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Questão de Medicina — Pneumologia — Avança SP 2025

MedicinaPneumologia
Código
qg413026
Banca
Avança SP
Órgão
FUSAM de Caçapava - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Infectologista
Trata-se de uma doença crônica e heterogênea provocada por inflamação das vias aéreas. É caracterizada pela existência de sintomas respiratórios, tais como: sibilância, falta de ar e tosse, que variam ao longo do tempo e de intensidade, associados a uma limitação do fluxo aéreo expiratório variável. Caracterizada por detalhes e estreitamento dos brônquios, o que dificulta a passagem do ar e pode colocar a vida do paciente em risco. Qual é essa doença?
  1. ASarcoidose
  2. BBronquite crônica
  3. CFibrose cística
  4. DCâncer de pulmão
  5. EAsma brônquica
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GabaritoE — Asma brônquica

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Asma brônquica: definição e diagnóstico diferencial

Gabarito: letra E. O enunciado descreve com precisão a asma brônquica: doença crônica e heterogênea, com inflamação das vias aéreas, sintomas respiratórios variáveis (sibilância, falta de ar, tosse) e limitação variável ao fluxo aéreo expiratório — exatamente os critérios diagnósticos da doença. As demais alternativas (sarcoidose, bronquite crônica, fibrose cística e câncer de pulmão) apresentam características que não se encaixam na descrição, especialmente no que diz respeito à variabilidade dos sintomas e à reversibilidade da obstrução.

A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, caracterizada por hiperresponsividade brônquica e obstrução ao fluxo aéreo que é variável e reversível, seja espontaneamente ou com tratamento. Essa é a palavra-chave que a distingue da DPOC, por exemplo, cuja limitação ao fluxo aéreo não é totalmente reversível. A fisiopatologia envolve a ativação de mastócitos e eosinófilos, liberação de mediadores como histamina e leucotrienos, e consequente broncoconstrição e espessamento da membrana basal. Os sintomas clássicos — sibilância, dispneia, aperto no peito e tosse — variam ao longo do tempo e em intensidade, frequentemente piorando à noite ou ao despertar, e são desencadeados por alérgenos, exercício, ar frio ou infecções virais.

O diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na história de sintomas respiratórios variáveis associados à limitação variável do fluxo aéreo, confirmado por espirometria que demonstra obstrução reversível (aumento do VEF1 após broncodilatador). É importante destacar que a asma é uma doença heterogênea, com diferentes fenótipos e endótipos, o que explica a variabilidade de apresentação e resposta ao tratamento.

O diagnóstico diferencial é amplo e inclui doenças que podem simular asma, como a bronquite eosinofílica (que tem tosse e eosinofilia, mas sem hiperresponsividade brônquica), a disfunção de pregas vocais, a insuficiência cardíaca, a DPOC, a sarcoidose, a fibrose cística e até neoplasias. A distinção se baseia em características específicas de cada condição, como a natureza da obstrução (reversível vs. fixa), a presença de sintomas sistêmicos, a resposta ao tratamento e os achados de imagem e laboratoriais.

A pegadinha desta questão está na semelhança entre asma e bronquite crônica: ambas cursam com tosse e sibilância, mas a bronquite crônica é definida por tosse produtiva por pelo menos 3 meses ao ano, em 2 anos consecutivos, e a obstrução ao fluxo aéreo, quando presente, não é totalmente reversível — ao contrário da asma, cuja obstrução é variável e reversível. Além disso, a bronquite crônica é um componente da DPOC, não uma doença independente com o mesmo perfil de variabilidade sintomática da asma.

Guarde o critério decisivo que separa as alternativas: a variabilidade e reversibilidade da limitação ao fluxo aéreo, associada à natureza crônica e heterogênea da inflamação. É exatamente essa combinação que aponta para a asma e exclui as demais opções.

Asma brônquica
  • 1Crônica e heterogênea
  • 2Inflamação das vias aéreas
  • 3Sintomas variáveis
    • Sibilância
    • Falta de ar
    • Tosse
  • 4Limitação do fluxo aéreo
    • Variável e reversível
    • Espontânea ou com tratamento
  • 5Fisiopatologia
    • Hiperresponsividade brônquica
    • Broncoconstrição
    • Inflamação eosinofílica
  • 6Diagnóstico
    • Clínico
    • Espirometria: obstrução reversível
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A sarcoidose é uma doença granulomatosa multissistêmica de causa desconhecida, que pode acometer os pulmões, mas se manifesta tipicamente com linfadenopatia hilar bilateral, lesões cutâneas, uveíte e sintomas constitucionais. Não é caracterizada por inflamação das vias aéreas com limitação variável ao fluxo aéreo, nem por sibilância e tosse variáveis como sintomas centrais. O padrão obstrutivo reversível não faz parte do quadro típico.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A bronquite crônica é definida clinicamente pela presença de tosse e expectoração na maioria dos dias, por pelo menos 3 meses ao ano, durante 2 anos consecutivos. Embora possa cursar com sibilância, a limitação ao fluxo aéreo, quando presente, não é totalmente reversível — característica que a enquadra como DPOC, não como asma. A descrição do enunciado enfatiza a variabilidade dos sintomas e da obstrução, que é a marca da asma, não da bronquite crônica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A fibrose cística é uma doença genética autossômica recessiva causada por mutação no gene CFTR, que afeta glândulas exócrinas, levando a doença pulmonar crônica com bronquiectasias, infecções recorrentes, insuficiência pancreática e níveis elevados de cloro no suor. Embora seja crônica e cause sintomas respiratórios, não é caracterizada por inflamação das vias aéreas com limitação variável e reversível ao fluxo aéreo, e o diagnóstico é feito por teste do suor ou genética, não pela clínica descrita.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O câncer de pulmão é uma neoplasia maligna que pode causar tosse, dispneia e até sibilância, mas não é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas com limitação variável ao fluxo aéreo. O quadro é progressivo, frequentemente associado a perda de peso, hemoptise e dor torácica, e o diagnóstico é feito por imagem e biópsia. A variabilidade dos sintomas e a reversibilidade da obstrução não fazem parte do perfil da doença.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A asma brônquica é exatamente o que o enunciado descreve: doença crônica e heterogênea, com inflamação das vias aéreas, sintomas respiratórios variáveis (sibilância, falta de ar, tosse) e limitação variável ao fluxo aéreo expiratório, que é reversível espontaneamente ou com tratamento. A fisiopatologia envolve hiperresponsividade brônquica, broncoconstrição e inflamação eosinofílica, podendo levar a estreitamento dos brônquios e risco à vida em crises graves. O diagnóstico é clínico, com confirmação por espirometria demonstrando obstrução reversível.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre asma e bronquite crônica. Ambas cursam com tosse e sibilância, mas a bronquite crônica tem obstrução não reversível (é um componente da DPOC), enquanto a asma tem obstrução variável e reversível. O enunciado usa as palavras "variam ao longo do tempo" e "limitação variável" — esses são os gatilhos para identificar a asma. Fique atento a esses termos na prova: se a obstrução é reversível, é asma; se é fixa, é DPOC/bronquite crônica.

Gabarito: letra E

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