Questão de Medicina — Dermatologia — Avança SP 2025
Medicina›Dermatologia
Código
qg416462
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Dermatologista
Determine a característica clínica distintiva do transtorno dismórfico corporal (TDC) em dermatologia:
APresença de lesões bolhosas na pele com distribuição simétrica.
BObsessão com um defeito inexistente ou mínimo na aparência física, frequentemente levando a comportamentos compulsivos relacionados à pele.
CFormação de úlceras crônicas nas extremidades devido à neuropatia periférica.
DDesenvolvimento de erupções cutâneas eritematosas associadas a infecções virais.
EAparição de placas escamosas pruriginosas em áreas de atrito constante.
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GabaritoB — Obsessão com um defeito inexistente ou mínimo na aparência física, frequentemente levando a comportamentos compulsivos relacionados à pele.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) em Dermatologia
Gabarito: letra B. O transtorno dismórfico corporal (TDC) é caracterizado pela preocupação obsessiva com um defeito percebido — inexistente ou mínimo — na aparência física, que leva a comportamentos repetitivos, como cutucar a pele, verificar-se no espelho ou buscar procedimentos estéticos. Essa definição é o núcleo do diagnóstico, conforme os critérios da classificação internacional de transtornos mentais, e é exatamente o que a alternativa B descreve.
O TDC é um transtorno mental que se manifesta na interface entre a psiquiatria e a dermatologia. O paciente, em vez de apresentar uma lesão cutânea primária, tem uma percepção distorcida da própria imagem: ele enxerga um "defeito" que não é visível para os outros ou que é desproporcionalmente exagerado. Essa obsessão gera intenso sofrimento e prejuízo funcional, levando a comportamentos compulsivos — como manipular a pele, arrancar pelos, buscar repetidamente avaliações dermatológicas ou procedimentos estéticos, muitas vezes sem alívio da insatisfação.
Na prática clínica, o dermatologista é frequentemente o primeiro profissional procurado, pois o paciente acredita que o problema é exclusivamente cutâneo. O diagnóstico exige distinguir o TDC de condições dermatológicas reais: enquanto estas apresentam lesões objetivas (bolhas, placas, úlceras), o TDC cursa com pele aparentemente normal ou com alterações mínimas, mas com um sofrimento psíquico desproporcional. A abordagem correta envolve o reconhecimento do transtorno e o encaminhamento ao psiquiatra, pois o tratamento é psicofarmacológico e psicoterápico, não dermatológico.
A banca explora a confusão entre o TDC e outras dermatoses: as alternativas incorretas descrevem lesões cutâneas reais e objetivas, que pertencem a outros diagnósticos. A pegadinha está em reconhecer que o TDC não é uma doença de pele primária, mas um transtorno psiquiátrico com manifestações comportamentais sobre a pele. Guarde essa distinção: lesão objetiva = dermatose; obsessão com defeito percebido + comportamento compulsivo = TDC.
TDC em dermatologia: Núcleo do diagnóstico (Obsessão com defeito inexistente/mínimo, Comportamentos compulsivos (cutucar, espelho), Sofrimento desproporcional); Pele (Sem lesão objetiva proporcional, Lesões = consequência (escoriações)); Diagnóstico diferencial (Dermatoses reais (lesão objetiva), TDC (percepção distorcida)); Conduta (Encaminhar ao psiquiatra, Tratamento psicofarmacológico/psicoterápico)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A presença de lesões bolhosas com distribuição simétrica descreve uma dermatose bolhosa autoimune, como o pênfigo ou a penfigoide bolhosa. São lesões cutâneas reais, com base imunológica, e não têm relação com a percepção distorcida da imagem. O TDC não cursa com lesões bolhosas primárias.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição clássica do TDC: obsessão com um defeito inexistente ou mínimo na aparência, acompanhada de comportamentos compulsivos (como cutucar a pele, verificar-se no espelho, buscar procedimentos). O termo "defeito inexistente ou mínimo" é o critério central — o sofrimento é desproporcional ao achado objetivo, e o comportamento repetitivo é a resposta à obsessão.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Úlceras crônicas nas extremidades por neuropatia periférica descrevem o pé diabético ou úlceras neuropáticas, complicações de doenças como diabetes mellitus. São lesões reais decorrentes de perda de sensibilidade protetora, não de um transtorno de imagem corporal.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erupções eritematosas associadas a infecções virais descrevem exantemas virais, como rubéola, sarampo ou mononucleose. São manifestações cutâneas de processos infecciosos sistêmicos, sem relação com a obsessão pela aparência.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Placas escamosas pruriginosas em áreas de atrito descrevem dermatites de contato ou psoríase em localização típica. São dermatoses inflamatórias crônicas com lesões objetivas e prurido, não um transtorno psiquiátrico.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você confundir o TDC com dermatoses reais. Todas as alternativas incorretas descrevem lesões cutâneas objetivas (bolhas, úlceras, erupções, placas) — o TDC, ao contrário, caracteriza-se pela ausência de lesão proporcional ao sofrimento. O paciente pode até ter lesões de escoriação, mas elas são consequência do comportamento compulsivo (cutucar), não a doença primária. Na prova, desconfie de alternativas que descrevem lesões elementares clássicas quando a pergunta é sobre um transtorno psiquiátrico.
PEGA ESSA DICA!
Para diferenciar TDC de dermatoses, pergunte-se: "há uma lesão objetiva que justifique a queixa?" Se a resposta for não, ou se o paciente relata um defeito que você não consegue ver, pense em TDC. Lembre-se também de que o TDC pertence ao espectro obsessivo-compulsivo — a obsessão (com o defeito) e a compulsão (o comportamento repetitivo) são as duas faces da doença.