Questão de Medicina — Pneumologia — Avança SP 2025
Medicina›Pneumologia
Código
qg415239
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caconde - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Coordenador Clínico
Considerando os achados tomográficos característicos do padrão de Pneumonia Intersticial Usual (PIU) em sua forma clássica, assinale a manifestação radiológica que confirma este diagnóstico:
AFaveolamento subpleural com gradiente apicobasal e distribuição heterogênea predominante nas bases pulmonares posteriores.
BOpacidades reticulares difusas com distribuição predominantemente peribrônquica e simétrica nos campos pulmonares superiores.
CVidro fosco difuso com padrão em mosaico e nodulações centrolobulares distribuídas randomicamente.
DConsolidações multifocais bilaterais com broncograma aéreo e predomínio em zonas pulmonares médias.
EEspessamento septal liso com distribuição simétrica e homogênea associado a linfonodomegalias hilares bilaterais.
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GabaritoA — Faveolamento subpleural com gradiente apicobasal e distribuição heterogênea predominante nas bases pulmonares posteriores.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Gabarito: letra A. O padrão clássico de PIU na tomografia de alta resolução (TCAR) caracteriza-se por faveolamento subpleural com gradiente apicobasal e distribuição heterogênea, predominando nas bases pulmonares posteriores — exatamente o que a alternativa A descreve. Esse padrão é o que permite o diagnóstico de fibrose pulmonar idiopática (FPI) sem necessidade de biópsia, conforme os critérios radiológicos estabelecidos na literatura.
A Pneumonia Intersticial Usual (PIU) é o padrão histopatológico e tomográfico que define a Fibrose Pulmonar Idiopática (FPI), a mais comum das doenças pulmonares intersticiais idiopáticas. Na TCAR, o padrão clássico de PIU é composto por três elementos fundamentais: (1) opacidades reticulares (fibrose) com distribuição subpleural e basal predominante; (2) bronquiectasias e bronquiolectasias de tração; e (3) faveolamento (honeycombing), que é o achado mais específico e característico. A distribuição é tipicamente heterogênea, com gradiente apicobasal — ou seja, as bases pulmonares são mais acometidas que os ápices — e predomínio nas regiões posteriores e periféricas (subpleurais) dos lobos inferiores.
A importância de reconhecer esse padrão é prática: quando a TCAR mostra o padrão típico de PIU (zona pulmonar inferior predominante, opacidades reticulares subpleurais com áreas de faveolamento) e não há características que sugiram diagnóstico alternativo (como vidro fosco extenso, nódulos difusos ou consolidações), o diagnóstico de FPI pode ser firmado sem necessidade de biópsia pulmonar cirúrgica. Isso é o que a literatura médica chama de "padrão definitivo de PIU" na TCAR.
A banca explora aqui a confusão entre os padrões tomográficos de diferentes doenças pulmonares intersticiais. Cada alternativa incorreta descreve um padrão que pertence a outra entidade: o vidro fosco difuso com padrão em mosaico e nódulos centrolobulares é típico de pneumonite de hipersensibilidade ou pneumonia intersticial não específica; as consolidações multifocais com broncograma aéreo sugerem pneumonia bacteriana ou bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP); o espessamento septal liso com linfonodomegalias hilares é característico de sarcoidose ou linfangite carcinomatosa. A alternativa B, com opacidades reticulares peribrônquicas e simétricas nos campos superiores, também não corresponde ao padrão de PIU, que é subpleural e basal.
O critério decisivo para separar as alternativas é a combinação de três elementos: localização (subpleural e basal), morfologia (faveolamento e reticulação) e distribuição (heterogênea com gradiente apicobasal). A alternativa correta é a única que reúne todos esses elementos — guarde essa tríade, pois é exatamente nela que as alternativas se dividem.
Padrão PIU na TCAR: Localização (Subpleural, Basal posterior, Gradiente apicobasal); Morfologia (Opacidades reticulares, Bronquiectasias de tração, Faveolamento (mais específico)); Distribuição (Heterogênea, Predomínio nas bases); Diagnóstico (Padrão típico → FPI sem biópsia, Vidro fosco extenso afasta)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta alternativa descreve com precisão o padrão clássico de PIU na TCAR: faveolamento subpleural (o achado mais específico), com gradiente apicobasal (bases mais acometidas que ápices) e distribuição heterogênea predominante nas bases pulmonares posteriores. Essa é a descrição canônica do padrão que permite o diagnóstico de FPI sem biópsia, conforme os critérios radiológicos estabelecidos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Descreve opacidades reticulares difusas com distribuição predominantemente peribrônquica e simétrica nos campos pulmonares superiores. O padrão de PIU é subpleural e basal, não peribrônquico nem de predomínio superior. A distribuição peribrônquica e simétrica nos ápices é mais compatível com sarcoidose (que também cursa com linfonodomegalias hilares) ou com pneumoconiose. A banca troca a localização típica da PIU (bases subpleurais) por uma distribuição que pertence a outras doenças intersticiais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Descreve vidro fosco difuso com padrão em mosaico e nodulações centrolobulares distribuídas randomicamente. O vidro fosco difuso não é característico da PIU — na verdade, a presença de vidro fosco extenso é um critério que afasta o diagnóstico de PIU e sugere diagnóstico alternativo. O padrão em mosaico com nódulos centrolobulares é típico de pneumonite de hipersensibilidade ou de pneumonia intersticial não específica (NSIP). A banca confunde o padrão de PIU (fibrose com faveolamento) com padrões de doenças inflamatórias ou granulomatosas.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Descreve consolidações multifocais bilaterais com broncograma aéreo e predomínio em zonas pulmonares médias. Consolidações com broncograma aéreo indicam preenchimento alveolar, não fibrose intersticial. Esse padrão é típico de pneumonia bacteriana, bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP) ou linfoma. A PIU é uma doença intersticial fibrosante, não um processo alveolar consolidativo. A banca troca o padrão intersticial fibrosante por um padrão alveolar.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Descreve espessamento septal liso com distribuição simétrica e homogênea associado a linfonodomegalias hilares bilaterais. O espessamento septal liso e simétrico é característico de edema pulmonar ou linfangite carcinomatosa, enquanto as linfonodomegalias hilares bilaterais são o achado clássico de sarcoidose. Na PIU, o espessamento septal é irregular (devido à fibrose) e não há linfonodomegalias hilares como achado característico. A banca combina achados de outras doenças (sarcoidose e linfangite) para criar um distrator.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os padrões tomográficos das doenças pulmonares intersticiais. O candidato que decora apenas "faveolamento" sem associar à localização subpleural e basal pode cair na alternativa B (reticular peribrônquico) ou na C (vidro fosco). A chave é lembrar que a PIU é uma doença de predomínio basal e subpleural, com faveolamento — qualquer alternativa que descreva distribuição superior, peribrônquica, simétrica ou com vidro fosco extenso está descrevendo outra doença. Com treino, você reconhece o padrão clássico de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar o padrão de PIU, memorize a tríade: subpleural + basal + faveolamento. Na hora da prova, elimine primeiro as alternativas que mencionam vidro fosco extenso, consolidações ou linfonodomegalias hilares — esses achados afastam o diagnóstico de PIU e apontam para outras doenças intersticiais.