Questão de Medicina — Biossegurança em Medicina — Avança SP 2025
Medicina›Biossegurança em Medicina
Código
qg413015
Banca
Avança SP
Órgão
FUSAM de Caçapava - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Infectologista
Sobre as características técnicas e aplicabilidade dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) dotados de sensores RFID para monitoramento de patógenos em ambiente hospitalar, considere a alternativa correta:
AOs sensores RFID passivos incorporados aos EPIs hospitalares possuem alcance de detecção superior a 10 metros e autonomia energética de 48 horas, permitindo rastreamento contínuo da exposição a patógenos.
BO sistema de monitoramento por RFID em EPIs requer leitores fixos posicionados a cada 30 metros no ambiente hospitalar, com redundância mínima de três antenas por setor para garantir cobertura adequada.
COs sensores RFID ativos integrados aos EPIs detectam material genético viral através de PCR em tempo real, enviando alertas imediatos quando a carga viral ambiental ultrapassa 1000 cópias/m³.
DA tecnologia RFID em EPIs permite rastreamento da conformidade de uso, tempo de exposição e localização do profissional, com registro automático em banco de dados e emissão de alertas quando detectadas inadequações protocolares.
EO monitoramento por RFID em EPIs dispensa a necessidade de check-lists manuais de paramentação/desparamentação, pois os sensores identificam automaticamente a sequência correta dos procedimentos.
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GabaritoD — A tecnologia RFID em EPIs permite rastreamento da conformidade de uso, tempo de exposição e localização do profissional, com registro automático em banco de dados e emissão de alertas quando detectadas inadequações protocolares.
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Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) com sensores RFID em ambiente hospitalar
Gabarito: letra D. A tecnologia RFID (Radio-Frequency Identification) aplicada aos EPIs permite o rastreamento da conformidade de uso, do tempo de exposição e da localização do profissional, com registro automático em banco de dados e emissão de alertas quando detectadas inadequações protocolares. As demais alternativas atribuem ao RFID funcionalidades que não lhe são próprias, como detecção de material genético viral por PCR ou alcance de detecção superior a 10 metros, confundindo a tecnologia de identificação por radiofrequência com outras tecnologias de monitoramento ambiental.
O RFID é uma tecnologia de identificação automática que utiliza ondas de rádio para capturar dados armazenados em etiquetas (tags) e transmiti-los a um leitor. No contexto hospitalar, quando incorporado aos EPIs, o RFID permite monitorar o uso correto dos equipamentos, o tempo de exposição do profissional a determinadas áreas ou situações de risco, e a localização do trabalhador dentro da instituição. Esses dados são registrados automaticamente em um banco de dados, possibilitando a emissão de alertas quando o sistema detecta inadequações protocolares, como a permanência em área de risco sem o EPI adequado ou o tempo de uso além do recomendado.
A aplicação do RFID em EPIs não substitui os check-lists manuais de paramentação/desparamentação, pois a tecnologia identifica a presença do equipamento, mas não valida a sequência correta dos procedimentos. A paramentação e a desparamentação envolvem etapas específicas que exigem a verificação humana, e o RFID atua como um complemento ao monitoramento, não como substituto. Além disso, o RFID não possui capacidade de detectar patógenos diretamente, pois não realiza análises biológicas como PCR em tempo real; ele apenas identifica a presença e a localização dos equipamentos.
A tecnologia RFID passiva, que não possui bateria própria e é alimentada pela energia do leitor, tem alcance de detecção limitado, geralmente de poucos metros, e não possui autonomia energética de 48 horas, pois depende da proximidade do leitor para funcionar. Já a RFID ativa, que possui bateria, tem maior alcance, mas ainda assim não é capaz de realizar análises de material genético. A detecção de patógenos ambientais é feita por outras tecnologias, como biosensores ou métodos de amostragem e análise laboratorial, não pelo RFID.
A banca explora a confusão entre o RFID e outras tecnologias de monitoramento, atribuindo ao RFID funcionalidades que não lhe são inerentes, como a detecção de carga viral ou a validação automática de sequências de procedimentos. O candidato deve reconhecer que o RFID é uma ferramenta de rastreamento e identificação, não de análise biológica, e que sua aplicação em EPIs visa o monitoramento da conformidade de uso e da exposição do profissional, não a detecção direta de patógenos.
RFID em EPIs hospitalares
1O que faz
Rastreia conformidade de uso
Monitora tempo de exposição
Localiza o profissional
Registro automático em banco de dados
Emite alertas de inadequação
2O que NÃO faz
Não detecta patógenos (PCR)
Não substitui check-list manual
Não valida sequência de paramentação
3Tipos
Passivo (sem bateria, alcance curto)
Ativo (com bateria, maior alcance)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Os sensores RFID passivos não possuem alcance de detecção superior a 10 metros nem autonomia energética de 48 horas. A RFID passiva depende da energia do leitor para funcionar, o que limita seu alcance a poucos metros, e não possui bateria própria, portanto não há autonomia energética. A alternativa confunde a RFID passiva com a ativa, que possui bateria e maior alcance, mas ainda assim não chega a 10 metros em aplicações típicas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Não há especificação técnica que determine leitores fixos a cada 30 metros com redundância mínima de três antenas por setor para sistemas de RFID em EPIs. A configuração dos leitores depende do ambiente e da aplicação específica, não havendo um padrão fixo como o descrito. A alternativa inventa requisitos técnicos que não correspondem a nenhuma norma ou especificação conhecida.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Os sensores RFID ativos não detectam material genético viral através de PCR em tempo real. O RFID é uma tecnologia de identificação por radiofrequência, não um método de análise biológica. A detecção de patógenos ambientais requer técnicas laboratoriais específicas, como PCR, que não são integradas aos sensores RFID. A alternativa atribui ao RFID uma funcionalidade que não lhe é inerente.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A tecnologia RFID em EPIs permite o rastreamento da conformidade de uso, do tempo de exposição e da localização do profissional, com registro automático em banco de dados e emissão de alertas quando detectadas inadequações protocolares. Essa é a aplicação correta do RFID no contexto hospitalar: monitorar o uso adequado dos EPIs e a exposição do profissional a riscos, gerando dados que auxiliam na gestão da segurança do trabalho.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O monitoramento por RFID em EPIs não dispensa a necessidade de check-lists manuais de paramentação/desparamentação. O RFID identifica a presença do equipamento, mas não valida a sequência correta dos procedimentos, que envolve etapas específicas e exige verificação humana. A alternativa superestima a capacidade do RFID, que atua como complemento ao monitoramento, não como substituto dos check-lists.
Gabarito: letra D — a alternativa correta é a que descreve a aplicação real do RFID em EPIs: rastreamento da conformidade de uso, tempo de exposição e localização, com registro automático e alertas.