Questão de Medicina — Pediatria e Neonatologia — Avança SP 2025
Medicina›Pediatria e Neonatologia
Código
qg422910
Banca
Avança SP
Órgão
Prefeitura de Varginha - MG
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Médico - Gastroenterologista Pediatra
Em sua maioria, os casos de diarreia aguda são autolimitados, e a principal preocupação deve se concentrar em:
AUso prolongado e preventivo de antibióticos sem avaliação médica.
BReposição de água e eletrólitos perdidos no processo diarreico.
CApenas focar na redução drástica do consumo de fibras alimentares.
DSuspensão total da ingestão de líquidos.
EUso exclusivo de medicamentos antitérmicos.
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GabaritoB — Reposição de água e eletrólitos perdidos no processo diarreico.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diarreia aguda: o pilar do tratamento é a hidratação
Gabarito: letra B. Na diarreia aguda, a principal preocupação é a reposição de água e eletrólitos perdidos, pois a desidratação é a complicação mais grave e a causa de morte evitável. O tratamento se baseia na prevenção e correção rápida da desidratação com solução de reidratação oral (SRO) ou fluidos intravenosos, conforme a gravidade.
A diarreia aguda é definida como o aumento do número de evacuações (≥3 em 24h) com diminuição da consistência das fezes, com duração de até 14 dias. Na maioria dos casos, é autolimitada e de causa viral, como rotavírus e norovírus. O grande risco não é a infecção em si, mas a perda de água e eletrólitos que leva à desidratação — especialmente em crianças, idosos e imunocomprometidos. Por isso, a avaliação clínica deve focar no estado de hidratação, e o tratamento, na reposição volêmica.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde, por meio da estratégia AIDPI (Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância), classificam o manejo em três planos: Plano A (diarreia sem desidratação — tratamento domiciliar com SRO e alimentação habitual), Plano B (diarreia com desidratação — SRO em quantidade maior, sob supervisão) e Plano C (desidratação grave — hidratação intravenosa). A alimentação não deve ser suspensa; pelo contrário, deve ser mantida, com aumento da ingestão de líquidos. O uso de antibióticos é reservado para casos específicos de diarreia inflamatória (febre, sangue e muco nas fezes), e antidiarreicos devem ser evitados até afastar causa infecciosa.
A pegadinha desta questão é justamente inverter o foco: em vez de tratar a causa (que na maioria é viral e autolimitada), o candidato pode pensar em antibióticos ou em suspender a dieta. Mas a conduta correta, baseada em evidência e recomendada pelos órgãos de saúde, é sempre a reposição de líquidos e eletrólitos. As demais alternativas representam condutas inadequadas ou até perigosas.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre tratar a causa e tratar a consequência. Na diarreia aguda, a maioria é viral e autolimitada — antibiótico não está indicado rotineiramente. O que mata é a desidratação, e é nela que o foco deve estar. Suspender líquidos ou reduzir drasticamente fibras são condutas que pioram o quadro.
1Avaliar hidratação
2Plano A: SRO domiciliar
3Plano B: SRO supervisionada
4Plano C: hidratação IV
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O uso prolongado e preventivo de antibióticos sem avaliação médica é uma conduta inadequada e perigosa. Na diarreia aguda, a maioria dos casos é viral e autolimitada, e o antibiótico não está indicado rotineiramente. Seu uso indiscriminado pode causar resistência bacteriana, efeitos adversos e até piorar quadros como o da E. coli entero-hemorrágica. A antibioticoterapia é reservada para casos específicos de diarreia inflamatória com sinais de gravidade.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A reposição de água e eletrólitos é o pilar do tratamento da diarreia aguda. A perda de líquidos e sais minerais pelas fezes e vômitos leva à desidratação, que é a principal complicação e causa de morte. A conduta correta é a reidratação oral com SRO (Plano A e B) ou intravenosa (Plano C), conforme a gravidade. A alimentação deve ser mantida, com aumento da ingestão de líquidos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Reduzir drasticamente o consumo de fibras alimentares não é a conduta recomendada. A alimentação habitual deve ser mantida durante a diarreia aguda, e a suspensão da dieta não é indicada, pois prejudica o aporte nutricional. As fibras podem até ser benéficas em alguns casos, mas não são o foco do tratamento. O que importa é a hidratação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Suspender totalmente a ingestão de líquidos é uma conduta perigosa e contraindicada. A desidratação é o principal risco da diarreia aguda, e a suspensão de líquidos agrava o quadro, podendo levar a complicações graves, como choque hipovolêmico. A orientação é aumentar a ingestão de líquidos, especialmente água e SRO.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O uso exclusivo de medicamentos antitérmicos não trata a diarreia aguda. Antitérmicos podem ser usados para controle de febre, mas não repõem líquidos nem eletrólitos perdidos. O foco do tratamento é a hidratação, e o uso de medicamentos deve ser criterioso e orientado por profissional de saúde.