Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Neurologia — Avança SP 2025

MedicinaNeurologia
Código
qg416487
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Fisiatra
Na abordagem diagnóstica das cerebelopatias, o exame de imagem que permite maior sensibilidade para identificar alterações estruturais do cerebelo, como atrofia ou lesões focais, é:
  1. ARadiografia de crânio.
  2. BTomografia computadorizada (TC) de crânio.
  3. CRessonância magnética (RM) de encéfalo com protocolo específico.
  4. DUltrassonografia transcraniana.
  5. EEletroencefalograma (EEG).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Ressonância magnética (RM) de encéfalo com protocolo específico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Cerebelopatias: o papel da ressonância magnética no diagnóstico

Gabarito: letra C. Na investigação de alterações estruturais do cerebelo — como atrofia ou lesões focais — a ressonância magnética (RM) de encéfalo é o exame de imagem com maior sensibilidade, por sua resolução superior de contraste entre tecidos moles e capacidade de aquisição multiplanar. A tomografia computadorizada (TC), embora útil em emergências, tem resolução espacial e de contraste inferior para a fossa posterior, região em que o cerebelo se localiza.

A cerebelopatia é um termo genérico que designa qualquer doença que acometa o cerebelo, estrutura localizada na fossa posterior do crânio, responsável pela coordenação motora, equilíbrio e tônus muscular. As causas são variadas: degenerativas (como as ataxias espinocerebelares), vasculares (acidente vascular cerebelar), inflamatórias, neoplásicas, tóxicas e metabólicas. O diagnóstico por imagem é essencial para identificar a etiologia, pois a apresentação clínica — ataxia, dismetria, nistagmo, disartria — é comum a várias doenças.

A escolha do método de imagem depende da estrutura que se quer avaliar e da informação que se busca. A RM utiliza campos magnéticos e ondas de radiofrequência para gerar imagens com excelente resolução de contraste entre os tecidos moles, permitindo distinguir substância branca, substância cinzenta, líquido cefalorraquidiano e lesões. Além disso, a RM permite aquisição em múltiplos planos (axial, coronal e sagital) sem reposicionar o paciente, o que é particularmente útil para avaliar o cerebelo, uma estrutura que fica próxima à base do crânio e ao tronco encefálico. A TC, por sua vez, baseia-se em radiação ionizante e tem boa resolução para osso e hemorragia aguda, mas resolução de contraste inferior para tecidos moles, especialmente na fossa posterior, onde artefatos de endurecimento de feixe (beam hardening) podem prejudicar a avaliação.

Na prática clínica, a RM é o exame de escolha para a avaliação de atrofia cerebelar, que pode ser difusa ou focal, e para a detecção de lesões como tumores, malformações (como a malformação de Chiari), doenças desmielinizantes e sequelas de infarto. Protocolos específicos de RM, como as sequências ponderadas em T1, T2, FLAIR e difusão, aumentam ainda mais a sensibilidade para detectar alterações sutis. Por exemplo, em um paciente com ataxia progressiva e suspeita de atrofia de múltiplos sistemas, a RM pode mostrar atrofia do cerebelo e do tronco encefálico, além de hipossinal no putâmen em T2*, achados que auxiliam no diagnóstico.

A banca explora a distinção entre os métodos de imagem e suas indicações. O candidato que confunde a RM com a TC, ou que não conhece a limitação da TC na fossa posterior, tende a errar. A radiografia de crânio, a ultrassonografia transcraniana e o eletroencefalograma não são métodos adequados para avaliar a morfologia cerebelar com a sensibilidade necessária. A radiografia avalia apenas estruturas ósseas; a ultrassonografia transcraniana avalia o fluxo sanguíneo cerebral, não a morfologia; e o EEG avalia a atividade elétrica cortical, não a estrutura.

Guarde a hierarquia dos métodos de imagem para o sistema nervoso central: a RM é o padrão-ouro para a avaliação estrutural detalhada, especialmente da fossa posterior; a TC é o exame de primeira linha em emergências, principalmente para hemorragia e fraturas. É essa fronteira que separa as alternativas desta questão.

1RM de encéfalo
Maior sensibilidade p/ tecidos moles
Padrão-ouro na fossa posterior
Multiplanar (axial, coronal, sagital)
2TC de crânio
Boa p/ osso e hemorragia aguda
Artefatos na fossa posterior
3Radiografia
Só estruturas ósseas
4Ultrassonografia transcraniana
Avalia fluxo sanguíneo, não morfologia
5EEG
Atividade elétrica, não estrutura
Métodos de imagem no SNC
LEVELsoulevel.com.br
Métodos de imagem no SNC: RM de encéfalo (Maior sensibilidade p/ tecidos moles, Padrão-ouro na fossa posterior, Multiplanar (axial, coronal, sagital)); TC de crânio (Boa p/ osso e hemorragia aguda, Artefatos na fossa posterior); Radiografia (Só estruturas ósseas); Ultrassonografia transcraniana (Avalia fluxo sanguíneo, não morfologia); EEG (Atividade elétrica, não estrutura)

Alternativa A — ❌ Incorreta

A radiografia de crânio é um método que utiliza radiação ionizante e produz imagens em duas dimensões, sendo útil apenas para avaliar estruturas ósseas, como fraturas e calcificações grosseiras. Não permite a visualização do parênquima cerebral nem do cerebelo, portanto não tem sensibilidade para detectar atrofia ou lesões focais cerebelares. É um exame obsoleto para a avaliação de cerebelopatias.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A tomografia computadorizada de crânio é um método de imagem que utiliza radiação ionizante e tem boa resolução para osso e hemorragia aguda. No entanto, sua resolução de contraste para tecidos moles é inferior à da RM, e a fossa posterior é uma região de difícil avaliação na TC devido a artefatos de endurecimento de feixe causados pelo osso temporal e occipital. Embora a TC possa detectar atrofia cerebelar grosseira ou lesões grandes, a RM é significativamente mais sensível para identificar alterações estruturais sutis do cerebelo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ressonância magnética de encéfalo é o exame de imagem com maior sensibilidade para identificar alterações estruturais do cerebelo, como atrofia ou lesões focais. Isso se deve à sua alta resolução de contraste entre tecidos moles, à capacidade de aquisição multiplanar e à possibilidade de utilizar protocolos específicos, como sequências ponderadas em T1, T2, FLAIR e difusão, que aumentam a detecção de anormalidades. A RM é o padrão-ouro para a avaliação da fossa posterior, onde o cerebelo está localizado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ultrassonografia transcraniana é um método não invasivo que utiliza ondas sonoras de alta frequência para avaliar o fluxo sanguíneo cerebral, principalmente nas artérias da base do crânio. Não é um método adequado para avaliar a morfologia do cerebelo, pois não fornece imagens detalhadas do parênquima cerebral. Sua principal aplicação é na avaliação de vasos intracranianos, como na detecção de estenose ou vasoespasmo.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O eletroencefalograma é um exame que registra a atividade elétrica espontânea do córtex cerebral por meio de eletrodos colocados no couro cabeludo. Não fornece informações sobre a estrutura do cérebro, apenas sobre sua função elétrica. Portanto, não é capaz de identificar atrofia ou lesões focais do cerebelo. O EEG é útil no diagnóstico de epilepsia, encefalopatias e distúrbios do sono, mas não na avaliação morfológica.

PEGA ESSA DICA!

Para questões que comparam métodos de imagem, lembre-se da hierarquia: RM > TC > radiografia para tecidos moles; TC > RM para hemorragia aguda e osso. Na fossa posterior, a RM é sempre superior. Se a alternativa mencionar "maior sensibilidade" para estruturas como cerebelo, a resposta quase sempre será RM.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/qg416487