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Questão de Medicina — Oncologia — Avança SP 2025

MedicinaOncologia
Código
qg413466
Banca
Avança SP
Órgão
Fundação de Saúde de Rio Claro - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista Otorrinolaringologista
Qual das seguintes estruturas da cavidade oral é normalmente avaliada em detalhes por ressonância magnética (RM) para o diagnóstico de lesões neoplásicas ou inflamatórias?
  1. AGlândula sublingual, visualizada em imagens T2 como uma massa hipointensa no assoalho da boca.
  2. BGlândula parótida, que aparece como uma estrutura hiperdensa em cortes axiais de TC.
  3. CPalato mole, bem definido em cortes sagitais de RM, mostrando seu papel nas lesões de obstrução respiratória.
  4. DLíngua, identificada na RM com alta resolução para detecção de tumores e avaliação de infiltração muscular.
  5. EÚvula, identificada em cortes transversais de TC como parte da anatomia normal da faringe.
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GabaritoD — Língua, identificada na RM com alta resolução para detecção de tumores e avaliação de infiltração muscular.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ressonância magnética na avaliação da cavidade oral

Gabarito: letra D. A língua é a estrutura da cavidade oral que a ressonância magnética (RM) avalia com alta resolução para detecção de tumores e avaliação de infiltração muscular — a RM é o método de escolha para estadiamento local do carcinoma de língua, pois diferencia planos musculares e tecidos moles com excelente contraste. As demais alternativas contêm erros técnicos: a glândula sublingual não é hipointensa em T2, a parótida não é hiperdensa em TC (é avaliada por RM/TC com contraste), o palato mole não é o foco das lesões de obstrução respiratória e a úvula não é avaliada em cortes transversais de TC como parte da faringe.

A ressonância magnética é um método de imagem que se destaca pela excelente detecção de tecidos moles, sendo superior à tomografia computadorizada (TC) nesse aspecto. Enquanto a TC baseia-se na absorção de raios X pelos tecidos (com boa visualização de ossos e estruturas calcificadas), a RM utiliza um campo magnético e ondas de radiofrequência para analisar a densidade de prótons dos tecidos, permitindo diferenciar com precisão músculos, gordura, vasos e mucosas. Essa característica torna a RM particularmente útil na avaliação da cavidade oral, onde predominam tecidos moles e onde a infiltração muscular é um fator crítico para o estadiamento de neoplasias.

Na prática, quando há suspeita de carcinoma espinocelular de língua — o local mais acometido da cavidade oral —, a RM é o exame de escolha para avaliar a extensão tumoral, a profundidade de invasão e o comprometimento de estruturas adjacentes. A língua, por ser um órgão muscular, apresenta planos anatômicos bem definidos na RM, permitindo ao radiologista identificar com precisão se o tumor invade o músculo intrínseco ou extrínseco, o que influencia diretamente a conduta cirúrgica e o prognóstico. Além disso, a RM é útil na avaliação de lesões inflamatórias, como abscessos e celulites, que se manifestam com alterações de sinal nos tecidos moles.

A principal distinção que a questão explora é entre os métodos de imagem: a RM é o padrão-ouro para tecidos moles, enquanto a TC é superior para estruturas ósseas e calcificadas. A banca também testa o conhecimento das características de sinal na RM: em sequências T1, a gordura é brilhante (hiperintensa) e a água é escura (hipointensa); em T2, a água é brilhante (hiperintensa) e a gordura é menos brilhante. Esses conceitos são fundamentais para interpretar corretamente as alternativas.

A pegadinha central desta questão é a inversão de características entre os métodos de imagem e entre as estruturas anatômicas. O candidato que confunde RM com TC, ou que não domina os padrões de sinal em T1 e T2, tende a marcar alternativas incorretas. Por exemplo, a alternativa A afirma que a glândula sublingual é hipointensa em T2, mas na verdade as glândulas salivares, por serem ricas em água, aparecem hiperintensas (brilhantes) em T2. Da mesma forma, a alternativa B afirma que a parótida é hiperdensa em TC, mas a parótida é uma glândula de tecido mole, que aparece com densidade intermediária (isodensa) em relação aos músculos, não hiperdensa.

Guarde o critério decisivo: a RM é o método de escolha para avaliar tecidos moles da cavidade oral, especialmente a língua, e a alternativa correta deve refletir essa indicação clínica. As demais alternativas ou trocam o método de imagem (TC no lugar de RM) ou apresentam características de sinal/densidade incorretas.

RM na cavidade oral
  • 1Vantagem
    • Excelente contraste de tecidos moles
    • Superior à TC nesse aspecto
  • 2Estrutura avaliada
    • Língua (gabarito)
      • Detecção de tumores
      • Infiltração muscular
  • 3Padrões de sinal
    • T1: gordura hiperintensa, água hipointensa
    • T2: água hiperintensa, gordura menos brilhante
  • 4Erros das demais
    • Glândula sublingual: hiperintensa em T2 (não hipo)
    • Parótida: isodensa na TC (não hiperdensa)
    • Palato mole: não é foco de obstrução respiratória
    • Úvula: orofaringe, não cavidade oral
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A glândula sublingual, por ser uma glândula salivar rica em água, aparece hiperintensa (brilhante) em sequências T2 na RM, e não hipointensa. A descrição de "massa hipointensa no assoalho da boca" está incorreta. Além disso, a glândula sublingual é mais bem avaliada por RM, mas a característica de sinal apresentada é o erro específico desta alternativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A glândula parótida é uma estrutura de tecido mole e, na TC, apresenta densidade intermediária (isodensa em relação aos músculos), não hiperdensa. O termo "hiperdensa" refere-se a estruturas mais densas que o tecido mole, como osso ou calcificações. A parótida é mais bem avaliada por RM ou TC com contraste, mas a descrição de densidade está incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Embora o palato mole seja bem definido em cortes sagitais de RM, a afirmação de que ele mostra "seu papel nas lesões de obstrução respiratória" é imprecisa e foge do contexto da questão, que trata de lesões neoplásicas ou inflamatórias. O palato mole é mais relevante em condições como apneia obstrutiva do sono, mas não é a estrutura "normalmente avaliada em detalhes" para o diagnóstico de neoplasias ou inflamações da cavidade oral. A alternativa é incorreta por não refletir a principal indicação clínica da RM na cavidade oral.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A língua é a estrutura da cavidade oral que a RM avalia com alta resolução para detecção de tumores e avaliação de infiltração muscular. A RM é o método de imagem de escolha para o estadiamento local do carcinoma de língua, pois permite diferenciar os planos musculares e identificar com precisão a profundidade de invasão tumoral. Essa é a indicação clínica mais relevante da RM na cavidade oral, tornando a alternativa D a correta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A úvula é uma estrutura da orofaringe, não da cavidade oral, e é mais bem avaliada em cortes sagitais ou coronais, não em cortes transversais de TC. Além disso, a TC não é o método de escolha para avaliar a úvula em detalhes, pois é uma estrutura de tecido mole. A alternativa apresenta erro de localização anatômica e de método de imagem.

Gabarito: letra D — a língua é a estrutura da cavidade oral avaliada em detalhes pela RM para detecção de tumores e avaliação de infiltração muscular.

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