Questão de Medicina — Clínica Médica Humana — Avança SP 2025
Medicina›Clínica Médica Humana
Código
qg422818
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Clínico Geral
A osteoporose é uma doença esquelética descrita por:
AAumento da massa óssea com fortalecimento da microarquitetura do tecido ósseo.
BRedução da massa óssea com alterações na microarquitetura do tecido ósseo, resultando na redução da resistência óssea e no aumento da suscetibilidade a fraturas.
CFormação excessiva de ossos novos sem reabsorção.
DPresença exclusiva de células ósseas anômalas chamadas osteoclastos hiperativos.
EDoença causada exclusivamente por deficiência de cálcio na alimentação.
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GabaritoB — Redução da massa óssea com alterações na microarquitetura do tecido ósseo, resultando na redução da resistência óssea e no aumento da suscetibilidade a fraturas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Osteoporose: definição e fisiopatologia
Gabarito: letra B. A osteoporose é definida como uma doença esquelética caracterizada por redução da massa óssea e deterioração da microarquitetura do tecido ósseo, o que compromete a resistência óssea e aumenta a suscetibilidade a fraturas — exatamente o que descreve a alternativa B. Essa definição é consagrada na literatura médica e reflete o desequilíbrio entre a atividade dos osteoclastos (reabsorção) e dos osteoblastos (formação), conforme detalhado no conteúdo de apoio.
A osteoporose é a doença óssea metabólica mais comum e representa um importante problema de saúde pública, especialmente em mulheres pós-menopáusicas e idosos. Para compreendê-la, é essencial entender o processo de remodelação óssea: um equilíbrio dinâmico entre a reabsorção promovida pelos osteoclastos e a formação mediada pelos osteoblastos. Em condições normais, a quantidade de osso removida é substituída por osso novo, mantendo a homeostase do esqueleto. Quando esse equilíbrio se rompe — com predomínio da reabsorção sobre a formação — ocorre perda progressiva de massa óssea, deterioração da microarquitetura (como perda de conectividade trabecular) e, consequentemente, aumento do risco de fraturas por fragilidade.
A definição clássica, adotada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e amplamente utilizada na prática clínica, baseia-se na densidade mineral óssea (DMO): considera-se osteoporose quando o T-escore é igual ou inferior a –2,5 desvios-padrão (DP) em relação ao pico de massa óssea do adulto jovem. No entanto, a definição conceitual da doença vai além do valor densitométrico: envolve a qualidade óssea, incluindo a microarquitetura, que influencia diretamente a resistência óssea. Por isso, a alternativa B está correta ao mencionar tanto a redução da massa quanto as alterações na microarquitetura e suas consequências (redução da resistência e aumento do risco de fraturas).
A osteoporose pode ser classificada em primária (relacionada ao envelhecimento e à pós-menopausa) ou secundária (decorrente de doenças ou medicamentos, como uso crônico de glicocorticoides, hipogonadismo, mieloma múltiplo, entre outros). Os fatores de risco incluem idade avançada, sexo feminino, história familiar, baixa ingestão de cálcio, deficiência de vitamina D, tabagismo, sedentarismo e uso de certos medicamentos. O diagnóstico é feito por densitometria óssea (DEXA) e a prevenção envolve adequada ingestão de cálcio e vitamina D, atividade física e, quando indicado, tratamento farmacológico.
A pegadinha desta questão está em inverter o sentido da doença: a alternativa A fala em "aumento da massa óssea", o que é o oposto da osteoporose; a C descreve formação excessiva de osso sem reabsorção, o que não ocorre na osteoporose; a D atribui a doença exclusivamente a osteoclastos hiperativos, ignorando o papel dos osteoblastos e da microarquitetura; e a E limita a causa à deficiência de cálcio, quando a etiologia é multifatorial. A alternativa B, por sua vez, sintetiza corretamente os elementos centrais da definição.
Guarde a fronteira entre redução da massa óssea e aumento da massa óssea: é exatamente nela que as alternativas se dividem. A osteoporose é uma doença de perda óssea, não de ganho.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a osteoporose é caracterizada por aumento da massa óssea com fortalecimento da microarquitetura. Isso é o oposto da doença: na osteoporose há redução da massa óssea e deterioração da microarquitetura. O aumento da massa óssea com osso de qualidade pode ocorrer em outras condições, como na osteopetrose (doença genética rara), mas não na osteoporose.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve com precisão a osteoporose: redução da massa óssea com alterações na microarquitetura, resultando em redução da resistência óssea e aumento da suscetibilidade a fraturas. Essa é a definição consagrada, que abrange tanto o aspecto quantitativo (massa) quanto o qualitativo (microarquitetura) da doença.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Menciona "formação excessiva de ossos novos sem reabsorção". Na osteoporose, o problema é justamente o oposto: há predomínio da reabsorção óssea sobre a formação, levando à perda líquida de osso. A formação excessiva sem reabsorção não é uma característica da osteoporose; pode ocorrer em outras doenças ósseas, como a doença de Paget, mas não na osteoporose.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a osteoporose é causada "exclusivamente" por osteoclastos hiperativos. Embora a atividade osteoclástica aumentada contribua para a perda óssea, a doença é multifatorial e envolve também a função dos osteoblastos, a microarquitetura, fatores hormonais, nutricionais e genéticos. A palavra "exclusivamente" torna a afirmação incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Limita a causa da osteoporose à deficiência de cálcio na alimentação. A deficiência de cálcio é um fator de risco importante, mas a osteoporose tem etiologia multifatorial, incluindo deficiência de vitamina D, alterações hormonais (menopausa), envelhecimento, uso de medicamentos, doenças secundárias, fatores genéticos e estilo de vida. Portanto, a afirmação é incompleta e incorreta.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a inversão de conceitos: a alternativa A troca "redução" por "aumento" da massa óssea, e a C inverte o processo de remodelação (formação sem reabsorção). O candidato que não domina a definição clássica pode se confundir. Lembre-se: osteoporose = perda de osso, não ganho.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de definição, foque nos termos-chave: "redução da massa óssea", "microarquitetura", "resistência óssea" e "fratura". A alternativa que reunir esses elementos é a correta. Compare com a osteopetrose (aumento de massa) e com a doença de Paget (formação desorganizada) para fixar as diferenças.