Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — Avança SP 2025
Medicina›Cardiologia e Alterações Vasculares
Código
qg415277
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caconde - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Radiologista
A doença arterial coronariana (DAC) é uma condição que afeta as artérias coronárias, podendo causar sérios problemas de saúde. Com base no conceito da doença, é correto afirmar que:
AA DAC ocorre devido à dilatação das artérias coronárias, o que facilita a passagem do sangue para o coração.
BA aterosclerose, que é o depósito de placas de gordura nas artérias coronárias, é a principal causa da obstrução das artérias e do desenvolvimento da DAC.
CA doença arterial coronariana é caracterizada pela formação de coágulos sanguíneos nas artérias coronárias, sem relação com a obstrução por placas de gordura.
DA principal causa da DAC é o aumento da pressão arterial nas artérias pulmonares, não tendo relação com as artérias coronárias.
EA obstrução das artérias coronárias é um processo reversível e não causa danos permanentes ao coração.
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GabaritoB — A aterosclerose, que é o depósito de placas de gordura nas artérias coronárias, é a principal causa da obstrução das artérias e do desenvolvimento da DAC.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Doença arterial coronariana: aterosclerose como causa central
Gabarito: letra B. A doença arterial coronariana (DAC) é causada principalmente pela aterosclerose — o acúmulo de placas de gordura (ateromas) na parede das artérias coronárias, que estreita o lúmen e reduz o fluxo sanguíneo ao miocárdio. As demais alternativas invertem o mecanismo (dilatação), negam a relação com placas, apontam para as artérias pulmonares ou afirmam que a obstrução é reversível — todas contrariam a fisiopatologia da doença.
A DAC é uma das principais causas de morbimortalidade cardiovascular no mundo. O termo abrange um espectro de condições que vão desde a angina estável até as síndromes coronarianas agudas (SCA), que incluem a angina instável, o infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IAMSSST) e o infarto com supradesnivelamento (IAMCSST). A base fisiopatológica comum é a redução do aporte sanguíneo ao músculo cardíaco, quase sempre por obstrução aterosclerótica de um vaso coronariano epicárdico.
A aterosclerose é uma doença inflamatória crônica, de origem multifatorial, que se inicia com a agressão ao endotélio vascular por fatores de risco como dislipidemia, hipertensão arterial, tabagismo e diabetes. A disfunção endotelial aumenta a permeabilidade da íntima às lipoproteínas, que ficam retidas no espaço subendotelial e sofrem oxidação. Monócitos migram para a parede arterial, diferenciam-se em macrófagos e captam as LDL oxidadas, formando as células espumosas — o principal componente das estrias gordurosas, lesões iniciais da aterosclerose. Com o tempo, a placa cresce, reduz o lúmen vascular e pode se tornar vulnerável à ruptura, desencadeando a formação de trombo e a oclusão aguda — o evento que causa o infarto.
É importante distinguir a DAC de outras condições que também podem comprometer o fluxo coronariano, mas que não são a causa principal. O espasmo coronário, por exemplo, é uma causa de insuficiência coronariana sem placa aterosclerótica, e pode ocorrer por disfunção endotelial ou uso de agentes simpatomiméticos. Embolia coronariana, dissecção arterial e anomalias congênitas também são causas possíveis, mas todas são menos frequentes que a aterosclerose. A banca explora exatamente essa confusão: trocar o mecanismo principal (obstrução por placa) por mecanismos secundários ou por conceitos invertidos.
A pegadinha central desta questão é a inversão do mecanismo fisiopatológico. O candidato que não domina o conceito pode ser atraído pela alternativa que fala em "dilatação" (que facilitaria o fluxo, mas não é o que ocorre) ou pela que menciona coágulos sem relação com placas (o trombo é uma complicação da placa, não uma causa independente). A alternativa correta é a única que descreve com precisão o papel da aterosclerose como causa principal da obstrução coronariana.
1Fator de risco
2Agressão endotelial
3Formação da placa
4Estreitamento do lúmen
5Isquemia
6Ruptura da placa
7Trombo
8Infarto
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a DAC ocorre por dilatação das artérias coronárias, o que facilitaria a passagem do sangue. É o oposto do que acontece: a DAC é causada por estreitamento (estenose) do lúmen arterial, não por dilatação. A dilatação de um vaso aumentaria o fluxo, não o reduziria — o que contraria a própria definição da doença, que é uma condição de isquemia por redução do aporte sanguíneo.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão o mecanismo central da DAC: a aterosclerose, com depósito de placas de gordura (ateromas) nas artérias coronárias, é a principal causa da obstrução e do desenvolvimento da doença. O texto do enunciado pede o conceito da doença, e esta é a única alternativa que apresenta a fisiopatologia correta — a placa aterosclerótica reduz o lúmen vascular, diminui o fluxo sanguíneo ao miocárdio e pode se romper, levando à formação de trombo e à oclusão aguda.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a DAC é caracterizada pela formação de coágulos sem relação com a obstrução por placas de gordura. Há dois erros: primeiro, a formação de coágulos (trombos) é uma complicação da placa aterosclerótica — o trombo se forma sobre a placa rompida, não de forma independente; segundo, a obstrução por placas é justamente o mecanismo central da doença, não algo que possa ser excluído da definição.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Atribui a principal causa da DAC ao aumento da pressão arterial nas artérias pulmonares, sem relação com as artérias coronárias. Há uma dupla confusão: a DAC acomete as artérias coronárias (que irrigam o coração), não as artérias pulmonares; e a hipertensão arterial sistêmica é um fator de risco para a aterosclerose, não a causa direta da obstrução coronariana. A hipertensão pulmonar é uma condição distinta, que afeta a circulação pulmonar e não está na gênese da DAC.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a obstrução das artérias coronárias é um processo reversível e não causa danos permanentes ao coração. A aterosclerose é uma doença crônica e progressiva; a obstrução pode ser tratada (com medicamentos, angioplastia ou cirurgia de revascularização), mas a doença de base não é simplesmente reversível. Além disso, a isquemia prolongada causa necrose do miocárdio (infarto), que é um dano permanente — o tecido cardíaco morto não se regenera.
NÃO CAIA NESSA!
A banca inverte o mecanismo fisiopatológico para confundir: na alternativa A, troca a obstrução (que reduz o fluxo) pela dilatação (que aumentaria o fluxo); na alternativa C, separa o trombo da placa aterosclerótica, quando na verdade o coágulo se forma sobre a placa rompida. O candidato que decora o conceito sem entender a fisiopatologia cai nessas inversões. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões de fisiopatologia, monte o raciocínio em cadeia: fator de risco → agressão endotelial → formação da placa → estreitamento do lúmen → isquemia → (ruptura da placa) → trombo → infarto. Se a alternativa quebrar essa sequência em algum ponto, ela está errada. Na alternativa C, por exemplo, o trombo aparece "sem relação" com a placa — quebra a cadeia. Na alternativa E, a "reversibilidade" contradiz a progressão crônica da doença.