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Questão de Medicina — Endocrinologia — Avança SP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
qg414853
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caconde - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Biomédico
Além do colesterol total, triglicerídeos, HDL e LDL, abaixo estão listados outros parâmetros lipídicos laboratoriais que podem ser importantes na avaliação do risco cardiovascular, exceto?
  1. AColesterol não-HDL
  2. BApolipoproteína B
  3. CLipoproteína (a)
  4. DRazão ApoB/ApoA1
  5. EQuilomícrons
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GabaritoE — Quilomícrons

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Avaliação do risco cardiovascular: parâmetros lipídicos

Gabarito: letra E. A questão pede o parâmetro que NÃO é utilizado na avaliação do risco cardiovascular. Quilomícrons são lipoproteínas de transporte de triglicerídeos da dieta, presentes no plasma apenas no período pós-prandial, e não são dosados na prática clínica para estratificação de risco — ao contrário do colesterol não-HDL, ApoB, Lp(a) e razão ApoB/ApoA1, que são marcadores aterogênicos reconhecidos pelas diretrizes de dislipidemias.

O perfil lipídico clássico (colesterol total, triglicerídeos, HDL e LDL) é a base da avaliação, mas as diretrizes modernas reconhecem que outros parâmetros refinam a estimativa de risco cardiovascular. O colesterol não-HDL representa a soma do colesterol de todas as lipoproteínas aterogênicas (VLDL, IDL, LDL e Lp(a)), sendo calculado pela subtração do HDL do colesterol total — é particularmente útil quando os triglicerídeos estão elevados, pois o LDL calculado pela fórmula de Friedewald perde acurácia. A apolipoproteína B (ApoB) é a principal proteína estrutural das partículas aterogênicas (uma molécula de ApoB por partícula), refletindo diretamente o número de partículas aterogênicas circulantes, independentemente do conteúdo de colesterol de cada uma. A lipoproteína (a) [Lp(a)] é uma partícula semelhante à LDL, com uma molécula adicional de apolipoproteína (a), geneticamente determinada e associada a risco aumentado de infarto e doença cerebrovascular, mesmo com LDL baixo. A razão ApoB/ApoA1 avalia o balanço entre partículas aterogênicas (ApoB) e antiaterogênicas (ApoA1, presente na HDL).

Os quilomícrons, por sua vez, são as maiores lipoproteínas, sintetizadas no intestino a partir dos lipídios da dieta, e transportam triglicerídeos exógenos. Sua presença no plasma em jejum é patológica (como na hiperquilomicronemia familiar — fenótipo I de Fredrickson), mas sua dosagem não faz parte da avaliação de risco cardiovascular na prática clínica. O que se avalia é o triglicerídeo total, que reflete indiretamente a presença de quilomícrons e VLDL. A diretriz brasileira de dislipidemias de 2025 recomenda a dosagem de Lp(a) pelo menos uma vez na vida para triagem universal, e reconhece o não-HDL como alvo coprimário de tratamento, ao lado do LDL. A ApoB é recomendada como medida auxiliar, especialmente em indivíduos com triglicerídeos > 150 mg/dL.

A pegadinha desta questão está em distinguir os marcadores que são efetivamente utilizados na prática clínica para estratificação de risco daqueles que são apenas conceitos bioquímicos ou situações patológicas específicas. O candidato que conhece as recomendações das diretrizes identifica rapidamente que quilomícrons não são um parâmetro laboratorial de rotina para risco cardiovascular.

1Colesterol não-HDL
Alvo coprimário
Útil na hipertrigliceridemia
2Apolipoproteína B
Nº de partículas aterogênicas
1 ApoB por partícula
3Lipoproteína (a)
Genético
Triagem universal
4Razão ApoB/ApoA1
Balanço aterogênico × antiaterogênico
5Quilomícrons
Transporte de TG da dieta
Só pós-prandial
Não é parâmetro de rotina
Parâmetros lipídicos no risco cardiovascular
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Parâmetros lipídicos no risco cardiovascular: Colesterol não-HDL (Alvo coprimário, Útil na hipertrigliceridemia); Apolipoproteína B (Nº de partículas aterogênicas, 1 ApoB por partícula); Lipoproteína (a) (Genético, Triagem universal); Razão ApoB/ApoA1 (Balanço aterogênico × antiaterogênico); Quilomícrons (Transporte de TG da dieta, Só pós-prandial, Não é parâmetro de rotina)

Alternativa A — ✅ Correta

O colesterol não-HDL é um parâmetro amplamente recomendado. A diretriz brasileira de dislipidemias de 2025 o estabelece como alvo terapêutico coprimário, calculado pela subtração do HDL do colesterol total. É um marcador fidedigno da carga aterogênica, especialmente em hipertrigliceridemia, pois reflete todas as lipoproteínas aterogênicas circulantes.

Alternativa B — ✅ Correta

A apolipoproteína B é um marcador do número de partículas aterogênicas (uma ApoB por partícula de VLDL, IDL, LDL e Lp(a)). A diretriz de 2025 recomenda sua medida como auxiliar na avaliação de risco e guia terapêutico, com força de recomendação forte e certeza moderada da evidência, particularmente em indivíduos com triglicerídeos > 150 mg/dL.

Alternativa C — ✅ Correta

A lipoproteína (a) é um marcador de risco cardiovascular geneticamente determinado, associado a infarto agudo do miocárdio e calcificação da valva aórtica, mesmo em indivíduos com LDL baixo. A diretriz de 2025 recomenda triagem universal para Lp(a) pelo menos uma vez na vida, e níveis ≥ 50 mg/dL (ou ≥ 125 nmol/L) justificam aconselhamento mais intensivo.

Alternativa D — ✅ Correta

A razão ApoB/ApoA1 avalia o balanço entre lipoproteínas aterogênicas (ApoB) e antiaterogênicas (ApoA1, da HDL). É um parâmetro utilizado em estudos epidemiológicos e na prática clínica para refinar a estimativa de risco cardiovascular, sendo reconhecido como marcador útil na avaliação global do paciente.

Alternativa E — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO

Os quilomícrons são lipoproteínas de transporte de triglicerídeos exógenos (da dieta), presentes no plasma apenas no período pós-prandial. Sua dosagem não faz parte da avaliação de risco cardiovascular na prática clínica — o que se avalia é o triglicerídeo total, que reflete indiretamente quilomícrons e VLDL. A presença de quilomícrons em jejum é patológica (fenótipo I de Fredrickson), mas não é um parâmetro laboratorial de rotina para estratificação de risco. Como a banca pediu o EXCETO, esta é a alternativa correta.

Gabarito: letra E — quilomícrons não são utilizados na avaliação de risco cardiovascular.

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