Questão de Medicina — Epidemiologia — Avança SP 2025
Medicina›Epidemiologia
Código
qg421591
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de São Miguel Arcanjo - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico Psiquiatra
No contexto da biovigilância, uma reação adversa pode ocorrer durante ou após procedimentos envolvendo doação ou transplante de órgãos. Sobre esse conceito, assinale a alternativa correta:
AReação adversa é qualquer desconforto emocional relatado pelo paciente após a cirurgia de transplante, sem relação com o procedimento.
BReação adversa é apenas aquela que ocorre durante o ato cirúrgico, não incluindo o período pós-transplante.
CReação adversa se limita a complicações relacionadas exclusivamente à reprodução humana assistida.
DReação adversa é qualquer evento indesejado durante ou após a doação ou transplante que possa causar danos, risco à vida ou óbito.
EReação adversa só é considerada quando há transmissão confirmada de doença infecciosa ao receptor.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — Reação adversa é qualquer evento indesejado durante ou após a doação ou transplante que possa causar danos, risco à vida ou óbito.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Biovigilância e reação adversa em doação e transplante de órgãos
Gabarito: letra D. Reação adversa, no contexto da biovigilância, é qualquer evento indesejado que ocorra durante ou após a doação ou o transplante de órgãos, tecidos e células, podendo causar dano, risco à vida ou óbito — tanto ao doador quanto ao receptor. As demais alternativas restringem indevidamente o conceito, seja ao aspecto emocional, ao período intraoperatório, à reprodução assistida ou à transmissão de doença infecciosa.
A biovigilância é o conjunto de ações voltadas à segurança de doadores e receptores de órgãos, tecidos e células, abrangendo a notificação, a investigação e o monitoramento de eventos adversos e reações adversas. O conceito de reação adversa é amplo e propositalmente abrangente: qualquer evento indesejado, independentemente de sua natureza (clínica, cirúrgica, infecciosa, imunológica), que ocorra durante ou após o procedimento e que possa comprometer a saúde do doador ou do receptor, deve ser notificado e investigado. A definição não se limita a um tipo específico de complicação, nem a um período determinado — ela engloba desde reações transfusionais e falhas do enxerto até complicações cirúrgicas e infecções.
A importância dessa definição ampla está na lógica da vigilância sanitária: para que se possa prevenir e mitigar riscos, é necessário capturar todos os eventos potencialmente danosos, mesmo aqueles cuja relação causal com o procedimento ainda não foi confirmada. A notificação de reações adversas alimenta o sistema de hemovigilância, tecnovigilância e biovigilância, permitindo a identificação de padrões, a adoção de medidas corretivas e a melhoria contínua da segurança nos processos de doação e transplante.
Na prática, um exemplo de reação adversa seria a transmissão de uma infecção do doador para o receptor, a falência primária do enxerto, uma reação imunológica grave ou mesmo uma complicação anestésica durante a cirurgia de captação de órgãos. Todos esses eventos se enquadram no conceito, pois ocorrem durante ou após o procedimento e podem causar dano. A alternativa D captura exatamente essa abrangência, ao definir reação adversa como "qualquer evento indesejado durante ou após a doação ou transplante que possa causar danos, risco à vida ou óbito".
A pegadinha da questão está na tentação de restringir o conceito a uma única causa ou momento. A banca explora a confusão entre reação adversa e complicações específicas (como transmissão de doença infecciosa) ou entre reação adversa e eventos de natureza exclusivamente emocional. O candidato que memoriza apenas um exemplo de reação adversa — como a transmissão de infecção — tende a marcar a alternativa E, que é apenas uma das possibilidades, não a definição completa.
Guarde o critério decisivo: reação adversa é todo evento indesejado, em qualquer momento do processo (durante ou após), que possa causar dano — não importa a natureza do evento. É essa amplitude que separa a alternativa correta das demais.
Reação adversa (biovigilância): Evento indesejado (Durante ou após doação/transplante, Pode causar dano, risco à vida ou óbito); Natureza ampla (Clínica, cirúrgica, infecciosa, imunológica, Não exige confirmação causal); Exemplos (Transmissão de infecção, Falência do enxerto, Reação imunológica grave, Complicação anestésica)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que reação adversa é "qualquer desconforto emocional relatado pelo paciente após a cirurgia de transplante, sem relação com o procedimento". O erro é duplo: primeiro, restringe o conceito a um aspecto subjetivo (desconforto emocional), quando a reação adversa abrange qualquer evento indesejado, de natureza clínica, cirúrgica, infecciosa ou imunológica. Segundo, exclui a relação com o procedimento, quando justamente a relação com a doação ou o transplante é o que caracteriza a reação adversa no contexto da biovigilância.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que reação adversa "é apenas aquela que ocorre durante o ato cirúrgico, não incluindo o período pós-transplante". O erro está na restrição temporal: a definição abrange eventos que ocorrem tanto durante quanto após o procedimento. Complicações tardias, como rejeição crônica, infecções oportunistas ou efeitos adversos de imunossupressores, também são reações adversas e devem ser notificadas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que reação adversa "se limita a complicações relacionadas exclusivamente à reprodução humana assistida". O erro é a restrição indevida do escopo: a biovigilância abrange a doação e o transplante de órgãos, tecidos e células, não se limitando à reprodução assistida. Embora a reprodução assistida também envolva vigilância de eventos adversos, ela não é o único contexto, nem o foco da definição apresentada no enunciado.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Define reação adversa como "qualquer evento indesejado durante ou após a doação ou transplante que possa causar danos, risco à vida ou óbito". Esta é a definição correta e abrangente, que captura a essência do conceito: evento indesejado, em qualquer momento do processo, com potencial de dano. A alternativa espelha os termos-chave do conceito — "qualquer evento indesejado", "durante ou após", "possa causar danos, risco à vida ou óbito" — sem restringir a natureza do evento ou o período de ocorrência.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que reação adversa "só é considerada quando há transmissão confirmada de doença infecciosa ao receptor". O erro está na restrição a um único tipo de evento: a transmissão de doença infecciosa é apenas uma das possíveis reações adversas, não a única. Reações imunológicas, complicações cirúrgicas, falhas do enxerto e efeitos adversos de medicamentos também são reações adversas, mesmo sem transmissão de doença infecciosa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer você restringir o conceito a um exemplo específico. A alternativa E é a mais traiçoeira: a transmissão de doença infecciosa é um exemplo clássico de reação adversa, mas não é o único. A definição correta é ampla — qualquer evento indesejado, em qualquer momento, com potencial de dano. Não caia na armadilha de confundir um exemplo com a definição completa.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de biovigilância, memorize a tríade: (1) evento indesejado, (2) durante ou após o procedimento, (3) potencial de dano. Se a alternativa restringir qualquer um desses três elementos, ela está incorreta. Essa tríade resolve a maioria das questões sobre o tema.