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Questão de Medicina — Anatomia e Fisiologia Humana em Medicina — Avança SP 2025

MedicinaAnatomia e Fisiologia Humana em Medicina
Código
qg413507
Banca
Avança SP
Órgão
Fundação de Saúde de Rio Claro - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Especialista Ultrassonografista
Identifique a afirmação correta sobre a direcionalidade do fluxo portal ao Doppler colorido/espectral:
  1. AEm condições normais, o fluxo é hepatofugal e se afasta do transdutor em todos os ramos.
  2. BA direção do fluxo não tem relevância diagnóstica no estudo portal.
  3. CO fluxo portal normal alterna-se entre hepatopetal e hepatofugal a cada ciclo respiratório.
  4. DFluxo hepatofugal é sempre um achado fisiológico no pós-prandial.
  5. EEm condições normais, o fluxo é hepatopetal em direção ao transdutor, exceto no ramo posterior da veia porta direita, no qual se afasta do transdutor; inversão do fluxo pode ocorrer em hipertensão portal grave ou shunt arteriovenoso.
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GabaritoE — Em condições normais, o fluxo é hepatopetal em direção ao transdutor, exceto no ramo posterior da veia porta direita, no qual se afasta do transdutor; inversão do fluxo pode ocorrer em hipertensão portal grave ou shunt arteriovenoso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Direcionalidade do fluxo portal ao Doppler

Gabarito: letra E. Em condições normais, o fluxo venoso portal é hepatopetal (em direção ao fígado) e, na maioria dos ramos, aproxima-se do transdutor; a exceção clássica é o ramo posterior da veia porta direita, que se afasta do transdutor. A inversão do fluxo (hepatofugal) é um sinal de gravidade, associado à hipertensão portal grave ou a shunts arteriovenosos. Essa é a descrição fisiopatológica e ultrassonográfica consagrada na literatura de radiologia e hepatologia.

O estudo Doppler da veia porta é um pilar da avaliação ultrassonográfica do fígado, especialmente na investigação de hipertensão portal, trombose portal e shunts. Para interpretar corretamente, é preciso dominar dois conceitos: hepatopetal (fluxo que se dirige em direção ao fígado, ou seja, do centro para a periferia do órgão) e hepatofugal (fluxo que se afasta do fígado, dirigindo-se para fora dele). No Doppler, a convenção de cores e a análise espectral dependem da relação entre a direção do fluxo e a posição do transdutor: fluxo que se aproxima do transdutor é codificado em uma cor (geralmente vermelho) e fluxo que se afasta é codificado em outra (geralmente azul), com a forma de onda espectral correspondente.

No fígado normal, o fluxo portal é hepatopetal em praticamente todos os ramos. A exceção anatômica e hemodinâmica clássica é o ramo posterior da veia porta direita: devido à sua orientação anatômica, o fluxo nesse ramo se afasta do transdutor, mesmo sendo hepatopetal. Essa particularidade é amplamente descrita em tratados de ultrassonografia e é um ponto de pegadinha frequente em provas, pois o candidato pode assumir que todo fluxo hepatopetal se aproxima do transdutor.

A inversão do fluxo portal (fluxo hepatofugal) é um achado patológico importante. Ela ocorre quando a resistência vascular intra-hepática é tão elevada que o sangue portal não consegue seguir seu curso normal, invertendo a direção do fluxo. As causas mais comuns são a hipertensão portal grave (cirrose avançada, por exemplo) e shunts arteriovenosos (comunicações anormais entre artéria e veia que alteram a hemodinâmica local). A presença de fluxo hepatofugal é um sinal de mau prognóstico e indica doença hepática avançada.

A banca explora exatamente a confusão entre a direção do fluxo (hepatopetal/hepatofugal) e a relação com o transdutor (aproximação/afastamento). A alternativa correta é a única que descreve com precisão o comportamento normal e a exceção anatômica, além de citar corretamente as causas de inversão do fluxo. As demais alternativas contêm erros conceituais ou generalizações indevidas.

Fluxo portal ao Doppler
  • 1Direção
    • Hepatopetal (em direção ao fígado)
      • Normal
    • Hepatofugal (para fora do fígado)
      • Patológico
  • 2Relação com o transdutor
    • Aproxima-se (maioria dos ramos)
    • Afasta-se (ramo posterior da VPD)
  • 3Inversão do fluxo
    • Hipertensão portal grave
    • Shunt arteriovenoso
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o fluxo é hepatofugal e se afasta do transdutor em todos os ramos. Há dois erros: o fluxo normal é hepatopetal (em direção ao fígado), não hepatofugal; e a relação com o transdutor não é uniforme em todos os ramos — o ramo posterior da veia porta direita se afasta, mas os demais se aproximam. A alternativa inverte completamente a direção fisiológica do fluxo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a direção do fluxo não tem relevância diagnóstica. Isso é falso: a direção do fluxo portal é um dos parâmetros mais importantes no estudo Doppler do fígado, pois a inversão (hepatofugal) é um marcador de hipertensão portal grave e de shunts arteriovenosos. A direção do fluxo é, portanto, um dado diagnóstico de grande relevância.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que o fluxo portal normal alterna-se entre hepatopetal e hepatofugal a cada ciclo respiratório. Isso não é correto. O fluxo portal normal é contínuo e hepatopetal, com variações fisiológicas de velocidade (modulação respiratória e cardíaca), mas não há inversão da direção do fluxo a cada ciclo respiratório. A inversão do fluxo é um achado patológico, não uma variação fisiológica.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o fluxo hepatofugal é sempre um achado fisiológico no pós-prandial. Isso é falso. No pós-prandial, há um aumento do fluxo sanguíneo esplâncnico e, consequentemente, um aumento da velocidade do fluxo portal, mas a direção permanece hepatopetal. O fluxo hepatofugal é sempre um achado patológico, indicando hipertensão portal grave ou shunt arteriovenoso, e nunca é fisiológico.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Descreve corretamente o comportamento do fluxo portal normal: hepatopetal, aproximando-se do transdutor na maioria dos ramos, com exceção do ramo posterior da veia porta direita, que se afasta. Além disso, menciona corretamente que a inversão do fluxo (hepatofugal) pode ocorrer em hipertensão portal grave ou shunt arteriovenoso. Essa é a descrição fisiopatológica e ultrassonográfica consagrada na literatura.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a direção do fluxo (hepatopetal/hepatofugal) e a relação com o transdutor (aproximação/afastamento). O candidato pode assumir que todo fluxo hepatopetal se aproxima do transdutor, mas a exceção do ramo posterior da veia porta direita é o ponto-chave. Além disso, a inversão do fluxo é sempre patológica, nunca fisiológica — a alternativa D tenta fazer o candidato acreditar que o pós-prandial causa inversão, o que é falso.

PEGA ESSA DICA!

Para memorizar, lembre-se: hepatopetal = em direção ao fígado (normal) e hepatofugal = para fora do fígado (patológico). No Doppler, a exceção anatômica é o ramo posterior da veia porta direita, que se afasta do transdutor. A inversão do fluxo é um sinal de gravidade, associado à hipertensão portal grave ou a shunts arteriovenosos.

Gabarito: letra E

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