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Questão de Medicina — Urologia — Avança SP 2025

MedicinaUrologia
Código
qg416571
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista
Na avaliação de uma massa testicular sólida em um homem jovem, o exame de imagem inicial indicado para confirmar a presença da lesão e avaliar suas características é:
  1. ATomografia computadorizada (TC) do abdome e pelve.
  2. BUltrassonografia testicular com Doppler colorido.
  3. CRessonância magnética (RM) da região escrotal.
  4. DRadiografia da pelve.
  5. ECintilografia óssea.
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GabaritoB — Ultrassonografia testicular com Doppler colorido.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Massa testicular: o papel da ultrassonografia com Doppler

Gabarito: letra B. Na avaliação inicial de uma massa testicular sólida em homem jovem, o exame de imagem de escolha é a ultrassonografia (US) testicular com Doppler colorido, pois é o método mais sensível e específico para caracterizar a lesão (sólida vs. cística), avaliar a vascularização e diferenciar tumor de outras causas (como torção ou epididimite). A US é o primeiro exame indicado, conforme a conduta urológica padrão, antes de qualquer outro método como TC, RM ou cintilografia.

O câncer de testículo é a neoplasia sólida mais comum em homens jovens (15–35 anos), e a maioria das massas testiculares sólidas é maligna. O diagnóstico precoce depende da suspeita clínica — massa endurecida e indolor à palpação — e da confirmação por imagem. A ultrassonografia de bolsa escrotal é o exame inicial obrigatório: ela confirma a presença da lesão, distingue se é intratesticular ou extratesticular, caracteriza a ecogenicidade (sólida, cística ou mista) e, com o Doppler colorido, avalia o fluxo sanguíneo, o que ajuda a diferenciar tumor (geralmente hipervascularizado) de processos inflamatórios ou torção (com fluxo ausente ou diminuído).

A TC de abdome e pelve não é o exame inicial para a massa testicular em si; ela tem papel no estadiamento após o diagnóstico, para avaliar linfonodos retroperitoneais e metástases. A RM escrotal é um método de segunda linha, usado quando a US é inconclusiva ou para melhor caracterização de lesões específicas. A radiografia da pelve e a cintilografia óssea não têm indicação na avaliação inicial de massa testicular — a cintilografia óssea, por exemplo, só entraria na investigação de metástases ósseas em casos avançados.

A principal pegadinha desta questão é confundir o exame de diagnóstico inicial (US com Doppler) com o exame de estadiamento (TC de abdome e pelve). O candidato que sabe que o câncer de testículo metastatiza para linfonodos retroperitoneais pode ser tentado a marcar a TC, mas ela vem depois, nunca antes da US. A US é rápida, barata, sem radiação ionizante e altamente precisa — por isso é o padrão-ouro para a avaliação inicial da bolsa escrotal.

Guarde a sequência: suspeita clínica → US com Doppler (confirma e caracteriza) → orquiectomia radical com biópsia (diagnóstico definitivo) → TC de abdome e pelve (estadiamento). É essa ordem que separa as alternativas.

  1. 1Suspeita clínica
  2. 2US com Doppler (inicial)
  3. 3Orquiectomia + biópsia (definitivo)
  4. 4TC abdome/pelve (estadiamento)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A TC de abdome e pelve é o exame de estadiamento do câncer de testículo, não o exame inicial para confirmar a lesão. Ela avalia linfonodos retroperitoneais e metástases à distância, mas não é o método de escolha para caracterizar a massa testicular em si — a US é superior para isso, além de não expor o paciente à radiação.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A ultrassonografia testicular com Doppler colorido é o exame inicial indicado para confirmar a presença da lesão e avaliar suas características. Ela distingue massa sólida de cística, determina se a lesão é intratesticular ou extratesticular e, com o Doppler, avalia a vascularização — essencial para diferenciar tumor (hipervascularizado) de torção (fluxo ausente) ou epididimite (fluxo aumentado). É o método de escolha pela alta sensibilidade, baixo custo e ausência de radiação.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A RM da região escrotal é um método de segunda linha, reservado para casos em que a US é inconclusiva ou para melhor caracterização de lesões específicas (como tumores de células de Sertoli ou Leydig). Não é o exame inicial de rotina — é mais cara, menos disponível e não substitui a US na avaliação primária.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A radiografia da pelve não tem indicação na avaliação de massa testicular. Ela não visualiza adequadamente as estruturas escrotais e não fornece informações sobre a natureza da lesão. É um exame obsoleto para esse contexto clínico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A cintilografia óssea é utilizada apenas na investigação de metástases ósseas em casos avançados de câncer de testículo (ou outros tumores). Não tem papel no diagnóstico inicial da massa testicular — seria um exame de estadiamento tardio, nunca o primeiro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre o exame de diagnóstico e o de estadiamento. A TC de abdome e pelve (alternativa A) é um excelente distrator porque o candidato sabe que o câncer de testículo metastatiza para linfonodos retroperitoneais — mas ela vem depois da US, nunca antes. Lembre-se: US com Doppler primeiro, TC depois.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de imagem em urologia, monte o fluxo mental: massa testicular → US com Doppler (inicial) → orquiectomia + biópsia (definitivo) → TC abdome/pelve (estadiamento) → RM (segunda linha) → cintilografia óssea (metástase óssea). Essa sequência resolve a maioria das questões sobre o tema.

Gabarito: letra B

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