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Questão de Medicina — Oncologia — Avança SP 2025

MedicinaOncologia
Código
qg414852
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caconde - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Biomédico
O mieloma múltiplo (MM) é um câncer sanguíneo que afeta as células plasmáticas da medula óssea, resultando na produção excessiva de proteínas monoclonais. Qual exame laboratorial é utilizado para avaliar a concentração de proteínas monoclonais no sangue periférico e auxiliar no diagnóstico do MM?
  1. AProteína C Reativa
  2. BEletroforese de Proteínas
  3. CProteínas Totais e Frações
  4. DEspectrofotometria de Massa
  5. ECromatografia proteica
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GabaritoB — Eletroforese de Proteínas

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Eletroforese de proteínas no diagnóstico do mieloma múltiplo

Gabarito: letra B. A eletroforese de proteínas séricas é o exame laboratorial padrão para detectar e quantificar a proteína monoclonal (proteína M) no sangue periférico, sendo um dos pilares diagnósticos do mieloma múltiplo. O método separa as proteínas do soro por carga elétrica e tamanho, revelando um pico monoclonal na região das gamaglobulinas — o chamado "pico M" — que é a assinatura laboratorial da doença.

O mieloma múltiplo é uma neoplasia de plasmócitos que produz uma imunoglobulina monoclonal (proteína M) em excesso. Essa proteína anômala circula no sangue e pode ser detectada por diferentes métodos laboratoriais, cada um com sua função específica. A eletroforese de proteínas é o exame de triagem e quantificação por excelência: ela separa as proteínas séricas em frações (albumina, alfa-1, alfa-2, beta e gamaglobulinas) e permite visualizar um pico estreito e bem definido na região das gamaglobulinas, característico da produção monoclonal. É esse pico que o médico procura quando suspeita de mieloma múltiplo, gamopatia monoclonal de significado indeterminado (GMSI) ou outras discrasias de plasmócitos.

Na prática clínica, o diagnóstico do mieloma múltiplo se apoia em três pilares: (1) presença de proteína monoclonal no soro ou na urina (detectada por eletroforese e imunofixação), (2) infiltração da medula óssea por plasmócitos clonais (avaliada por biópsia ou aspirado), e (3) evidência de lesão de órgão-alvo (anemia, hipercalcemia, lesões ósseas líticas, insuficiência renal). A eletroforese de proteínas séricas é o primeiro passo laboratorial: se houver suspeita clínica, o exame é solicitado e, se revelar um pico monoclonal, a imunofixação é realizada para confirmar o tipo de imunoglobulina (IgG, IgA, IgM, cadeias leves kappa ou lambda).

A confusão mais comum neste tema envolve a diferença entre "eletroforese de proteínas" e "proteínas totais e frações". Enquanto a eletroforese separa fisicamente as proteínas por migração em gel ou membrana, as proteínas totais e frações são uma dosagem química que quantifica a albumina e as globulinas totais, sem separá-las em picos individuais. A eletroforese é o método que permite identificar a natureza monoclonal da hipergamaglobulinemia — é ela que mostra o pico M. As proteínas totais podem até estar elevadas no mieloma, mas não distinguem uma gamopatia monoclonal de uma policlonal (como ocorre em infecções crônicas ou doenças inflamatórias).

Outra distinção importante é entre eletroforese e imunofixação: a eletroforese detecta e quantifica o pico monoclonal, enquanto a imunofixação confirma e tipifica a imunoglobulina anômala. São exames complementares, não concorrentes. A espectrofotometria de massa e a cromatografia proteica são métodos mais avançados, usados em contextos específicos (como detecção de cadeias leves livres ou monitoramento de doença residual), mas não são o exame padrão de triagem para o diagnóstico inicial do mieloma múltiplo.

Guarde a hierarquia diagnóstica: eletroforese de proteínas séricas (triagem e quantificação) → imunofixação (confirmação e tipificação) → dosagem de cadeias leves livres (sensibilidade adicional, especialmente em doença oligossecretora). É essa sequência que a banca espera que você conheça ao diferenciar as alternativas.

  1. 1Eletroforese de proteínas séricas
  2. 2Imunofixação
  3. 3Cadeias leves livres
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A proteína C reativa (PCR) é um marcador de fase aguda, utilizado para avaliar processos inflamatórios, infecciosos e, em alguns contextos, risco cardiovascular. No mieloma múltiplo, a PCR não tem papel diagnóstico para a proteína monoclonal — ela pode estar elevada como resposta inflamatória inespecífica, mas não detecta nem quantifica a imunoglobulina monoclonal. A alternativa confunde um marcador inflamatório com um exame de detecção de proteína monoclonal.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A eletroforese de proteínas séricas é o exame laboratorial padrão para avaliar a concentração de proteínas monoclonais no sangue periférico. Ela separa as proteínas do soro por carga elétrica e revela um pico monoclonal (pico M) na região das gamaglobulinas, característico do mieloma múltiplo. É o exame de triagem inicial e também é utilizado para monitorar a progressão da doença e a resposta ao tratamento. A avaliação do paciente com suspeita de mieloma inclui eletroforese das proteínas do soro e da urina, conforme a prática clínica consolidada.

Alternativa C — ❌ Incorreta

As proteínas totais e frações são uma dosagem química que quantifica a albumina e as globulinas totais, sem separá-las em picos individuais. Embora possam estar elevadas no mieloma múltiplo (devido ao excesso de imunoglobulinas), esse exame não permite identificar a natureza monoclonal da hipergamaglobulinemia — não distingue uma gamopatia monoclonal de uma policlonal. A eletroforese é o método que faz essa distinção, pois separa as proteínas em frações e revela o pico M.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A espectrofotometria de massa é um método analítico avançado que pode detectar e quantificar proteínas monoclonais com alta sensibilidade, sendo útil em contextos específicos como doença oligossecretora ou monitoramento de doença residual. No entanto, não é o exame padrão de triagem para o diagnóstico inicial do mieloma múltiplo — a eletroforese de proteínas séricas é o método de primeira linha, mais acessível e amplamente disponível. A alternativa apresenta um método sofisticado, mas que não corresponde ao exame laboratorial utilizado rotineiramente para avaliar a concentração de proteínas monoclonais no sangue periférico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A cromatografia proteica é uma técnica de separação de proteínas baseada em propriedades como tamanho, carga ou afinidade. Embora possa ser utilizada em pesquisa ou em contextos laboratoriais específicos, não é o exame padrão para o diagnóstico do mieloma múltiplo. A eletroforese de proteínas séricas é o método consagrado para detectar e quantificar a proteína monoclonal, sendo mais simples, rápido e adequado para a rotina diagnóstica. A alternativa apresenta uma técnica laboratorial válida, mas que não é a resposta esperada para a avaliação inicial do mieloma múltiplo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "eletroforese de proteínas" e "proteínas totais e frações". O candidato que sabe que o mieloma cursa com hipergamaglobulinemia pode marcar a alternativa C, mas ela não separa as proteínas em picos — não revela o caráter monoclonal. A eletroforese é o exame que mostra o pico M, e é exatamente isso que a questão pede.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, lembre da sequência diagnóstica do mieloma: eletroforese de proteínas séricas (triagem e quantificação do pico M) → imunofixação (confirmação e tipificação da imunoglobulina) → dosagem de cadeias leves livres (sensibilidade adicional). Na prova, quando a questão perguntar sobre detecção de proteína monoclonal, a eletroforese é quase sempre a resposta.

Gabarito: letra B

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