Questão de Medicina — Doenças Infecto-Parasitárias — Avança SP 2025
Medicina›Doenças Infecto-Parasitárias
Código
qg413018
Banca
Avança SP
Órgão
FUSAM de Caçapava - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Infectologista
Identifique a metodologia correta para o diagnóstico sorológico do HIV utilizando o teste rápido:
ATeste de aglutinação de partículas.
BTeste de imunofluorescência indireta (IFI).
CTeste imunoenzimático (ELISA).
DTeste de Western Blot.
ETeste de aglutinação de hemácias.
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GabaritoC — Teste imunoenzimático (ELISA).
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diagnóstico sorológico do HIV: o papel do teste rápido
Gabarito: letra C. O teste rápido para HIV é um imunoensaio — metodologicamente, um teste imunoenzimático (ELISA) em formato adaptado para fluxo lateral ou plataforma de duplo percurso — e não um teste de aglutinação, imunofluorescência ou Western Blot. A alternativa C é a única que nomeia corretamente a plataforma utilizada nos testes rápidos distribuídos pelo SUS.
O diagnóstico sorológico do HIV baseia-se na detecção de anticorpos contra o vírus. Os testes rápidos (TR) são imunoensaios simples, de fácil execução, com resultado em até 30 minutos, amplamente utilizados na atenção básica e em programas de controle de tuberculose, conforme recomendação do Ministério da Saúde. Eles detectam anticorpos anti-HIV em amostras de sangue total obtidas por punção digital, soro ou plasma, utilizando a técnica de imunocromatografia de fluxo lateral ou a plataforma de duplo percurso (DPP).
A confusão central desta questão está em distinguir a metodologia do teste rápido (imunoensaio/ELISA) das técnicas laboratoriais tradicionais (aglutinação, imunofluorescência, Western Blot). O ELISA, em sua versão convencional, é um ensaio imunoenzimático realizado em microplacas; os testes rápidos são uma adaptação desse princípio, mas com leitura visual e sem necessidade de equipamentos. Por isso, a alternativa C é a correta.
É importante destacar que o diagnóstico de HIV no Brasil segue algoritmos definidos pelo Ministério da Saúde: em geral, dois testes rápidos reagentes confirmam o diagnóstico; em caso de discordância, recorre-se à testagem laboratorial (imunoensaio + Western Blot/Imunoblot ou carga viral). O teste rápido, portanto, é a porta de entrada do diagnóstico, mas não é o único método.
A pegadinha da banca está em oferecer alternativas que são técnicas sorológicas válidas para outras doenças ou para confirmação laboratorial, mas que não correspondem à metodologia do teste rápido. O candidato que conhece os fluxogramas do SUS identifica rapidamente que o TR é um imunoensaio.
Teste rápido HIV (TR): Metodologia (Imunoensaio (ELISA adaptado), Fluxo lateral / DPP, Leitura visual, sem equipamento); Amostras (Sangue total (punção digital), Soro, Plasma); Resultado (Até 30 minutos); Uso (Atenção básica, Programas de tuberculose); Fluxograma SUS (2 TR reagentes → confirma, Discordância → laboratório (WB/carga viral))
Alternativa A — ❌ Incorreta
O teste de aglutinação de partículas (como o TPHA, usado para sífilis) não é a metodologia do teste rápido de HIV. A aglutinação baseia-se na interação antígeno-anticorpo formando agregados visíveis, mas os TRs de HIV utilizam imunocromatografia, não aglutinação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A imunofluorescência indireta (IFI) é uma técnica laboratorial que utiliza anticorpos marcados com fluorocromo e microscopia de fluorescência. Não é utilizada em testes rápidos, que dispensam equipamentos e leitura por profissional especializado.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O teste rápido de HIV é um imunoensaio — ou seja, um teste imunoenzimático (ELISA) adaptado para formato de fluxo lateral ou DPP. Ele detecta anticorpos anti-HIV por reação antígeno-anticorpo com revelação enzimática ou cromatográfica, sendo de fácil execução e leitura visual.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O Western Blot é um teste confirmatório, utilizado em laboratório para confirmar resultados positivos de triagem. Não é um teste rápido, pois exige infraestrutura e tempo maior para execução.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A aglutinação de hemácias (hemaglutinação) é utilizada em outros contextos (ex.: HAI para Chagas), mas não é a metodologia do teste rápido de HIV.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura técnicas sorológicas clássicas (aglutinação, IFI, WB) com a metodologia do teste rápido. O candidato que não sabe que o TR é um imunoensaio pode cair na letra D (Western Blot), que é um teste confirmatório, mas não rápido. Lembre-se: teste rápido = imunoensaio (ELISA adaptado).
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre diagnóstico de HIV, decore o fluxograma: triagem com teste rápido (imunoensaio) → confirmação com Western Blot/Imunoblot ou carga viral. O teste rápido é sempre a primeira opção na atenção básica.