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Questão de Medicina — Oncologia — Avança SP 2025

MedicinaOncologia
Código
qg413456
Banca
Avança SP
Órgão
Fundação de Saúde de Rio Claro - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista Otorrinolaringologista
Um paciente de 60 anos apresenta uma lesão ulcerada na língua que persiste por mais de três semanas, acompanhada de dor e dificuldade para engolir. Considerando o diagnóstico diferencial, qual dos seguintes exames seria o mais apropriado para confirmar a suspeita de carcinoma oral e qual característica da lesão é mais indicativa de malignidade?
  1. ABiópsia incisional da lesão, apresentando bordas irregulares e induração.
  2. BExame clínico e observação, com retorno em seis meses para reavaliação.
  3. CRessonância magnética da região cervical, sem biópsia preliminar.
  4. DExame de sangue para marcadores tumorais, sem biópsia.
  5. ETomografia computadorizada da cabeça, com foco na avaliação de metástases, sem a biópsia da lesão.
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GabaritoA — Biópsia incisional da lesão, apresentando bordas irregulares e induração.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Carcinoma oral: diagnóstico e características de malignidade

Gabarito: letra A. A biópsia incisional é o exame padrão-ouro para confirmar o diagnóstico de carcinoma oral, e a presença de bordas irregulares e induração (endurecimento) à palpação são características clássicas de malignidade. O diagnóstico definitivo de qualquer lesão suspeita de câncer oral depende do exame histopatológico, obtido por meio da biópsia, e não de exames de imagem ou marcadores tumorais.

O carcinoma espinocelular (CEC) é a neoplasia maligna mais comum da cavidade oral, correspondendo a mais de 90% dos casos. Ele pode se manifestar como lesões exofíticas, endofíticas ou ulceradas. A lesão endofítica tem caráter infiltrativo e é diagnosticada pela palpação, que revela induração. A língua é o local mais acometido na cavidade oral, seguida pelo assoalho bucal. Lesões ulceradas que persistem por mais de três semanas, especialmente em pacientes com fatores de risco como tabagismo e etilismo, devem ser investigadas com biópsia.

A biópsia incisional é o procedimento de escolha para lesões suspeitas, pois permite a retirada de um fragmento representativo da lesão para análise anatomopatológica. A biópsia excisional (retirada completa da lesão) é reservada para lesões pequenas e suspeitas de benignidade. A característica mais indicativa de malignidade em uma lesão oral é a induração, ou seja, o endurecimento à palpação, que reflete a infiltração tumoral nos tecidos subjacentes. Bordas irregulares e elevadas também são sinais de alerta, assim como crescimento rápido, sangramento espontâneo e dor.

Exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM), são importantes para o estadiamento da doença, avaliando a extensão local e a presença de metástases linfonodais, mas não substituem a biópsia para o diagnóstico. Marcadores tumorais no sangue não são específicos para câncer oral e não têm papel no diagnóstico. A conduta de observação com retorno em seis meses é inadequada diante de uma lesão suspeita, pois o diagnóstico precoce é fundamental para o prognóstico.

A banca explora a confusão entre o papel dos exames de imagem (estadiamento) e o papel da biópsia (diagnóstico). O aluno pode ser tentado a escolher a tomografia ou a ressonância, mas o diagnóstico definitivo de carcinoma oral só é possível com a análise histopatológica do tecido. A característica clínica mais importante para suspeitar de malignidade é a induração, que diferencia uma lesão neoplásica de uma lesão inflamatória ou benigna.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o aluno a escolher exames de imagem (TC, RM) ou marcadores tumorais, que são usados para estadiamento e acompanhamento, mas não para diagnóstico. O diagnóstico de carcinoma oral é histopatológico, obtido exclusivamente por biópsia. A induração é o sinal clínico mais forte de malignidade, pois indica infiltração tumoral.

1Diagnóstico
Padrão-ouro: biópsia incisional
Análise histopatológica
2Sinais de malignidade
Induração (infiltração tumoral)
Bordas irregulares
Crescimento rápido
Sangramento espontâneo
3Exames de imagem (TC/RM)
Estadiamento
Não substituem a biópsia
4Marcadores tumorais
Não específicos
Sem papel no diagnóstico
Carcinoma oral
LEVELsoulevel.com.br
Carcinoma oral: Diagnóstico (Padrão-ouro: biópsia incisional, Análise histopatológica); Sinais de malignidade (Induração (infiltração tumoral), Bordas irregulares, Crescimento rápido, Sangramento espontâneo); Exames de imagem (TC/RM) (Estadiamento, Não substituem a biópsia); Marcadores tumorais (Não específicos, Sem papel no diagnóstico)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A biópsia incisional é o procedimento correto para confirmar o diagnóstico de carcinoma oral. A análise histopatológica do fragmento retirado é o padrão-ouro. As características de bordas irregulares e induração são sinais clássicos de malignidade, pois a induração reflete a infiltração do tumor nos tecidos adjacentes, enquanto bordas irregulares indicam crescimento infiltrativo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A conduta de observação com retorno em seis meses é inadequada e perigosa. Lesões ulceradas que persistem por mais de três semanas, especialmente em pacientes com fatores de risco, devem ser biopsiadas imediatamente. A observação atrasa o diagnóstico e piora o prognóstico, pois o câncer oral tem sobrevida média de 50% em 5 anos, influenciada pelo diagnóstico tardio.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ressonância magnética é um exame de imagem útil para avaliar a extensão local do tumor e o envolvimento de linfonodos, mas não fornece diagnóstico definitivo. A RM não substitui a biópsia, que é o único método capaz de confirmar a malignidade da lesão. Realizar RM sem biópsia preliminar atrasa o diagnóstico e não é a conduta recomendada.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Exames de sangue para marcadores tumorais não são específicos para carcinoma oral e não têm papel no diagnóstico. Não existe marcador tumoral validado para câncer de boca. O diagnóstico definitivo depende da biópsia e do exame histopatológico. A ausência de biópsia torna essa alternativa completamente inadequada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A tomografia computadorizada é importante para avaliar metástases e extensão tumoral (estadiamento), mas não substitui a biópsia para o diagnóstico. A TC não consegue diferenciar com segurança uma lesão maligna de uma benigna ou inflamatória. O diagnóstico de carcinoma oral é histopatológico, e a biópsia é obrigatória antes de qualquer planejamento terapêutico.

Gabarito: letra A

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