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Questão de Medicina — Urologia — Avança SP 2025

MedicinaUrologia
Código
qg416582
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Caieiras - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Urologista
Na reconstrução cirúrgica do pênis em casos de amputação traumática parcial, o método de escolha para restaurar a vascularização arterial principal é:
  1. AAnastomose término-terminal direta da artéria dorsal do pênis.
  2. BUso de enxerto venoso autólogo para reconstrução arterial.
  3. CLigadura arterial proximal com formação de colaterais.
  4. DMicrocirurgia com reimplante de artérias e nervos cavernosos.
  5. EAnastomose com artéria femoral profunda.
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GabaritoA — Anastomose término-terminal direta da artéria dorsal do pênis.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reconstrução peniana após amputação traumática parcial

Gabarito: letra A. Na amputação traumática parcial do pênis, o método de escolha para restaurar a vascularização arterial principal é a anastomose término-terminal direta da artéria dorsal do pênis, pois essa artéria é o principal tronco arterial do órgão e sua sutura direta, sem interposição de enxertos, é a técnica mais simples e eficaz para restabelecer o fluxo sanguíneo. As demais alternativas apresentam condutas inadequadas ou desnecessárias nesse cenário.

A amputação traumática parcial do pênis é uma emergência urológica que exige reconstrução cirúrgica imediata para preservar a função e a viabilidade do órgão. O pênis é vascularizado por dois sistemas principais: as artérias dorsais (superficiais) e as artérias cavernosas (profundas), que se originam da artéria pudenda interna. A artéria dorsal do pênis é a principal responsável pela irrigação da glande e dos corpos cavernosos, sendo o vaso de maior calibre e mais acessível cirurgicamente. Por isso, na reconstrução após amputação parcial, a prioridade é restaurar o fluxo por essa artéria.

A técnica de escolha é a anastomose término-terminal direta, ou seja, suturar as duas extremidades da artéria dorsal seccionada diretamente, sem interpor enxertos ou próteses. Essa abordagem é preferida porque é tecnicamente mais simples, rápida e apresenta menor risco de trombose quando comparada a enxertos venosos, que exigem maior manipulação e podem sofrer torção ou compressão. Além disso, a anastomose direta preserva o diâmetro original do vaso e mantém a hemodinâmica local adequada.

Na prática, o procedimento envolve: (1) identificação e isolamento da artéria dorsal seccionada; (2) desbridamento das extremidades lesadas; (3) sutura término-terminal com fio monofilamentar de pequeno calibre (geralmente 8-0 ou 9-0), sob magnificação óptica; (4) verificação da perviedade e do fluxo distal. Em casos de amputação mais proximal ou com lesão extensa, pode ser necessária a reconstrução das artérias cavernosas, mas a artéria dorsal permanece o alvo principal.

A distinção crucial é entre a anastomose direta da artéria dorsal e a microcirurgia com reimplante de artérias e nervos cavernosos. Embora a microcirurgia seja indicada em amputações completas (reimplante peniano), na amputação parcial com preservação de parte do órgão, a anastomose da artéria dorsal é suficiente e mais adequada. A banca explora exatamente essa confusão: o candidato pode achar que a microcirurgia é sempre necessária, mas na amputação parcial a técnica mais simples é a preferida.

A pegadinha central é a troca entre a anastomose direta da artéria dorsal e a microcirurgia com reimplante de artérias e nervos cavernosos. Na amputação parcial, a artéria dorsal é o vaso principal a ser restaurado, e a anastomose término-terminal direta é o método de escolha. A microcirurgia com reimplante de artérias e nervos cavernosos é reservada para amputações completas, onde há necessidade de reconstrução mais complexa. Guarde essa fronteira: amputação parcial → anastomose da artéria dorsal; amputação completa → microcirurgia com reimplante.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A anastomose término-terminal direta da artéria dorsal do pênis é o método de escolha para restaurar a vascularização arterial principal na amputação traumática parcial. A artéria dorsal é o principal tronco arterial do pênis, e a sutura direta das extremidades seccionadas é a técnica mais simples, rápida e eficaz, com menor risco de trombose comparada a enxertos. Essa abordagem preserva o diâmetro original do vaso e mantém a hemodinâmica local, sendo a conduta padrão nesse cenário.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O uso de enxerto venoso autólogo para reconstrução arterial não é o método de escolha na amputação parcial. Embora seja uma opção em casos de perda extensa de segmento arterial, a anastomose direta é preferível por ser mais simples e apresentar menor risco de complicações, como torção ou compressão do enxerto. O enxerto venoso seria considerado apenas se houvesse um gap muito grande entre as extremidades, o que não é o caso típico da amputação parcial.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A ligadura arterial proximal com formação de colaterais é uma conduta inadequada. A ligadura da artéria dorsal comprometeria a irrigação da glande e dos corpos cavernosos, levando a isquemia e necrose. A formação de colaterais é um mecanismo compensatório que pode ocorrer ao longo do tempo, mas não é uma estratégia cirúrgica aceitável para restaurar a vascularização imediata após amputação traumática. O objetivo é restabelecer o fluxo arterial de forma direta, não interrompê-lo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A microcirurgia com reimplante de artérias e nervos cavernosos é indicada para amputações completas do pênis, não para amputações parciais. Na amputação parcial, a artéria dorsal é o vaso principal a ser restaurado, e a anastomose término-terminal direta é suficiente. A microcirurgia com reimplante de artérias e nervos cavernosos é uma técnica mais complexa, reservada para casos de amputação total, onde há necessidade de reconstrução de múltiplas estruturas. A banca troca o cenário clínico para induzir o erro.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A anastomose com artéria femoral profunda não é uma técnica utilizada na reconstrução peniana. A artéria femoral profunda é um vaso da coxa, e sua anastomose com a artéria dorsal do pênis não é anatomicamente viável nem fisiologicamente adequada. A vascularização do pênis deriva da artéria pudenda interna, e a reconstrução deve ser feita localmente, com anastomose direta da artéria dorsal ou, em casos complexos, com enxertos. Essa alternativa é um distrator absurdo, sem fundamento anatômico ou cirúrgico.

Gabarito: letra A — a anastomose término-terminal direta da artéria dorsal do pênis é o método de escolha para restaurar a vascularização arterial principal na amputação traumática parcial.

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