Questão de Medicina — Epidemiologia — Avança SP 2025
Medicina›Epidemiologia
Código
qg422841
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Clínico Geral (Plantonista)
Considerando as estratégias de prevenção e controle de epidemiologia de doenças infecciosas, que englobam diversas ações, assinale a alternativa correta:
AMedidas de controle de infecção em ambientes de saúde, como uso de EPI e isolamento de pacientes, são essenciais para evitar a disseminação de patógenos entre pacientes e profissionais.
BA melhoria do saneamento básico e do acesso à água potável é prioritária apenas para doenças respiratórias, pois não interfere na prevenção de doenças de transmissão fecal-oral.
CA vacinação, apesar de relevante, apresenta eficácia limitada na redução da morbimortalidade global e, por isso, não é considerada uma ferramenta central.
DA comunicação de risco e a educação em saúde têm efeito restrito na adesão da população às práticas preventivas.
EA erradicação da varíola e o controle do sarampo e da poliomielite ocorreram exclusivamente por ações de tratamento precoce e uso de antibióticos.
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GabaritoA — Medidas de controle de infecção em ambientes de saúde, como uso de EPI e isolamento de pacientes, são essenciais para evitar a disseminação de patógenos entre pacientes e profissionais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Estratégias de prevenção e controle de doenças infecciosas
Gabarito: letra A. As medidas de controle de infecção em ambientes de saúde — uso de EPI e isolamento de pacientes — são pilares essenciais para interromper a cadeia de transmissão de patógenos entre pacientes e profissionais, conforme os princípios de precaução-padrão e isolamento. As demais alternativas distorcem gravemente o papel do saneamento, da vacinação, da comunicação de risco e da história do controle de doenças.
A prevenção e o controle de doenças infecciosas operam em três níveis: prevenção primária (evitar a ocorrência da doença, como vacinação e saneamento), secundária (detecção precoce e tratamento) e terciária (reabilitação e prevenção de complicações). Nenhuma medida isolada é suficiente — o que o contexto epidemiológico demonstra é que estratégias combinadas são necessárias para o controle efetivo de epidemias. O texto de apoio sobre HIV, por exemplo, afirma que "medidas isoladas mostraram-se ineficazes do ponto de vista populacional, e diversas estratégias combinadas são atualmente utilizadas para essa finalidade".
No ambiente hospitalar, a transmissão de patógenos ocorre principalmente por contato direto, gotículas e aerossóis. As precauções-padrão — que incluem higienização das mãos, uso de EPI (luvas, aventais, máscaras) e manejo adequado de materiais perfurocortantes — são a primeira barreira. Quando o paciente tem uma doença transmissível conhecida, acrescentam-se precauções específicas: isolamento de contato, respiratório ou por aerossóis, conforme a via de transmissão. O contexto traz a tabela de medidas para doenças respiratórias, mostrando que cada doença exige combinação de notificação, isolamento, desinfecção, quarentena e profilaxia pós-exposição.
A vacinação é, historicamente, a intervenção de maior custo-benefício em saúde pública. O texto de apoio sobre imunizações é categórico: "A imunização é considerada uma das medidas com maior custo-benefício na prevenção de doenças infecciosas, estando diretamente relacionada à diminuição de morbimortalidade e ao aumento na expectativa de vida da população". A erradicação da varíola (1977) e da poliomielite nas Américas (1991), bem como a drástica redução de tétano, difteria, coqueluche e rubéola, são exemplos do sucesso vacinal — e não de tratamento precoce ou antibióticos.
O saneamento básico e o acesso à água potável são medidas clássicas de prevenção primária, especialmente para doenças de transmissão fecal-oral (cólera, hepatite A, febre tifoide, parasitoses intestinais). O contexto menciona que "acesso à água e ao alimento seguro" está entre as intervenções que ampliaram a expectativa de vida das populações. Já a comunicação de risco e a educação em saúde são ferramentas centrais para a adesão da população às práticas preventivas — sem elas, vacinas e tratamentos não alcançam cobertura adequada.
A pegadinha central desta questão é a inversão de papéis: a banca atribui a medidas corretas (saneamento, vacinação, comunicação) um papel restrito ou inexistente, e atribui a erradicação de doenças a ações de tratamento (antibióticos) quando, na verdade, foi a prevenção vacinal que alcançou esses resultados. Guarde a fronteira: prevenção (vacina, saneamento, EPI, isolamento) é a base do controle de doenças infecciosas; tratamento é complementar, não substituto.
Prevenção e controle de doenças infecciosas: Prevenção primária (Vacinação, Saneamento básico, EPI e isolamento, Educação em saúde); Prevenção secundária (Diagnóstico precoce, Tratamento, Profilaxia pós-exposição); Prevenção terciária (Reabilitação, Prevenção de complicações); Erradicação de doenças (Varíola (1977), Poliomielite nas Américas (1991), Causa: vacinação em massa)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A afirmativa está correta ao afirmar que medidas de controle de infecção em ambientes de saúde — uso de EPI e isolamento de pacientes — são essenciais para evitar a disseminação de patógenos entre pacientes e profissionais. Isso corresponde às precauções-padrão e às precauções específicas por via de transmissão, amplamente descritas na literatura de controle de infecção. O contexto reforça que o conhecimento das formas de transmissão é fundamental para implementar medidas preventivas que evitem a disseminação na comunidade e nos serviços de saúde.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A afirmativa erra ao dizer que a melhoria do saneamento básico e do acesso à água potável é prioritária "apenas para doenças respiratórias" e que "não interfere na prevenção de doenças de transmissão fecal-oral". É exatamente o oposto: o saneamento é a principal medida de prevenção das doenças de transmissão fecal-oral (cólera, hepatite A, febre tifoide, parasitoses). O contexto cita o "acesso à água e ao alimento seguro" como intervenção que ampliou a expectativa de vida, e menciona o controle da diarreia e da cólera como avanço obtido. A banca inverteu a relação: saneamento é prioritário justamente para as doenças de transmissão fecal-oral, não para as respiratórias.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A afirmativa erra ao afirmar que a vacinação "apresenta eficácia limitada na redução da morbimortalidade global" e que "não é considerada uma ferramenta central". O contexto é explícito: a imunização é "uma das medidas com maior custo-benefício na prevenção de doenças infecciosas", diretamente relacionada à diminuição de morbimortalidade. A erradicação da varíola e a drástica redução de várias doenças imunopreveníveis comprovam sua centralidade. A banca tenta rebaixar a vacina a um papel secundário, quando ela é, na verdade, a ferramenta mais eficaz de prevenção primária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A afirmativa erra ao afirmar que a comunicação de risco e a educação em saúde têm "efeito restrito na adesão da população às práticas preventivas". Na prática, a comunicação de risco e a educação em saúde são fundamentais para a adesão — sem elas, a população não compreende a importância da vacinação, do saneamento, do uso de EPI ou do isolamento. O contexto sobre HIV mostra que "estratégias para reforço de adesão" são pontos fundamentais para o controle da epidemia, e que a baixa adesão ao preservativo é um problema reconhecido — justamente por isso a educação em saúde é essencial. A banca subestima o papel da comunicação, quando ela é um dos pilares da vigilância em saúde.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A afirmativa erra ao atribuir a erradicação da varíola e o controle do sarampo e da poliomielite "exclusivamente por ações de tratamento precoce e uso de antibióticos". Isso é historicamente falso: a erradicação da varíola (1977) e da poliomielite nas Américas (1991) foi alcançada por vacinação em massa, não por antibióticos (que não têm efeito sobre vírus). O contexto afirma que esses são "exemplos marcantes do sucesso das imunizações". O sarampo é prevenido por vacina (tríplice viral), não por antibióticos. A banca troca a causa real (vacinação) por uma causa inexistente (antibióticos), invertendo completamente o papel da prevenção.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora inverter o papel das medidas preventivas. Nesta questão, ela faz três inversões clássicas: (1) atribui o saneamento às doenças respiratórias, quando ele é a base da prevenção das doenças de transmissão fecal-oral; (2) rebaixa a vacinação a papel secundário, quando ela é a medida de maior custo-benefício; (3) atribui a erradicação de doenças virais a antibióticos, quando foi a vacinação em massa que alcançou esses resultados. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪
PEGA ESSA DICA!
Para questões de prevenção e controle de doenças infecciosas, monte mentalmente a tabela das medidas por nível de prevenção: primária (vacinação, saneamento, EPI, isolamento, educação em saúde) → secundária (diagnóstico precoce, tratamento, PEP) → terciária (reabilitação). Quando a alternativa atribuir a uma medida um papel que não corresponde ao seu nível, ela está errada. E lembre: vacina previne, antibiótico trata — nunca confunda os dois papéis.