A doença venosa crônica é uma condição permanente de insuficiência na circulação venosa. Quando acompanhada por um conjunto de sinais e sintomas específicos, recebe a denominação de insuficiência venosa crônica. Um dos fatores constituintes desta síndrome é a:
AA presença de varizes.
BA formação de placas ateroscleróticas na artéria femoral.
CA obstrução completa da artéria ilíaca comum.
DA atrofia dos nervos periféricos da região plantar.
EA paralisia espástica.
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GabaritoA — A presença de varizes.
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Doença venosa crônica e insuficiência venosa crônica
Gabarito: letra A. A insuficiência venosa crônica (IVC) é a síndrome clínica que surge quando a doença venosa crônica (DVC) — condição permanente de insuficiência na circulação venosa — se manifesta por um conjunto de sinais e sintomas, e a presença de varizes é um dos fatores constituintes dessa síndrome, conforme a classificação CEAP (estágio C2). As demais alternativas descrevem condições de outros sistemas (arterial, neurológico), não da circulação venosa.
A doença venosa crônica é um termo amplo que engloba toda anormalidade morfológica ou funcional do sistema venoso, mesmo assintomática. Já a insuficiência venosa crônica é a forma sintomática da DVC, caracterizada por manifestações como varizes, edema, alterações cutâneas e úlceras. A classificação CEAP (Clínica, Etiologia, Anatomia, Fisiopatologia) é o instrumento padrão para graduar a gravidade clínica da doença, e é nela que a banca se baseia para cobrar o tema.
A classificação clínica (C) da CEAP vai de C0 a C6, e cada estágio corresponde a uma manifestação específica:
Estágio CEAP
Manifestação clínica
C0
Ausência de sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa
A presença de varizes (C2) é, portanto, um dos fatores constituintes da síndrome de insuficiência venosa crônica. É importante notar que a IVC não se limita às varizes — ela pode evoluir para edema, alterações de pele e úlceras — mas as varizes são uma das manifestações mais características e precoces.
A banca explora aqui a confusão entre o sistema venoso e o sistema arterial. As alternativas B e C descrevem doenças arteriais (aterosclerose e obstrução arterial), que fazem parte da doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), não da IVC. As alternativas D e E descrevem condições neurológicas, completamente fora do contexto vascular. O candidato que não domina a classificação CEAP pode ser tentado a escolher uma alternativa que pareça "vascular", mas é preciso identificar que a questão pede especificamente um fator da síndrome de insuficiência venosa crônica.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura doenças do sistema arterial (aterosclerose, obstrução arterial) com a doença venosa. O candidato que não diferencia os dois sistemas pode marcar a alternativa B ou C, achando que qualquer doença vascular serve. Mas a IVC é uma síndrome do sistema venoso, e as varizes (C2 da CEAP) são sua manifestação clássica.
Insuficiência venosa crônica (IVC)
1Manifestações (CEAP)
C1: telangiectasias
C2: varizes
C3: edema
C4: alterações cutâneas
C5: úlcera cicatrizada
C6: úlcera ativa
2Fora do contexto (distratores)
Doença arterial (DAOP)
Condição neurológica
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A presença de varizes é um dos fatores constituintes da insuficiência venosa crônica. Na classificação CEAP, as varizes correspondem ao estágio C2, que é uma das manifestações clínicas da doença. A IVC é definida justamente pela presença desses sinais e sintomas, e as varizes são o achado mais característico e frequente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A formação de placas ateroscleróticas na artéria femoral é uma manifestação de doença arterial obstrutiva periférica (DAOP), não de insuficiência venosa crônica. A aterosclerose é um processo que acomete artérias, não veias, e a artéria femoral é um vaso arterial. A banca troca o sistema venoso pelo arterial para confundir o candidato.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A obstrução completa da artéria ilíaca comum também é uma doença arterial, não venosa. A artéria ilíaca é um vaso arterial, e sua obstrução causa isquemia do membro inferior, não insuficiência venosa. Novamente, a banca explora a confusão entre os dois sistemas vasculares.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A atrofia dos nervos periféricos da região plantar é uma condição neurológica, não vascular. A neuropatia periférica pode causar úlceras neurotróficas, mas não faz parte da síndrome de insuficiência venosa crônica. A banca insere uma alternativa de outro sistema para testar o conhecimento do candidato sobre a etiologia da IVC.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A paralisia espástica é uma condição neurológica central, relacionada a lesões do trato corticoespinhal, não à circulação venosa. Não há qualquer relação entre paralisia espástica e insuficiência venosa crônica. A alternativa é completamente fora do contexto vascular.
A regra de ouro para esta questão: a insuficiência venosa crônica é uma síndrome do sistema venoso, e suas manifestações clínicas são graduadas pela classificação CEAP, que vai de C0 (sem sinais) a C6 (úlcera ativa). As varizes (C2) são um dos fatores constituintes dessa síndrome. Doenças arteriais (aterosclerose, obstrução) e neurológicas (neuropatia, paralisia) não fazem parte da IVC.