Questão de Sistemas Operacionais — Linux — Avança SP 2025
- Código
- qg414454
- Banca
- Avança SP
- Órgão
- Prefeitura de Araçariguama - SP
- Ano
- 2025
- Nível
- Superior
- Cargo
- PEB II - Informática
- Agrep
- Bchmod
- Ckill
- DIs
- Eps
GabaritoB — chmod
Gabarito: letra B. O comando chmod é o utilitário padrão do Linux para alterar as permissões de leitura, escrita e execução de arquivos e diretórios. Os demais comandos têm funções distintas: grep busca padrões em texto, kill encerra processos, ls lista arquivos e ps exibe processos em execução.
O sistema de permissões do Linux é um dos pilares da segurança do sistema. Cada arquivo e diretório possui um conjunto de permissões que define o que o dono (user), o grupo (group) e os outros usuários (others) podem fazer com ele. Essas permissões são representadas por três letras: r (read – leitura), w (write – escrita) e x (execute – execução).
O comando chmod (change mode) é o responsável por modificar essas permissões. Ele pode ser usado de duas formas principais:
Modo simbólico: utiliza letras e operadores, como chmod u+x arquivo (adiciona permissão de execução para o dono) ou chmod go-w arquivo (remove permissão de escrita para grupo e outros).
Modo numérico (octal): utiliza números que representam as permissões, como chmod 755 arquivo, onde cada dígito corresponde a uma classe (dono, grupo, outros) e é a soma dos valores: 4 (leitura), 2 (escrita) e 1 (execução).
Por exemplo, chmod 755 significa: dono tem leitura, escrita e execução (4+2+1=7); grupo e outros têm apenas leitura e execução (4+1=5). Esse é um dos formatos mais comuns para scripts e programas.
A banca explora a confusão entre comandos que parecem semelhantes ou que atuam em áreas próximas. O chmod é frequentemente confundido com chown (que altera o dono do arquivo) ou com chgrp (que altera o grupo). Além disso, é comum trocar chmod por chown em questões, mas a função de cada um é distinta.
Outro ponto que merece atenção: a permissão de escrita em um arquivo permite modificar seu conteúdo, mas apagar ou renomear o arquivo depende da permissão de escrita no diretório que o contém. Essa distinção é clássica em provas e costuma gerar erros.
Guarde a função de cada comando listado nas alternativas: grep é filtro de texto, kill é controle de processos, ls é listagem de diretórios e ps é visualização de processos. O único que mexe em permissões é o chmod.
O grep é um comando de busca de padrões em texto. Ele lê arquivos ou entrada padrão e exibe as linhas que correspondem a um padrão especificado. Não tem qualquer relação com permissões de arquivos.
O chmod (change mode) é o comando utilizado para alterar as permissões de leitura, escrita e execução de arquivos e diretórios no Linux. Ele pode ser usado tanto no modo simbólico (ex.: chmod u+x arquivo) quanto no modo numérico (ex.: chmod 755 arquivo).
O kill é usado para encerrar processos em execução no sistema. Ele envia sinais aos processos, sendo o mais comum o SIGTERM (pedido de encerramento) e o SIGKILL (encerramento forçado). Não altera permissões.
O ls (list) é usado para listar o conteúdo de diretórios. Ele exibe arquivos e subdiretórios, podendo mostrar detalhes como permissões, dono e tamanho com a opção -l, mas não altera permissões.
O ps (process status) é usado para exibir informações sobre processos em execução. Ele mostra o PID, o usuário, o uso de CPU e memória, entre outros dados. Não tem função de alterar permissões.
A banca mistura comandos de áreas diferentes: grep (texto), kill/ps (processos) e ls (listagem). O candidato que não domina a função de cada um pode confundir chmod com chown (que altera o dono) ou com chgrp (que altera o grupo). Fique atento: chmod é exclusivamente para permissões.
Para fixar, monte uma tabela mental com os comandos essenciais e suas funções: chmod (permissões), chown (dono), chgrp (grupo), ls (listar), ps (processos), kill (encerrar processos), grep (buscar texto). Em provas, a banca costuma trocar essas funções entre si.
Gabarito: letra B
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