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Questão de Medicina — Angiologia — Avança SP 2025

MedicinaAngiologia
Código
qg422747
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Angiologista
Durante avaliação ambulatorial, um paciente apresenta uma ferida na perna com envolvimento de pele e seus anexos, sem sinais de cicatrização mesmo após semanas de tratamento adequado. Diante dessa evolução, qual o tipo de lesão é mais compatível com esse quadro?
  1. AEritema nodoso
  2. BÚlcera crônica
  3. CPsoríase vulgar
  4. DEscoriação superficial
  5. EDermatite atópica
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GabaritoB — Úlcera crônica

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Úlcera crônica: definição e diagnóstico diferencial

Gabarito: letra B. A ferida na perna com envolvimento de pele e anexos, sem cicatrização após semanas de tratamento adequado, é a definição clássica de úlcera crônica — uma lesão que estagna o processo de cicatrização por seis semanas ou mais, apesar do manejo correto. As demais alternativas (eritema nodoso, psoríase vulgar, escoriação superficial e dermatite atópica) não correspondem a esse quadro de ferida persistente, pois são condições inflamatórias, proliferativas ou traumáticas agudas, sem o critério temporal de cronicidade.

A úlcera crônica é uma perda de substância da pele que não cicatriza no tempo esperado, geralmente associada a causas vasculares (venosa, arterial, mista), neuropáticas (pé diabético) ou por pressão. O mecanismo é multifatorial: comprometimento do fluxo sanguíneo, disfunção endotelial, trombose, inflamação e retardo na cicatrização. No exame físico, podem estar presentes estigmas de doença venosa, como hemossiderose cutânea, dermatoesclerose e proeminência das veias superficiais. As úlceras de perna geralmente ocorrem após os 10 anos de idade, localizam-se com frequência no maléolo medial e lateral, e o envolvimento bilateral é comum. É importante lembrar que feridas crônicas podem se desenvolver quando as lesões têm seu processo de cicatrização estagnado por um período de seis semanas ou mais, apesar do tratamento adequado — exatamente o que o enunciado descreve.

O diagnóstico diferencial das úlceras de membros inferiores é amplo e inclui causas isquêmicas (arteriosclerose obliterante, tromboangeíte), venosas (estase venosa, fístulas arteriovenosas), hipertensivas, neurotróficas e hematológicas (anemia falciforme, talassemia). Cada tipo tem características próprias de localização, dor e aspecto da lesão. Por exemplo, a úlcera venosa é pouco dolorosa, rasa, com fundo de granulação e bordas irregulares, localizada na região perimaleolar medial; a úlcera isquêmica é intensamente dolorosa, localizada nos dedos e calcâneo, com base pálida; a neurotrófica é indolente, profunda e infectada, sob calos plantares. A avaliação deve incluir palpação de pulsos periféricos e, quando indicado, medida do índice tornozelo-braquial (ITB) para identificar componente arterial.

A banca explora a confusão entre úlcera crônica (ferida que não cicatriza) e outras lesões dermatológicas que também acometem a pele, mas com fisiopatologia e evolução distintas. Enquanto a úlcera crônica é uma perda tecidual persistente, o eritema nodoso é uma paniculite inflamatória aguda, a psoríase é uma doença proliferativa crônica com placas eritematodescamativas, a escoriação é uma lesão traumática superficial que cicatriza rapidamente, e a dermatite atópica é uma inflamação crônica pruriginosa, mas sem ulceração. O critério decisivo é a cronicidade da ferida — semanas sem cicatrização apesar do tratamento — que aponta diretamente para úlcera crônica.

Guarde a fronteira entre ferida aguda (cicatriza em tempo previsível) e ferida crônica (estagna por seis semanas ou mais): é exatamente nela que as alternativas se dividem.

Úlcera crônica
  • 1Definição
    • Perda de substância da pele
    • Não cicatriza em 6+ semanas
    • Apesar de tratamento adequado
  • 2Causas
    • Vasculares (venosa, arterial, mista)
    • Neuropáticas (pé diabético)
    • Por pressão
  • 3Diagnóstico diferencial
    • Úlcera venosa: perimaleolar medial, pouco dolorosa
    • Úlcera isquêmica: dedos/calcâneo, intensa dor
    • Úlcera neurotrófica: indolente, sob calos
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O eritema nodoso é uma paniculite (inflamação do tecido adiposo subcutâneo) que se manifesta como nódulos eritematosos dolorosos, geralmente nas faces anteriores das pernas, associado a infecções, drogas ou doenças sistêmicas. Não é uma ferida aberta e não apresenta o critério de cronicidade descrito no enunciado. A confusão ocorre porque também acomete membros inferiores, mas a lesão é nodular e inflamatória, não ulcerada.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A úlcera crônica é a perda de substância da pele que não cicatriza no tempo esperado, definida clinicamente como ferida com processo de cicatrização estagnado por seis semanas ou mais, apesar do tratamento adequado. O enunciado descreve exatamente esse quadro: ferida na perna, envolvendo pele e anexos, sem sinais de cicatrização após semanas de tratamento. É a definição canônica de úlcera crônica, frequentemente associada a insuficiência venosa, arterial ou neuropatia.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A psoríase vulgar é uma doença inflamatória crônica da pele, de base imunológica, caracterizada por placas eritematodescamativas bem delimitadas, com escamação prateada, geralmente em cotovelos, joelhos e couro cabeludo. Não forma úlceras (perda de substância) e não cursa com ferida aberta persistente. A confusão pode ocorrer pela palavra "crônica", mas a psoríase é uma dermatose proliferativa, não uma ferida.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A escoriação superficial é uma lesão traumática que atinge apenas a epiderme, como uma abrasão ou arranhão, e cicatriza rapidamente, em poucos dias, sem deixar sequelas. Não se enquadra no quadro de ferida persistente por semanas, pois a escoriação tem evolução aguda e benigna.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A dermatite atópica é uma doença inflamatória crônica da pele, de caráter pruriginoso, com lesões eczematosas (eritema, vesículas, crostas, liquenificação), comum em crianças, associada a história pessoal ou familiar de atopia. Embora seja crônica, não se manifesta como úlcera (perda de substância) e não apresenta o critério de ferida aberta sem cicatrização. A confusão ocorre pela cronicidade, mas a dermatite atópica não ulcera.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a palavra "crônica" para atrair o candidato para psoríase ou dermatite atópica, que também são doenças crônicas. Mas o enunciado fala em ferida (perda de substância) que não cicatriza — isso é úlcera, não uma dermatose inflamatória. Fique atento: úlcera crônica é ferida aberta; psoríase e dermatite atópica são lesões sem ulceração.

PEGA ESSA DICA!

Para diferenciar na prova, pergunte-se: há perda de substância (ferida aberta)? Se sim, pense em úlcera (crônica, se > 6 semanas). Se não, pense em dermatoses (psoríase, eczema, eritema nodoso). Memorize o critério temporal: 6 semanas é o marco para definir cronicidade da ferida.

Gabarito: letra B

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