Identifique a característica clínica e diagnóstica principal do carcinoma ductal in situ (CDIS):
AMicrocalcificações visíveis na mamografia sem formação de massa palpável.
BNódulo sólido e móvel com bordas bem definidas.
CMassa quística com conteúdo líquido claro e bem delimitada.
DPlaca eritematosa com ulceração e drenagem sero-sanguinolenta.
ENodulação dolorosa associada a secreção purulenta pelo mamilo.
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GabaritoA — Microcalcificações visíveis na mamografia sem formação de massa palpável.
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Carcinoma ductal in situ (CDIS): apresentação clínica e diagnóstica
Gabarito: letra A. O carcinoma ductal in situ (CDIS) é uma neoplasia não invasiva que, na mamografia, manifesta-se tipicamente por microcalcificações agrupadas, sem formação de massa palpável — exatamente o que descreve a alternativa A. As demais opções descrevem outras lesões mamárias (nódulo benigno, cisto, carcinoma avançado, mastite), não o CDIS.
O CDIS é uma proliferação de células epiteliais malignas confinadas ao interior dos ductos lactíferos, sem ultrapassar a membrana basal. Por isso, não forma massa palpável na maioria dos casos — o tumor não invade o estroma para criar um nódulo perceptível ao exame físico. A detecção ocorre, na grande maioria das vezes, por alterações mamográficas, sobretudo microcalcificações agrupadas, pleomórficas ou lineariformes, que representam necrose e debris celulares dentro dos ductos. Essa é a assinatura diagnóstica do CDIS: achado subclínico, detectado por imagem, sem correspondência palpável.
A importância de reconhecer essa apresentação é dupla. Primeiro, porque o CDIS é uma lesão precursora do carcinoma ductal invasivo — se não tratado, uma proporção significativa progride para invasão. Segundo, porque o tratamento é curativo na quase totalidade dos casos (cirurgia conservadora com margens negativas e radioterapia, ou mastectomia em casos extensos), e a detecção precoce por mamografia é o que permite essa cura. O CDIS não tem potencial metastático por si só, pois não há invasão vascular/linfática — a metástase só ocorre se houver progressão para doença invasiva.
Na prática clínica, a paciente com CDIS geralmente é assintomática e tem exame físico normal. A mamografia de rastreamento revela as microcalcificações, e a biópsia percutânea (core biopsy ou biópsia estereotáxica) confirma o diagnóstico. É fundamental distinguir o CDIS de outras lesões que também podem apresentar microcalcificações, como hiperplasia ductal atípica (HDA) e carcinoma ductal invasivo com componente intraductal extenso — mas a ausência de massa palpável é o ponto-chave que a questão explora.
A pegadinha da banca está em associar o CDIS a achados de outras patologias mamárias: nódulo móvel (fibroadenoma), cisto simples, placa eritematosa com ulceração (carcinoma avançado ou doença de Paget) e secreção purulenta (mastite). O candidato que não domina a apresentação típica do CDIS pode ser atraído por essas descrições, mas todas elas correspondem a outras entidades. Guarde a regra de ouro: CDIS = microcalcificações na mamografia, sem massa palpável.
Carcinoma ductal in situ (CDIS): Natureza (Não invasivo (confinado aos ductos), Precursor do carcinoma invasivo, Sem potencial metastático); Apresentação clínica (Assintomático, Exame físico normal, Sem massa palpável); Diagnóstico (Mamografia: microcalcificações agrupadas, Biópsia percutânea confirma); Tratamento (Cirurgia conservadora + radioterapia, Mastectomia (casos extensos))
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão a apresentação clássica do CDIS: microcalcificações visíveis na mamografia, sem formação de massa palpável. O CDIS é uma lesão não invasiva, restrita aos ductos, que não cria tumor palpável; as microcalcificações são o achado mamográfico típico, resultantes de necrose e calcificação dentro dos ductos. É a alternativa que espelha a realidade clínica e diagnóstica da doença.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Nódulo sólido e móvel com bordas bem definidas é a descrição clássica do fibroadenoma, o tumor benigno mais comum da mama em mulheres jovens. O CDIS não forma nódulo palpável — e, quando há massa, já se trata de carcinoma invasivo. A banca troca a apresentação do CDIS pela de uma lesão benigna.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Massa quística com conteúdo líquido claro e bem delimitada descreve o cisto simples da mama, lesão benigna comum, que na ultrassonografia aparece como estrutura anecoica com paredes finas. O CDIS não é cístico e não se apresenta como massa palpável. A alternativa confunde o CDIS com uma lesão cística benigna.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Placa eritematosa com ulceração e drenagem sero-sanguinolenta é a apresentação de carcinoma de mama avançado (T4b) ou de doença de Paget do mamilo quando há ulceração. O CDIS, por ser não invasivo, não ulcera a pele nem drena secreção — esses sinais indicam doença localmente avançada, com invasão da pele. A alternativa descreve um estágio muito mais grave, não o CDIS.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Nodulação dolorosa associada a secreção purulenta pelo mamilo é típica de mastite (infecção da mama), geralmente em mulheres lactantes, com dor, eritema e secreção purulenta. O CDIS não é doloroso nem causa secreção purulenta — secreção pelo mamilo pode ocorrer em papiloma intraductal ou carcinoma, mas não purulenta e não associada a nódulo doloroso. A alternativa descreve um processo inflamatório/infeccioso, não uma neoplasia não invasiva.