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Questão de Medicina — Urologia — Avança SP 2025

MedicinaUrologia
Código
qg416570
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista
Em relação à avaliação de paciente masculino, 28 anos, apresentando uretrite não gonocócica persistente após tratamento com Azitromicina 1g dose única, com PCR negativo para Chlamydia trachomatis, cultura específica positiva para Ureaplasma urealyticum com resistência a macrolídeos e parceira sexual com cultura também positiva, analise a correlação entre perfil microbiológico e conduta terapêutica:
  1. AA resistência aos macrolídeos determina necessariamente o uso de Levofloxacino por 14 dias, independentemente do antibiograma específico.
  2. BO tratamento deve ser baseado exclusivamente na sintomatologia do paciente, desconsiderando o status da parceira sexual.
  3. CA presença de Ureaplasma em cultura contraindica o uso de Doxiciclina, independentemente do padrão de sensibilidade.
  4. DO manejo terapêutico deve considerar perfil de resistência antimicrobiana, tratamento simultâneo do casal e seguimento microbiológico para confirmação de cura.
  5. EA persistência de sintomas após tratamento inicial indica necessariamente associação com outros patógenos, dispensando teste de resistência.
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GabaritoD — O manejo terapêutico deve considerar perfil de resistência antimicrobiana, tratamento simultâneo do casal e seguimento microbiológico para confirmação de cura.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Uretrite não gonocócica persistente: manejo baseado em perfil de resistência e tratamento do casal

Gabarito: letra D. O manejo da uretrite não gonocócica persistente deve considerar o perfil de resistência antimicrobiana, o tratamento simultâneo do casal e o seguimento microbiológico para confirmação de cura — exatamente o que a alternativa D descreve. A conduta correta não é padronizada nem baseada apenas em sintomas, mas sim guiada pela identificação do agente e seu antibiograma, com abordagem conjunta da parceria sexual para evitar reinfecção.

A uretrite não gonocócica (UNG) é uma síndrome clínica caracterizada por corrimento uretral e disúria, na qual a bacterioscopia, cultura e biologia molecular são negativas para Neisseria gonorrhoeae. Os principais agentes etiológicos incluem Chlamydia trachomatis (responsável por cerca de 50% dos casos), Mycoplasma genitalium, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis e Trichomonas vaginalis. O tratamento de primeira linha para UNG é azitromicina 1g em dose única ou doxiciclina 100mg 2x/dia por 7 dias.

Quando há persistência dos sintomas após o tratamento inicial, o protocolo do Ministério da Saúde orienta investigar as causas listadas no Quadro 36, que incluem: reexposição a parceria sexual não tratada, infecção por outros patógenos, presença de organismos resistentes, medicamentos incorretamente tomados, entre outras. Nesses casos, deve-se realizar avaliação por história clínica e, descartadas reinfecção ou tratamento inadequado, pesquisar agentes não suscetíveis ao tratamento anterior, como M. genitalium, T. vaginalis e U. urealyticum.

O caso apresentado ilustra exatamente essa situação: paciente com UNG persistente após azitromicina, com PCR negativo para clamídia, cultura positiva para U. urealyticum com resistência a macrolídeos e parceira também positiva. A conduta correta envolve:

  1. Considerar o antibiograma: a resistência aos macrolídeos contraindica o uso de azitromicina e orienta a escolha de outra classe, como tetraciclina (doxiciclina) ou fluoroquinolona (levofloxacino), conforme sensibilidade.

  2. Tratar o casal simultaneamente: a parceira com cultura positiva é fonte de reinfecção; tratá-la é essencial para a cura do paciente.

  3. Seguimento microbiológico: após o tratamento, é necessário confirmar a erradicação do agente para garantir a cura e evitar transmissão.

A alternativa D sintetiza corretamente esses três pilares do manejo. As demais alternativas apresentam erros conceituais: a A impõe levofloxacino por 14 dias independentemente do antibiograma (a escolha deve ser guiada pela sensibilidade); a B ignora o status da parceira (fundamental para evitar reinfecção); a C contraindica doxiciclina independentemente da sensibilidade (o que é incorreto, pois a doxiciclina pode ser opção se o microrganismo for sensível); e a E afirma que persistência de sintomas indica necessariamente associação com outros patógenos, dispensando teste de resistência (o que contraria a necessidade de investigar resistência).

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a tendência de o candidato escolher uma alternativa que pareça "técnica" (como a A, que cita levofloxacino por 14 dias) sem considerar que a conduta deve ser individualizada pelo antibiograma. A pegadinha está em trocar o princípio da terapia guiada por cultura por um esquema fixo. Lembre-se: em uretrite persistente, o tratamento é dirigido pelo agente isolado e sua sensibilidade, não por protocolo cego.

Manejo da uretrite não gonocócica persistente
  • 1Investigar causas
    • Reinfecção (parceira não tratada)
    • Resistência antimicrobiana
    • Outros patógenos
    • Uso incorreto da medicação
  • 2Conduta correta
    • Antibiograma guia a escolha
    • Tratar o casal simultaneamente
    • Seguimento microbiológico (cura)
  • 3Erros comuns
    • Esquema fixo sem antibiograma
    • Ignorar status da parceira
    • Contraindicar classe sem sensibilidade
    • Dispensar teste de resistência
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a resistência aos macrolídeos determina necessariamente o uso de Levofloxacino por 14 dias, independentemente do antibiograma. Isso é incorreto: a escolha do antibiótico deve ser baseada no teste de sensibilidade do microrganismo isolado. Embora a resistência a macrolídeos contraindique azitromicina, a alternativa adequada pode ser doxiciclina (se sensível) ou outra fluoroquinolona, conforme o perfil de resistência. Não há indicação de levofloxacino fixo por 14 dias sem considerar o antibiograma.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que o tratamento deve ser baseado exclusivamente na sintomatologia do paciente, desconsiderando o status da parceira sexual. Isso é incorreto: o tratamento da parceria sexual é fundamental para evitar reinfecção e quebrar a cadeia de transmissão. O protocolo do Ministério da Saúde orienta tratar o casal simultaneamente e recomenda abstinência sexual até a conclusão do tratamento de ambos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que a presença de Ureaplasma em cultura contraindica o uso de Doxiciclina, independentemente do padrão de sensibilidade. Isso é incorreto: a doxiciclina é uma opção válida para UNG, e sua utilização deve ser decidida com base no antibiograma. Se o U. urealyticum for sensível à doxiciclina, ela pode ser usada; a contraindicação só se aplica se houver resistência demonstrada.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D está correta ao afirmar que o manejo terapêutico deve considerar o perfil de resistência antimicrobiana, o tratamento simultâneo do casal e o seguimento microbiológico para confirmação de cura. Isso reflete a conduta recomendada para uretrite persistente: identificar o agente, testar sensibilidade, tratar o paciente e a parceria, e confirmar a erradicação após o tratamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que a persistência de sintomas após tratamento inicial indica necessariamente associação com outros patógenos, dispensando teste de resistência. Isso é incorreto: a persistência pode ser devida a resistência do microrganismo ao antibiótico usado, reinfecção por parceria não tratada, ou outros fatores. O teste de resistência é essencial para guiar a nova escolha terapêutica, e não deve ser dispensado.

Gabarito: letra D

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