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Questão de Medicina — Dermatologia — Avança SP 2025

MedicinaDermatologia
Código
qg416532
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Oftalmologista
No manejo da episclerite recorrente associada a doenças autoimunes, o medicamento sistêmico mais indicado para controle da inflamação moderada a grave é:
  1. APrednisona oral.
  2. BMetotrexato em baixa dose.
  3. CHidroxicloroquina oral.
  4. DCiclofosfamida oral.
  5. EAzatioprina oral.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Prednisona oral.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Episclerite recorrente e imunossupressão sistêmica

Gabarito: letra A. Na episclerite recorrente associada a doenças autoimunes, o controle da inflamação moderada a grave é feito com prednisona oral, o glicocorticoide sistêmico de ação rápida e potente, que atua como ponte terapêutica enquanto os imunossupressores poupadores de corticoides (metotrexato, azatioprina) atingem efeito pleno. A questão testa a hierarquia do tratamento: o corticoide sistêmico é a primeira linha para inflamação moderada a grave, enquanto os imunossupressores são adjuvantes ou opções para manutenção e redução gradual do corticoide.

A episclerite é uma inflamação da episclera, a camada superficial do olho, geralmente autolimitada e benigna, mas que pode recorrer em pacientes com doenças autoimunes de base, como artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico, espondilite anquilosante e doença inflamatória intestinal. O tratamento visa controlar o processo inflamatório e prevenir complicações, como a evolução para esclerite, que é mais grave e pode levar à perda visual. A escolha do medicamento depende da gravidade e da recorrência: casos leves respondem a anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) tópicos ou sistêmicos e lubrificantes oculares; casos moderados a graves, ou recorrentes, exigem terapia sistêmica mais potente.

A prednisona oral é o glicocorticoide de escolha para o controle rápido da inflamação moderada a grave. Ela age inibindo a fosfolipase A2, reduzindo a produção de prostaglandinas e leucotrienos, e suprimindo a resposta imune celular e humoral. Seu efeito é rápido, geralmente em 24 a 48 horas, o que a torna ideal para o controle agudo. No entanto, seu uso prolongado está associado a efeitos adversos significativos, como ganho de peso, hipertensão, hiperglicemia, osteoporose e supressão do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Por isso, a estratégia é usar a prednisona em dose suficiente para controlar a inflamação e, em seguida, reduzir gradualmente a dose, introduzindo um imunossupressor poupador de corticoide para manutenção.

Os imunossupressores (metotrexato, azatioprina, ciclofosfamida, hidroxicloroquina) têm papel importante no tratamento de doenças autoimunes, mas não são a primeira escolha para o controle agudo da inflamação moderada a grave. O metotrexato em baixa dose e a azatioprina são usados como agentes poupadores de corticoides, ou seja, são adicionados ao tratamento para permitir a redução gradual da dose de prednisona e manter o controle da doença a longo prazo. Eles têm início de ação lento, levando de 4 a 8 semanas para atingir efeito pleno, o que os torna inadequados para o controle imediato da inflamação. A hidroxicloroquina é um antimalárico com propriedades imunomoduladoras, usada principalmente em doenças como lúpus e artrite reumatoide, mas não é o medicamento de escolha para o controle agudo da episclerite. A ciclofosfamida é um imunossupressor potente, reservado para casos graves e refratários, como vasculites sistêmicas, devido ao seu perfil de toxicidade significativo.

A pegadinha da questão está em confundir o papel dos imunossupressores com o do corticoide. O candidato pode ser tentado a escolher o metotrexato ou a azatioprina por serem "imunossupressores" e, portanto, adequados para doenças autoimunes. No entanto, a questão pede o medicamento "mais indicado para controle da inflamação moderada a grave", o que remete ao controle agudo, e não à manutenção. A prednisona oral é a única opção que oferece ação rápida e potente para esse fim. Os imunossupressores são adjuvantes, usados em conjunto com o corticoide para permitir a redução gradual da dose e evitar os efeitos adversos do uso prolongado.

Guarde a hierarquia: corticoide sistêmico (prednisona) para controle agudo da inflamação moderada a grave; imunossupressor (metotrexato, azatioprina) para manutenção e poupança de corticoide. É exatamente essa distinção que separa a alternativa correta das demais.

1Controle agudo (moderado a grave)
Prednisona oral (ação rápida)
2Manutenção (poupador de corticoide)
Metotrexato
Azatioprina
3Casos refratários
Ciclofosfamida
4Casos leves
AINEs tópicos/sistêmicos
Episclerite recorrente (autoimune)
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Episclerite recorrente (autoimune): Controle agudo (moderado a grave) (Prednisona oral (ação rápida)); Manutenção (poupador de corticoide) (Metotrexato, Azatioprina); Casos refratários (Ciclofosfamida); Casos leves (AINEs tópicos/sistêmicos)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A prednisona oral é o glicocorticoide sistêmico de primeira linha para o controle da inflamação moderada a grave na episclerite recorrente associada a doenças autoimunes. Sua ação anti-inflamatória rápida e potente a torna a escolha ideal para o manejo agudo, permitindo o controle dos sintomas e prevenindo a progressão para esclerite. O uso é feito em dose suficiente para controlar a inflamação, com redução gradual posterior e introdução de imunossupressor poupador de corticoide, se necessário.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O metotrexato em baixa dose é um imunossupressor usado como agente poupador de corticoide na manutenção do tratamento de doenças autoimunes, não para o controle agudo da inflamação moderada a grave. Seu início de ação é lento (4 a 8 semanas), o que o torna inadequado para o controle imediato da episclerite. Ele é adicionado ao tratamento após o controle inicial com corticoide, para permitir a redução gradual da dose de prednisona.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A hidroxicloroquina oral é um antimalárico com propriedades imunomoduladoras, usada principalmente em doenças como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide. Não é o medicamento de escolha para o controle agudo da inflamação moderada a grave na episclerite. Seu papel é mais voltado para o tratamento de base da doença autoimune, não para o controle imediato da inflamação ocular.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A ciclofosfamida oral é um imunossupressor potente, reservado para casos graves e refratários, como vasculites sistêmicas com envolvimento de órgãos vitais. Devido ao seu perfil de toxicidade significativo (mielossupressão, cistite hemorrágica, risco de neoplasias), não é a primeira escolha para o controle da episclerite moderada a grave. Seu uso é restrito a situações em que outros tratamentos falharam ou em doenças autoimunes graves com risco de vida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A azatioprina oral é um imunossupressor usado como agente poupador de corticoide na manutenção do tratamento de doenças autoimunes, semelhante ao metotrexato. Seu início de ação é lento, o que a torna inadequada para o controle agudo da inflamação moderada a grave. Ela é adicionada ao tratamento após o controle inicial com corticoide, para permitir a redução gradual da dose de prednisona e manter o controle da doença a longo prazo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o papel do corticoide e o dos imunossupressores. O candidato pode ser tentado a escolher o metotrexato ou a azatioprina por serem "imunossupressores" e, portanto, adequados para doenças autoimunes. No entanto, a questão pede o medicamento para o controle agudo da inflamação moderada a grave, o que remete à ação rápida e potente da prednisona. Os imunossupressores são adjuvantes, usados para manutenção e poupança de corticoide, não para o controle imediato. Com treino, você enxerga essa distinção de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de tratamento de doenças autoimunes, monte uma tabela mental com a hierarquia terapêutica: controle agudo (corticoide sistêmico) → manutenção (imunossupressor poupador de corticoide) → casos refratários (imunossupressor potente, como ciclofosfamida). Isso ajuda a identificar rapidamente o papel de cada medicamento na questão.

Gabarito: letra A

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