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Questão de Medicina — Oftalmologia — Avança SP 2025

MedicinaOftalmologia
Código
qg416533
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Oftalmologista
Paciente de 25 anos, sexo masculino, queixa-se de dificuldade para enxergar de longe, principalmente à noite. Refere que a dificuldade vem piorando progressivamente há cerca de 2 anos. Nega outras queixas oculares. Ao exame oftalmológico, apresenta acuidade visual sem correção de 20/200 em ambos os olhos, melhora com o teste de furo de estenopeico e refração de -3,00 DE esférico em ambos os olhos. Considerando o caso descrito, qual a principal hipótese diagnóstica e a conduta mais adequada?
  1. AMiopia; prescrever óculos com lentes esféricas divergentes para correção óptica.
  2. BHipermetropia; prescrever óculos com lentes esféricas convergentes para correção óptica.
  3. CAstigmatismo; prescrever óculos com lentes cilíndricas para correção óptica.
  4. DPresbiopia; prescrever óculos com lentes bifocais para correção óptica.
  5. ECatarata; encaminhar para avaliação e tratamento cirúrgico.
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GabaritoA — Miopia; prescrever óculos com lentes esféricas divergentes para correção óptica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Miopia: diagnóstico e conduta

Gabarito: letra A. O quadro é de miopia — dificuldade para visão de longe, piora noturna, acuidade visual reduzida que melhora com o teste do furo estenopeico e refração de -3,00 DE (dioptrias esféricas negativas) — e a conduta é a prescrição de óculos com lentes esféricas divergentes (negativas) para correção óptica. A miopia é uma ametropia em que a imagem se forma antes da retina, sendo corrigida por lentes divergentes, conforme os princípios da refração ocular.

A miopia é um dos vícios de refração (ametropias), que também incluem a hipermetropia e o astigmatismo. No olho míope, o globo ocular é mais longo ou o poder refrativo da córnea/cristalino é excessivo, fazendo com que os raios de luz paralelos provenientes de objetos distantes se focalizem antes da retina. Por isso, o paciente enxerga bem de perto, mas tem dificuldade para longe. A queixa de piora à noite é típica, pois com pouca luz a pupila dilata, aumentando as aberrações ópticas e reduzindo a profundidade de foco, o que prejudica ainda mais a visão de longe.

O teste do furo estenopeico (pin hole) é fundamental no raciocínio diagnóstico: ao selecionar apenas os raios centrais, ele reduz as aberrações e melhora a acuidade visual nos casos de defeitos ópticos (ametropias), mas não melhora quando a causa é patológica (catarata, doenças de retina, ambliopia, etc.). No caso, a melhora com o estenopeico confirma que se trata de um vício de refração corrigível com lentes.

A refração de -3,00 DE (dioptrias esféricas) indica miopia: o sinal negativo representa lente divergente (côncava), que afasta os raios de luz e desloca o foco para a retina. A conduta inicial para miopia não complicada é a correção óptica com óculos ou lentes de contato — não há indicação cirúrgica de primeira linha, exceto em casos selecionados (cirurgia refrativa) após avaliação criteriosa.

A distinção crucial que separa as alternativas é o sinal da dioptria e o tipo de lente: miopia = lente divergente (negativa); hipermetropia = lente convergente (positiva); astigmatismo = lente cilíndrica; presbiopia = lente para perto (bifocal/progressiva). A banca explora exatamente essa confusão entre os vícios de refração e suas correções.

1Miopia
Imagem antes da retina
Refração negativa (-3,00 DE)
Correção: lente divergente
2Hipermetropia
Imagem depois da retina
Refração positiva
Correção: lente convergente
3Astigmatismo
Meridianos com poderes diferentes
Correção: lente cilíndrica
4Presbiopia
Perda da acomodação (após 40 anos)
Correção: lente para perto
5Teste do furo estenopeico
Melhora → ametropia
Não melhora → patologia (catarata, retina)
Ametropias (vícios de refração)
LEVELsoulevel.com.br
Ametropias (vícios de refração): Miopia (Imagem antes da retina, Refração negativa (-3,00 DE), Correção: lente divergente); Hipermetropia (Imagem depois da retina, Refração positiva, Correção: lente convergente); Astigmatismo (Meridianos com poderes diferentes, Correção: lente cilíndrica); Presbiopia (Perda da acomodação (após 40 anos), Correção: lente para perto); Teste do furo estenopeico (Melhora → ametropia, Não melhora → patologia (catarata, retina))

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa identifica corretamente a miopia e prescreve lentes esféricas divergentes. A refração de -3,00 DE (negativa) é o achado clássico da miopia, e a lente divergente (côncava) é a correção adequada, pois desloca o foco da imagem de antes da retina para exatamente sobre ela. A conduta de prescrever óculos é a mais adequada para um paciente jovem com miopia não complicada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao diagnosticar hipermetropia. Na hipermetropia, a imagem se forma depois da retina, e a correção é feita com lentes convergentes (positivas). O sinal negativo da refração (-3,00 DE) é incompatível com hipermetropia, que exigiria sinal positivo. A banca troca o sinal da dioptria e o tipo de lente, uma armadilha clássica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao diagnosticar astigmatismo. No astigmatismo, há uma diferença de poder refrativo entre os meridianos oculares, causando visão distorcida tanto para perto quanto para longe, e a correção é feita com lentes cilíndricas. O enunciado não menciona distorção de imagem nem refração cilíndrica — apenas refração esférica negativa, o que aponta para miopia pura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao diagnosticar presbiopia. A presbiopia é a perda da acomodação relacionada à idade, que ocorre tipicamente após os 40 anos, causando dificuldade para visão de perto. O paciente tem 25 anos e queixa-se de dificuldade para longe, o que é incompatível com presbiopia. A correção seria com lentes para perto (bifocais ou progressivas), não com lentes divergentes.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao diagnosticar catarata. A catarata é a opacificação do cristalino, que causa diminuição da acuidade visual sem melhora com o furo estenopeico, pois o problema é a transparência do meio, não um defeito de refração. O teste do estenopeico positivo (melhora da visão) e a refração de -3,00 DE indicam claramente um vício de refração, não uma opacificação. Além disso, a catarata é mais comum em idosos, e o paciente tem 25 anos.

NÃO CAIA NESSA!

A banca adora inverter o sinal da dioptria e o tipo de lente. Aqui, a pegadinha está em trocar miopia (lente divergente, sinal negativo) por hipermetropia (lente convergente, sinal positivo). O candidato que decora "miopia = lente negativa" sem entender o mecanismo pode cair na alternativa B. Lembre-se: o sinal negativo na refração é o gatilho para miopia.

PEGA ESSA DICA!

Para não errar, associe o sinal da refração ao tipo de lente: negativo = divergente = miopia; positivo = convergente = hipermetropia. E lembre-se: o teste do furo estenopeico melhora a visão em qualquer ametropia, mas não em doenças como catarata ou retinopatias. Se o estenopeico não melhora, pense em patologia.

Gabarito: letra A

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