Na suspeita de aneurisma de aorta abdominal, qual o método diagnóstico de escolha para confirmação do diagnóstico e avaliação do tamanho do aneurisma?
AA ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, pois permite detectar e medir o tamanho do aneurisma de forma não invasiva e com alta sensibilidade.
BA radiografia simples de abdômen é suficiente para confirmar o diagnóstico, identificando calcificações da parede aórtica.
CA ressonância magnética é o método inicial mais indicado, por fornecer imagens detalhadas da estrutura aórtica e do fluxo sanguíneo.
DA angiografia convencional é o exame de escolha, sendo indicada para avaliar o risco de ruptura do aneurisma.
EA tomografia computadorizada sem contraste é preferível para avaliar o diâmetro e a localização do aneurisma, evitando o uso de contraste iodado.
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GabaritoA — A ultrassonografia abdominal é o exame de escolha, pois permite detectar e medir o tamanho do aneurisma de forma não invasiva e com alta sensibilidade.
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Aneurisma de aorta abdominal: diagnóstico por imagem
Gabarito: letra A. Na suspeita de aneurisma de aorta abdominal (AAA), a ultrassonografia (US) abdominal é o método de escolha para confirmação diagnóstica e avaliação do tamanho, por ser não invasiva, de baixo custo, amplamente disponível e com alta sensibilidade para detectar e medir o aneurisma. A literatura médica (diretrizes de cirurgia vascular e radiologia) recomenda a US como exame inicial, sendo a tomografia computadorizada (TC) reservada para o planejamento cirúrgico e casos complexos.
O aneurisma de aorta abdominal é uma dilatação focal da aorta, geralmente abaixo das artérias renais, com diâmetro ≥ 3 cm. A maioria é assintomática e detectada incidentalmente. O risco de ruptura aumenta exponencialmente com o diâmetro, sendo baixo até 5 cm e crescendo a partir daí. Por isso, a medição precisa do tamanho é crucial para decidir entre vigilância e tratamento.
A ultrassonografia abdominal é o exame de rastreamento e confirmação inicial por excelência. Ela permite visualizar a aorta em seus eixos longitudinal e transversal, medir o diâmetro anteroposterior com precisão e identificar a presença de trombo mural. Suas vantagens incluem a ausência de radiação ionizante, a não necessidade de contraste iodado (evitando nefrotoxicidade e reações alérgicas), o baixo custo e a portabilidade. A principal limitação é a dependência do operador e a dificuldade em pacientes obesos ou com meteorismo intestinal.
A tomografia computadorizada com contraste (angiotomografia) é o exame de escolha para o planejamento cirúrgico, pois fornece detalhes anatômicos precisos da extensão do aneurisma, envolvimento de artérias viscerais e ilíacas, e presença de trombos. No entanto, não é o método inicial de rastreamento, devido ao custo, à exposição à radiação e ao uso de contraste iodado. A ressonância magnética (RM) é uma alternativa, mas tem custo mais elevado e menor disponibilidade, sendo reservada para casos específicos. A radiografia simples de abdome tem baixa sensibilidade, podendo mostrar calcificações da parede aórtica, mas não permite medir o diâmetro com precisão. A angiografia convencional é invasiva e reservada para intervenções terapêuticas, não sendo usada para diagnóstico inicial.
A distinção fundamental que separa as alternativas é o papel de cada método: a US é o método de escolha para diagnóstico e acompanhamento (não invasivo, barato, sem radiação), enquanto a TC com contraste é o método de escolha para planejamento cirúrgico (detalhe anatômico). A banca explora exatamente essa confusão: o candidato que sabe que a TC é o melhor exame para avaliar a anatomia pode marcá-la como resposta, mas a pergunta é sobre o método inicial de confirmação e medição, que é a US.
AAA: diagnóstico por imagem: US abdominal (método inicial) (Confirma e mede o diâmetro, Não invasiva, sem radiação/contraste, Limitação: operador-dependente); AngioTC (planejamento cirúrgico) (Detalhe anatômico e extensão, Uso de contraste e radiação); RM (casos específicos) (Alto custo, menor disponibilidade); Radiografia simples (Baixa sensibilidade, não mede); Angiografia convencional (Invasiva, só para intervenção)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A ultrassonografia abdominal é, de fato, o exame de escolha para confirmação diagnóstica e avaliação do tamanho do AAA. Ela é não invasiva, não utiliza radiação ionizante nem contraste iodado, tem alta sensibilidade para detectar a dilatação aórtica e permite medir o diâmetro com precisão. É o método recomendado para rastreamento em homens de 65 a 75 anos com história de tabagismo, conforme diretrizes. A alternativa espelha exatamente essa indicação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A radiografia simples de abdome não é suficiente para confirmar o diagnóstico. Embora possa demonstrar calcificações da parede aórtica em alguns casos, tem baixa sensibilidade e não permite medir o diâmetro do aneurisma com precisão. É um método obsoleto para essa finalidade, sendo a US o exame inicial adequado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A ressonância magnética não é o método inicial mais indicado. Embora forneça imagens detalhadas, tem custo elevado, menor disponibilidade e maior tempo de exame. A US é preferível como método inicial por ser mais rápida, barata e acessível. A RM pode ser útil em casos específicos, como na avaliação de aneurismas torácicos ou em pacientes com contraindicação ao contraste iodado, mas não é a primeira escolha para AAA.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A angiografia convencional não é o exame de escolha para diagnóstico inicial. É um método invasivo, com riscos de complicações (isquemia, hematoma, dissecção), e é reservada para intervenções terapêuticas (como o tratamento endovascular) ou para casos em que a anatomia precisa ser avaliada em detalhe durante o procedimento. Para confirmação diagnóstica e medição, a US é superior por ser não invasiva.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A tomografia computadorizada sem contraste não é preferível para avaliar o diâmetro e a localização do aneurisma. Embora a TC sem contraste possa identificar calcificações e medir o diâmetro, a US é o método inicial de escolha por ser mais simples, barata e sem radiação. Além disso, quando a TC é indicada (para planejamento cirúrgico), o uso de contraste é fundamental para avaliar o lúmen e a anatomia vascular, sendo a angiotomografia o exame padrão. A alternativa tenta justificar a TC sem contraste, mas isso não é a prática recomendada.