia.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Sinestesia é a mistura de sensações de diferentes sentidos (ex.: "perfume doce e quente" — olfato + tato). O texto não mescla sensações visuais, auditivas, táteis etc. A descrição do coração é fisiológica e metafórica, mas não sinestésica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca coloca figuras comuns (ironia, eufemismo) como distratoras, mas a única que se concretiza no texto é a prosopopeia. A confusão poderia ocorrer com a ironia, pois há um tom leve de humor, mas ironia exige contradição intencional, que não está presente.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar prosopopeia, procure por verbos de ação humana (falar, querer, pensar) atribuídos a objetos ou animais. No texto, o coração age como uma pessoa — essa é a chave.
Conclusão: a figura de linguagem que estrutura o texto é a prosopopeia, pois o coração é personificado e dialoga com o narrador. Todas as demais alternativas não encontram respaldo no texto.