Questão de Redes de Computadores — Redes sem Fio — Avança SP 2025
Redes de Computadores›Redes sem Fio
Código
qg412853
Banca
Avança SP
Órgão
FUSAM de Caçapava - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Suporte
Qual das alternativas abaixo representa a principal vulnerabilidade das redes sem fio, explorada por atacantes para interceptar dados?
AA complexidade dos protocolos de segurança 802.11.
BA necessidade de um servidor de autenticação para garantir a segurança.
CO alcance das redes sem fio, permitindo a interceptação de dados a distância.
DA falta de padronização nos dispositivos de rede sem fio.
EA dependência de chaves de sessão para a criptografia de dados.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — O alcance das redes sem fio, permitindo a interceptação de dados a distância.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Vulnerabilidade das redes sem fio: interceptação de dados
Gabarito: letra C. A principal vulnerabilidade das redes sem fio explorada por atacantes para interceptar dados é o alcance das transmissões, que permite que um atacante capture o tráfego a distância, sem necessidade de acesso físico ao meio. Essa característica é inerente ao meio de transmissão (ondas de rádio), que se propaga pelo ar e pode ser captado por qualquer dispositivo dentro da área de cobertura.
As redes sem fio (wireless) transmitem dados por meio de ondas de rádio, que se propagam pelo ar e podem ser captadas por qualquer dispositivo dentro da área de cobertura. Diferentemente das redes cabeadas, onde o sinal está confinado ao cabo físico, nas redes sem fio o sinal está "no ar", acessível a qualquer pessoa com um receptor compatível dentro do alcance. Essa é a característica fundamental que torna a interceptação de dados (também chamada de eavesdropping ou escuta clandestina) uma ameaça tão relevante e explorada por atacantes.
A segurança em redes sem fio, portanto, não depende apenas de proteger o meio físico (como em redes cabeadas), mas de proteger o próprio sinal transmitido. É por isso que protocolos de criptografia como WEP, WPA, WPA2 e WPA3 foram desenvolvidos: para tornar o tráfego capturado ininteligível para quem não possui a chave de decriptação. A criptografia é a principal defesa contra a interceptação, mas a vulnerabilidade em si — o fato de o sinal estar acessível no ar — é o que permite que o atacante capture os dados em primeiro lugar.
Na prática, um atacante pode posicionar-se dentro do raio de alcance da rede (por exemplo, estacionado em um carro próximo a um escritório) e utilizar ferramentas de análise de pacotes para capturar o tráfego. Se a rede não estiver adequadamente criptografada, ou se a criptografia for fraca (como o WEP), o atacante poderá ler os dados capturados. Mesmo com criptografia forte, a captura do tráfego é o primeiro passo para ataques como o de força bruta contra a senha da rede.
A banca explora aqui a confusão entre a vulnerabilidade inerente ao meio (o alcance) e as medidas de segurança que mitigam essa vulnerabilidade (criptografia, autenticação). O alcance é a causa raiz; as demais alternativas tratam de mecanismos de proteção ou características dos protocolos, que não são a vulnerabilidade em si, mas sim respostas a ela.
Guarde este critério: a questão pergunta pela vulnerabilidade (a fraqueza explorada), não pela mitigação (a defesa). É exatamente essa distinção que separa a alternativa correta das demais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A complexidade dos protocolos de segurança 802.11 não é uma vulnerabilidade explorada para interceptar dados. Na verdade, a complexidade pode ser uma dificuldade de configuração, mas não é a fraqueza que permite a interceptação. A interceptação ocorre porque o sinal está acessível no ar, independentemente da complexidade dos protocolos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A necessidade de um servidor de autenticação é uma medida de segurança, não uma vulnerabilidade. O servidor de autenticação (AS) é um componente que fortalece a segurança, autenticando dispositivos antes de permitir o acesso à rede. A ausência de um servidor de autenticação pode ser uma fragilidade, mas a necessidade dele em si não é a vulnerabilidade explorada para interceptar dados.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O alcance das redes sem fio é a principal vulnerabilidade explorada para interceptar dados. Como o sinal se propaga pelo ar, qualquer dispositivo dentro da área de cobertura pode capturar o tráfego, sem necessidade de acesso físico. Essa é a característica que torna a interceptação possível e é a base para ataques de escuta clandestina.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A falta de padronização nos dispositivos de rede sem fio pode causar problemas de compatibilidade, mas não é a vulnerabilidade que permite a interceptação de dados. A interceptação é possível independentemente da padronização, pois o sinal está acessível no ar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A dependência de chaves de sessão para a criptografia de dados é uma medida de segurança, não uma vulnerabilidade. As chaves de sessão são usadas para criptografar os dados e proteger a comunicação. A dependência delas é uma característica do mecanismo de segurança, não a fraqueza que permite a interceptação.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato ao apresentar medidas de segurança (servidor de autenticação, chaves de sessão) e características dos protocolos (complexidade, padronização) como se fossem vulnerabilidades. A vulnerabilidade é a característica do meio físico — o alcance — que permite a interceptação. Lembre-se: a questão pergunta pela fraqueza explorada, não pela defesa.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre vulnerabilidades em redes sem fio, foque na característica do meio de transmissão. O ar é um meio compartilhado e acessível; qualquer dispositivo dentro do alcance pode capturar o sinal. As demais alternativas geralmente tratam de mecanismos de segurança, que são as respostas à vulnerabilidade, não a vulnerabilidade em si.