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Questão de Medicina — Endocrinologia — Avança SP 2025

MedicinaEndocrinologia
Código
qg422886
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Endocrinologista
Paciente apresenta intolerância ao calor, sudorese, pele quente e úmida, perda de peso e disfunção muscular. O exame revela frequência cardíaca aumentada, maior contratilidade e inotropismo, além de aumento do débito cardíaco. Essas manifestações surgiram após elevação dos hormônios tireoidianos, provocando aumento do metabolismo celular, o que leva à produção de energia e ao aumento da termogênese.Com base no diagnóstico provável dessa condição, assinale a alternativa correta.
  1. AHipotireoidismo congênito
  2. BDoença de Cushing
  3. CAcromegalia
  4. DTireotoxicose
  5. EInsuficiência adrenal primária
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GabaritoD — Tireotoxicose

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tireotoxicose: o estado hipermetabólico dos hormônios tireoidianos

Gabarito: letra D (Tireotoxicose). O quadro descrito — intolerância ao calor, sudorese, pele quente e úmida, perda de peso, taquicardia, aumento da contratilidade e do débito cardíaco — é a tradução clínica do excesso de hormônios tireoidianos circulantes, que elevam o metabolismo celular e a termogênese. É exatamente isso que define a tireotoxicose, síndrome clínica resultante da exposição dos tecidos a níveis excessivos de T3 e T4, independentemente da causa (hipertireoidismo, tireoidite, ingestão exógena).

A tireotoxicose é a síndrome clínica causada pela ação excessiva dos hormônios tireoidianos nos tecidos. O termo "tireotoxicose" descreve o estado de intoxicação por hormônio tireoidiano; já "hipertireoidismo" é a causa mais comum, caracterizada pela produção aumentada e sustentada desses hormônios pela glândula. Todo hipertireoidismo gera tireotoxicose, mas nem toda tireotoxicose é hipertireoidismo — tireoidites subagudas, por exemplo, liberam hormônios pré-formados e causam tireotoxicose sem hiperprodução glandular.

O mecanismo fisiopatológico central é o aumento da taxa metabólica basal. Os hormônios tireoidianos atuam em praticamente todos os tecidos, aumentando o consumo de oxigênio, a produção de calor (termogênese) e o gasto energético. No coração, os hormônios tireoidianos aumentam a expressão de receptores beta-adrenérgicos e a sensibilidade às catecolaminas, resultando em taquicardia, aumento da contratilidade (inotropismo positivo) e do débito cardíaco. Essa combinação — alto débito cardíaco com pele quente e úmida — é o que caracteriza a insuficiência cardíaca de alto débito, uma das complicações possíveis da tireotoxicose.

Na prática clínica, o paciente com tireotoxicose apresenta um conjunto de sinais e sintomas que refletem o estado hipermetabólico: intolerância ao calor, sudorese profusa, perda de peso apesar do apetite aumentado, tremor fino, agitação psicomotora, taquicardia, palpitações e fraqueza muscular proximal. O exame físico pode revelar pele quente e úmida, olhos brilhantes, exoftalmia (na doença de Graves) e bócio. O diagnóstico é clínico e confirmado por dosagens hormonais: TSH suprimido e T4 livre e/ou T3 elevados.

A distinção que importa nesta questão é entre tireotoxicose e as demais endocrinopatias listadas. O hipotireoidismo (alternativa A) produz o quadro oposto: intolerância ao frio, bradicardia, pele seca, ganho de peso e hipometabolismo. A doença de Cushing (alternativa B) cursa com hipercortisolismo, manifestando-se com obesidade central, estrias violáceas, hipertensão e hiperglicemia. A acromegalia (alternativa C) é causada por excesso de GH, com crescimento de extremidades, prognatismo e visceromegalia. A insuficiência adrenal primária (alternativa E) cursa com hipotensão, hiperpigmentação, fadiga e hiponatremia — nada a ver com o estado hipermetabólico descrito.

A pegadinha que a banca explora é a associação automática entre sintomas cardiovasculares (taquicardia, aumento do débito cardíaco) e doença cardíaca primária. O candidato desatento pode pensar em insuficiência cardíaca ou arritmia, mas o enunciado deixa claro que as manifestações "surgiram após elevação dos hormônios tireoidianos" — o gatilho é endócrino, e o coração é apenas o órgão-alvo. Guarde a sequência: hormônio tireoidiano elevado → aumento do metabolismo celular → produção de energia e termogênese → manifestações clínicas. É essa cadeia fisiopatológica que aponta diretamente para a tireotoxicose.

  1. 1Elevação de T3 e T4
  2. 2Aumento do metabolismo celular
  3. 3Termogênese e gasto energético
  4. 4Sinais hipermetabólicos (taquicardia, sudorese)
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Alternativa A — ❌ Incorreta

O hipotireoidismo congênito é a deficiência de hormônios tireoidianos desde o nascimento, cursando com hipometabolismo: intolerância ao frio, bradicardia, constipação, pele seca e atraso do desenvolvimento. O quadro descrito é exatamente o oposto — hipermetabolismo com taquicardia e intolerância ao calor. A banca troca o estado hiper por hipotireoidiano.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A doença de Cushing é causada por excesso de cortisol (hipercortisolismo), manifestando-se com obesidade central, face em lua cheia, estrias violáceas, hipertensão arterial, hiperglicemia e fraqueza muscular proximal. Não há relação com elevação dos hormônios tireoidianos nem com o estado hipermetabólico descrito. O erro é confundir uma endocrinopatia com outra, sem atentar para o mecanismo fisiopatológico.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A acromegalia é causada por excesso de hormônio do crescimento (GH), geralmente por adenoma hipofisário. Manifesta-se com crescimento de extremidades (mãos e pés), prognatismo, aumento de partes moles e visceromegalia. Não cursa com intolerância ao calor, sudorese nem taquicemia — o quadro é de crescimento tecidual, não de hipermetabolismo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A tireotoxicose é a síndrome clínica resultante do excesso de hormônios tireoidianos circulantes, que elevam o metabolismo celular e a termogênese. Todos os sinais descritos — intolerância ao calor, sudorese, pele quente e úmida, perda de peso, taquicardia, aumento da contratilidade e do débito cardíaco — são manifestações clássicas desse estado hipermetabólico. O enunciado descreve exatamente a cadeia fisiopatológica: elevação dos hormônios tireoidianos → aumento do metabolismo → produção de energia e termogênese.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A insuficiência adrenal primária (doença de Addison) é a deficiência de cortisol e aldosterona, cursando com hipotensão, hiperpigmentação cutânea, fadiga, anorexia, perda de peso e hiponatremia. Não há taquicardia nem aumento do débito cardíaco — pelo contrário, a tendência é hipotensão e choque em crises. O quadro descrito é de hiperatividade metabólica, não de deficiência hormonal.

Gabarito: letra D — a tireotoxicose é a única alternativa que explica o estado hipermetabólico com aumento da termogênese e do débito cardíaco descrito no enunciado.

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