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Questão de Medicina — Nefrologia — Avança SP 2025

MedicinaNefrologia
Código
qg416572
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista
No diagnóstico de nefrolitíase em pacientes adultos, o exame de imagem de escolha para avaliar a presença de cálculos renais, tamanho e localização com alta sensibilidade e especificidade é:
  1. ARadiografia simples de abdome (Raio-X).
  2. BUltrassonografia renal e vesical.
  3. CTomografia computadorizada (TC) sem contraste.
  4. DUrografia excretora.
  5. ERessonância magnética (RM) do trato urinário.
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GabaritoC — Tomografia computadorizada (TC) sem contraste.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Nefrolitíase: exame de imagem de escolha

Gabarito: letra C. Na suspeita de nefrolitíase em adultos, a tomografia computadorizada (TC) sem contraste é o exame de imagem de escolha para avaliar a presença, o tamanho e a localização dos cálculos renais, por apresentar alta sensibilidade e especificidade, conforme as diretrizes de urologia e nefrologia. A TC helicoidal sem contraste tem sensibilidade de cerca de 96% e especificidade próxima de 100%, superando a urografia excretora (sensibilidade de 87%) e a ultrassonografia, que, embora tenha alta especificidade, apresenta sensibilidade inferior, especialmente para cálculos ureterais.

A nefrolitíase é uma condição frequente na prática clínica, caracterizada pela presença de cálculos no trato urinário, que podem causar desde dor lombar em cólica até obstrução e infecção. O diagnóstico por imagem é essencial não apenas para confirmar a presença do cálculo, mas também para determinar seu tamanho, localização e a presença de complicações, como hidronefrose. A escolha do método de imagem deve equilibrar acurácia diagnóstica, disponibilidade, custo e exposição à radiação.

A TC sem contraste tornou-se o padrão-ouro no diagnóstico da cólica nefrética e da nefrolitíase. Sua alta sensibilidade permite identificar cálculos de até 1-2 mm, inclusive os radiotransparentes (como os de ácido úrico), que não são visíveis na radiografia simples. Além disso, a TC fornece informações sobre a anatomia renal, a presença de hidronefrose e outras causas de dor abdominal, auxiliando no diagnóstico diferencial. O uso de contraste é desnecessário e pode até diminuir a sensibilidade para cálculos pequenos, além de expor o paciente ao risco de nefrotoxicidade.

A ultrassonografia, por sua vez, é um exame seguro, sem radiação e de menor custo, sendo a modalidade de escolha em grupos especiais, como gestantes e crianças. No entanto, sua sensibilidade para cálculos ureterais é baixa (cerca de 45%), o que limita seu uso como exame inicial em adultos com alta suspeita de nefrolitíase. A radiografia simples de abdome tem sensibilidade variável (55-90%), dependendo da composição do cálculo, e não detecta cálculos radiotransparentes. A urografia excretora, embora historicamente utilizada, foi amplamente substituída pela TC, pois requer contraste venoso e tem menor sensibilidade. A ressonância magnética não é indicada para a avaliação de cálculos, pois estes apresentam baixo sinal e são difíceis de visualizar, sendo útil apenas para outras condições retroperitoneais.

A escolha do exame de imagem na nefrolitíase é um tema recorrente em provas de residência e concursos, e a banca explora a comparação entre os métodos, especialmente a superioridade da TC sem contraste. A pegadinha mais comum é confundir a TC com a ultrassonografia, que é o exame inicial em gestantes, ou com a urografia excretora, que caiu em desuso. É fundamental memorizar os valores de sensibilidade e especificidade de cada método e as situações específicas em que cada um é preferido.

Guarde a hierarquia dos exames de imagem na nefrolitíase: TC sem contraste é o padrão-ouro; ultrassonografia é a alternativa em gestantes e crianças; radiografia simples é útil para acompanhamento de cálculos radiopacos; e urografia excretora e RM têm papéis limitados. É exatamente essa hierarquia que as alternativas exploram.

Nefrolitíase: exames de imagem
  • 1TC sem contraste
    • Padrão-ouro em adultos
    • Sensibilidade 96%
    • Especificidade ~100%
    • Detecta cálculos radiotransparentes
  • 2Ultrassonografia
    • Gestantes e crianças
    • Baixa sensibilidade p/ ureter (~45%)
  • 3Radiografia simples
    • Só cálculos radiopacos
    • Acompanhamento
  • 4Urografia excretora
    • Em desuso
    • Requer contraste
  • 5Ressonância magnética
    • Não indicada p/ cálculos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A radiografia simples de abdome (Raio-X) tem sensibilidade limitada, detectando apenas cálculos radiopacos (55-90% dos casos), e não avalia adequadamente cálculos pequenos ou radiotransparentes, como os de ácido úrico. Não é o exame de escolha para o diagnóstico inicial, sendo utilizada principalmente para acompanhamento de cálculos já conhecidos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A ultrassonografia renal e vesical é um exame de alta especificidade (>90%), mas com sensibilidade inferior à TC, especialmente para cálculos ureterais (cerca de 45%). É a modalidade de escolha em gestantes e crianças, mas não é o exame de imagem de escolha em adultos, pois pode não detectar cálculos pequenos ou localizados no ureter.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A tomografia computadorizada (TC) sem contraste é o exame de imagem de escolha para avaliar a presença, o tamanho e a localização de cálculos renais em adultos, com alta sensibilidade (96%) e especificidade (cerca de 100%). É o padrão-ouro no diagnóstico da nefrolitíase, permitindo identificar cálculos de qualquer composição, inclusive os radiotransparentes, e avaliar complicações como hidronefrose.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A urografia excretora foi historicamente utilizada, mas foi amplamente substituída pela TC sem contraste. Requer contraste venoso, tem sensibilidade inferior (87%) e não detecta cálculos radiotransparentes. Além disso, expõe o paciente ao risco de nefrotoxicidade e reações alérgicas ao contraste.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A ressonância magnética (RM) do trato urinário não é indicada para a avaliação de cálculos renais, pois estes apresentam baixo sinal e são difíceis de visualizar. A RM é útil para outras condições, como fibrose retroperitoneal ou trombose de veia renal, mas não é o exame de escolha para nefrolitíase.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre a TC sem contraste (padrão-ouro em adultos) e a ultrassonografia (exame de escolha em gestantes). Lembre-se: a US tem sensibilidade baixa para cálculos ureterais (45%), enquanto a TC tem sensibilidade de 96% e especificidade de ~100%. Outra troca comum é entre TC e urografia excretora, que caiu em desuso.

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental com os exames e suas indicações: TC sem contraste (padrão-ouro, alta sensibilidade), US (gestantes, sem radiação, baixa sensibilidade para ureter), RX simples (cálculos radiopacos, acompanhamento), urografia excretora (em desuso, requer contraste) e RM (não indicada para cálculos).

Gabarito: letra C

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