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Questão de Medicina — Angiologia — Avança SP 2025

MedicinaAngiologia
Código
qg416559
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Ultrassonografista
Na avaliação ultrassonográfica de um paciente com suspeita de trombose venosa profunda (TVP) em membro inferior, assinale a alternativa que descreve corretamente o achado mais específico para diferenciar uma TVP aguda de uma TVP crônica recanalizada:
  1. APresença de material ecogênico intraluminal na veia femoral comum.
  2. BAusência de compressibilidade venosa no segmento poplíteo.
  3. CVisualização de fluxo colateral perivenoso ao Doppler colorido.
  4. DAumento do diâmetro venoso em comparação com o membro contralateral.
  5. EHeterogeneidade do trombo com áreas hipoecogênicas centrais.
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GabaritoE — Heterogeneidade do trombo com áreas hipoecogênicas centrais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ultrassonografia na TVP: diferenciando trombo agudo de crônico recanalizado

Gabarito: letra E. Na avaliação ultrassonográfica, o achado mais específico para diferenciar uma TVP aguda de uma TVP crônica recanalizada é a heterogeneidade do trombo com áreas hipoecogênicas centrais — o trombo agudo tende a ser hipoecogênico e homogêneo, enquanto o trombo crônico recanalizado apresenta ecotextura heterogênea, com áreas de recanalização central hipoecogênicas. Essa distinção é fundamental porque, como o próprio material de apoio destaca, "tromboses crônicas recanalizadas (que talvez não necessitem de anticoagulação) não são diferenciadas de trombos agudos, uma vez que em ambos os casos não existe compressão total da veia avaliada" — ou seja, a compressibilidade venosa, embora seja o critério diagnóstico mais importante para TVP, não diferencia agudo de crônico.

A ultrassonografia com Doppler é o exame de primeira linha para o diagnóstico de TVP proximal sintomática, com sensibilidade de 97% e especificidade de 94%. O princípio básico é a compressão venosa: a veia normal colapsa totalmente com a pressão do transdutor; na presença de trombo, a veia não colapsa. Porém, essa não compressibilidade ocorre tanto na TVP aguda quanto na crônica, pois em ambas há material intraluminal que impede o colapso. A diferenciação entre trombo agudo e crônico recanalizado se dá pela análise da ecotextura do material intraluminal e pelo padrão de fluxo ao Doppler.

O trombo agudo (menos de 14 dias) é tipicamente hipoecogênico e homogêneo, com a veia dilatada e paredes finas. Já o trombo crônico (mais de 6 meses) é hiperecogênico e heterogêneo, com a veia de paredes espessadas e calibre reduzido. A recanalização, que ocorre ao longo de semanas a meses, cria canais de fluxo dentro do trombo, que aparecem como áreas hipoecogênicas centrais ao ultrassom — exatamente o que a alternativa E descreve. Esses canais de recanalização são o achado mais específico para identificar um trombo crônico recanalizado, pois representam a restauração parcial do fluxo sanguíneo dentro do vaso previamente ocluído.

Na prática, o examinador deve avaliar: (1) a compressibilidade venosa (critério principal para TVP), (2) a ecogenicidade e homogeneidade do material intraluminal, (3) o diâmetro venoso comparado ao membro contralateral, e (4) o padrão de fluxo ao Doppler colorido. A combinação desses achados permite não apenas confirmar a TVP, mas também estimar a idade do trombo — informação crucial para decidir a conduta terapêutica, já que trombos crônicos recanalizados podem não necessitar de anticoagulação.

A pegadinha desta questão está em confundir os achados que indicam presença de TVP (não compressibilidade, material ecogênico, aumento do diâmetro) com os achados que diferenciam agudo de crônico (ecotextura do trombo, padrão de recanalização). As alternativas A, B e D são critérios diagnósticos de TVP em geral, mas não distinguem a fase do trombo. A alternativa C (fluxo colateral) pode aparecer em ambas as fases, sendo mais um sinal de TVP estabelecida do que um marcador de cronicidade. A alternativa E é a única que descreve especificamente o processo de recanalização, que é a marca do trombo crônico.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre "critério diagnóstico de TVP" e "critério de diferenciação agudo × crônico". As alternativas A, B e D são achados que confirmam a presença de TVP (não compressibilidade, trombo ecogênico, veia dilatada), mas não dizem nada sobre a idade do trombo. O candidato que memoriza apenas o critério de compressibilidade cai na alternativa B, que é o achado mais importante para diagnosticar TVP, mas não para diferenciar a fase. A chave é lembrar que a recanalização — com seus canais centrais hipoecogênicos — é o fenômeno que marca a cronicidade.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A presença de material ecogênico intraluminal indica a existência de trombo, mas não diferencia agudo de crônico. Tanto o trombo agudo quanto o crônico podem ser ecogênicos ao ultrassom. O trombo agudo tende a ser hipoecogênico, enquanto o crônico tende a ser hiperecogênico — mas essa é uma tendência, não um critério específico. O achado de material ecogênico apenas confirma a presença de TVP, não sua fase.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ausência de compressibilidade venosa é o critério diagnóstico mais importante para TVP, mas não diferencia agudo de crônico. Como o próprio material de apoio afirma, "tromboses crônicas recanalizadas não são diferenciadas de trombos agudos, uma vez que em ambos os casos não existe compressão total da veia avaliada". Ou seja, a não compressibilidade está presente nas duas fases, sendo um achado de TVP, não de cronicidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A visualização de fluxo colateral perivenoso ao Doppler colorido é um achado que pode ocorrer na TVP estabelecida, tanto aguda quanto crônica. As veias colaterais se desenvolvem como mecanismo compensatório à obstrução venosa, mas sua presença não é específica para determinar a idade do trombo. Não é o achado mais específico para diferenciar agudo de crônico recanalizado.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O aumento do diâmetro venoso em comparação com o membro contralateral é um achado típico da TVP aguda, pois a veia se dilata devido à obstrução e ao acúmulo de sangue proximal ao trombo. Porém, na TVP crônica, a veia tende a ter calibre reduzido ou normal, com paredes espessadas. Embora a dilatação seja mais característica da fase aguda, não é o achado mais específico para diferenciar as duas fases — a ecotextura do trombo e o padrão de recanalização são mais específicos.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A heterogeneidade do trombo com áreas hipoecogênicas centrais descreve exatamente o processo de recanalização que ocorre no trombo crônico. Com o tempo, o trombo sofre retração e lise parcial, criando canais de fluxo no seu interior. Esses canais aparecem como áreas hipoecogênicas centrais ao ultrassom, contrastando com o material trombótico mais ecogênico ao redor. Esse é o achado ultrassonográfico mais específico para identificar um trombo crônico recanalizado, pois representa a restauração parcial do fluxo dentro do vaso — fenômeno que não ocorre no trombo agudo, que é homogêneo e hipoecogênico.

Gabarito: letra E

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